terça-feira, 31 de março de 2009

Preocupação com o desemprego eleva a procura por franquias no país

Ontem saiu a pesquisa CNT/Sensus, feita agora no comecinho de março com 2 mil brasileiros, em 136 municípios de 24 estados. Ou seja, uma amostra bem significativa. Além de avaliar a popularidade do presidente e fazer algumas simulações para as eleições de 2010, a pesquisa também mediu o nível de preocupação dos brasileiros com a crise. Uma das conclusões do estudo é que emprego hoje é algo que tira o sono de muita gente.

Nada menos que 39% dos entrevistados conhece alguém demitido do emprego. As expectativas também são ruins – 45% têm medo de ser mandado embora. E esse receio não é exclusividade dos operários da indústria, não. Tem muito executivo já montando o seu plano B, ou seja, se precavendo caso receba uma notícia ruim do patrão.

É aí que entram as franquias. Eu conversei essa semana com a Filomena Garcia, que é diretora da Cherto, uma empresa de consultoria especializada no assunto, e ela me disse que somente agora, no 1o trimestre de 2009, a procura por franquias aumentou 52%.

O bom desempenho do setor, é claro, ajudou a fomentar o interesse – em 2008 o faturamento das lojas franqueadas no país cresceu 19,5%, bem mais do que os 9% registrados pelo IBGE para o varejo brasileiro em geral. Para você ter uma idéia, hoje cerca de 72% das lojas de uma praça de alimentação nos shoppings brasileiros são franquias e 45% das outras lojas também. Ou seja, é um setor muito forte.

Mas a razão principal para esse boom das franquias é mesmo a preocupação dos executivos com seus empregos atuais. A Filomena me contou que tem sido comum ver executivos abrir uma ou duas loja e colocar alguém de confiança para operar a franquia. Quando o executivo abre a terceira, ai em geral ele pede demissão e vai se dedicar exclusivamente ao próprio negócio. Isso significa que o segmento de franquias deve se profissionalizar, ganhando melhores operadores e com isso turbinar ainda mais seus resultados.

Para facilitar a vida de quem quer encontrar uma franquia, a Cherto abriu em São Paulo uma loja, onde os clientes podem escolher uma entre 47 marcas disponíveis, de diferentes segmentos. É a ‘Franchise Store’, que até 2010 vai se tornar ela própria uma franquia espalhada por outros 11 estados. Além de informações sobre os franqueadores, investimentos necessários e características do mercado, a ‘Franchise Store’ vai ainda neste 1o semestre do ano agregar dois novos serviços – um painel de lojas disponíveis para locação nos principais shoppings da cidade e linhas de financiamento para a implantação das novas lojas.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Do preço do Ovo de Páscoa, 28% são impostos

Muitos brasileiros acham que pagam pouco imposto porque levam em consideração apenas o Imposto de Renda e desconhecem os altos tributos embutidos nos preços dos produtos. Porém o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT está aí mesmo para nos ajudar a lembrar o tamanho do apetite do Leão.

Agora, às vésperas da Páscoa, o IBPT divulgou a carga de impostos que incidem sobre alguns dos produtos que tradicionalmente compramos nesta época. Você sabia, por exemplo, que 28% do valor total dos ovos de chocolate são destinados aos cofres públicos? Veja abaixo tabela com mais produtos e sua tributação.

- Bacalhau: 43,78%
- Bombom: 37,61%
- Coelhinho de pelúcia: 29,92%
- Colomba pascal de chocolate: 38,68%
- Colomba pascal tradicional: 36,02%
- Vinho: 54,73%

Seria ideal se o consumidor soubesse quanto paga exatamente de tributos em cada um desses produtos. Talvez desse mais valor ao dinheiro mal gasto pelos gestores públicos.

Esclarecimentos da Mastercard sobre o programa Consumidor Consciente

Oi Luiz, tudo bom?

Ouvi a chamada que você fez hoje na BandNews sobre o programa Consumidor Consciente (leia o texto aqui) e não poderia deixar de comentar contigo alguns pontos que creio ser importante esclarecer em relação ao programa:

- O Consumidor Consciente foi lançado como programa de Educação Financeira pela MasterCard em outubro de 2007. O que estamos anunciando agora é a nova fase do programa, que aposta na interatividade com os consumidores para gerar maior atratividade e diálogo com os visitantes.

- A posição da MasterCard, e creio que você conhece bem, pois já falamos bastante sobre isso nunca foi a de que os usuários gastassem mais com seus cartões - de crédito ou de débito. Tanto assim que o posicionamento da empresa é o de que existem coisas que o dinheiro não compra.

- A MasterCard, como empresa de meios de pagamento eletrônicos, tem como objetivo primordial a substituição de dinheiro e cheque por pagamentos eletrônicos, que são mais fáceis, seguros e convenientes para o consumidor.

Um abraço,

Andréa Denadai
Corporate Communications

quinta-feira, 26 de março de 2009

Supermercados apostam em Páscoa 10% melhor que a de 2008

Os supermercados brasileiros estao otimistas em relação à Páscoa deste ano. De acordo com o estudo da Abras, 82% efetuaram compras junto à indústria em patamares superiores ao de 2008. Apenas 18% responderam que compraram no mesmo patamar de encomendas realizadas no ano passado. Na média, a perspectiva dos supermercadistas é de crescimento nas vendas de 10,3% na Páscoa de 2009, em comparação com 2008. À exceção de vinhos importados (queda de -2,2%), todas as cestas pesquisadas apresentaram aumento nas compras dos supermercadistas junto aos fornecedores. São eles: peixes em geral (13%), ovos de Páscoa (8,2%), Colomba Pascal (6,8%), bacalhau (6,3%), bombons e chocolates (5,7%), azeites (3,2%) e vinhos nacionais (2,2%).

Crise ainda não chegou ao varejo

Especialistas afirmam que o varejo deve ser último setor a sentir os efeitos da crise. Os números recentes parecem confirmar essa teoria. As vendas reais dos supermercados em fevereiro de 2009 cresceram 4,16%, em relação ao mesmo mês de 2008, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado mensalmente pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado do primeiro bimestre de 2009, em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve uma alta de 5,37%. Esses índices já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE.

Mais dados da pesquisa sobre o perfil do cliente de shopping no Brasil

No post anterior, falei sobre a pesquisa que o IPDM fez com mais de 3 mil frequentadores de shopping centers de 6 cidades brasileiras (leia aqui). Seguem mais dados da pesquisa:

- dos clientes de shopping no país, 56% são mulheres e 44% homens

- 30% dos consumidores de shoppings pertencem à Classe A, 49% à Classe B e 21% às classes C/D

- 9% deles têm entre 17 e 19 anos, 34% de 20 a 29 anos, 33% de 30 a 44 anos e 24% mais de 45 anos. Não foram pesquisados frequentadores com 16 anos ou menos.

- o gasto médio por visita em shoppings no Brasil é de R$ 140. Mas os homens gastam mais - R$ 144 contra R$ 138 das mulheres.

- o gasto médio da Classe A é de R$ 196, o da Classe B é R$ 130 e o das Classes C e D é R$ 79.

- 36% dos clientes de shopping também fazem compras pela Internet, Em 2006 esse percentual era de 21%.

Nos shoppings brasileiros, 79% dos clientes são das classes A e B

Hoje, uma nova pesquisa sobre o perfil dos clientes dos shopping centers no Brasil foi divulgada durante evento promovido pela Abrasce – Associação Brasileira dos Shopping Centers e pelo ICSC – International Council of Shopping Centers, em São Paulo. O estudo, realizado pelo IPDM, entre fevereiro e março deste ano, entrevistou 3.213 pessoas em 6 cidades – Rio, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Porto Alegre e SP.

Uma das principais conclusões da pesquisa é que os shoppings brasileiros são mesmo reduto da elite – nada menos que 79% dos seus freqüentadores pertencem às classes A e B. A novidade é que os homens passaram a também adotar essa idéia. Atualmente, 65% do público masculino freqüentador de shoppings vai a um desses centros comerciais toda semana, principalmente em busca de alimentação e lazer. Porém, quando os rapazes entram numa loja, costumam ser mais decididos que as moças – em 78% das vezes eles compram. Entre as mulheres a taxa de conversão nao passa de 59%.


É fato que os shoppings no país são um misto de local de compras e serviços e também um importante destino de entretenimento. Prova disso é que em geral apenas 45% dos clientes saem deles com uma sacola na mão. Por outro lado, 39% dos entrevistados costumam comer nas áreas de alimentação dos shoppings. Outra conveniência muito procurada é o caixa eletrônico, assim como as agências bancárias. A pesquisa mostrou ainda que o gasto médio em shopping centers no Brasil é alto – R$ 140 a cada visita. Os que gastam mais sao consumidores de Classe A, homens e pessoas com mais de 30 anos de idade.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Dinheiro - use com moderação

Hoje de manhã a Mastercard apresentou para a imprensa seu novo programa de educação financeira, chamado “Consumidor Consciente”. A empresa de cartões de credito, que antes só se preocupava em estimular as pessoas a comprar, agora oferece aplicativos para o controle das finanças pessoais, informações sobre economia, um glossário para que os consumidores entendam melhor contratos e financiamentos, orientações sobre como evitar dividas e dicas sobre o uso responsável do dinheiro. Tudo isso estará à disposição em um site na internet, o www.consumidorconsciente.org, e também em redes sociais como o Orkut, o Facebook e o Twitter.

Mas consumo consciente não é preocupação exclusiva da Mastercard. Nesta segunda-feira, o Banco Itaú promoveu um seminário sobre esse mesmo assunto em SP, com o tema “como alcançar a independência financeira.” Desde 2004 o banco possui um programa de Uso Consciente do Dinheiro e em 2009 disponibilizou 4 novas cartilhas sobre o assunto em seu web site. Outras empresas do setor seguem o mesmo caminho.

É curioso notar como as instituições financeiras seguem a trilha de outras indústrias, como a de bebidas e cigarros, e usam como estratégia de marketing o posicionamento de apoiar o consumidor e recomendar o uso moderado dos seus produtos. Não deixa de ser um sinal dos novos ventos que sopram nos horizontes globais.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mais dados do estudo da Talent sobre os descasados brasileiros

Hoje, no Blue Bus, adiantei alguns dados do estudo que a Talent vai apresentar ao mercado na 6a feira que vem na sua sede em SP (leia aqui). Nem todas as informações couberam no texto e por isso mesmo vieram parar aqui no blog. Aí estão elas:

- 55% moram no Sudeste, 18% no Sul, 15% no Nordeste, 8% no Centro-Oeste e apenas 4% no Norte

- Camisetas e jeans se destacam no guarda-roupa dos descasados brasileiros das classes A e B. Artigos esportivos também são frequentes. Prova de que depois de separados, eliminar as gordurinhas passa a ser mais importante do que quando estavam ainda casados.

- Enquanto apenas 10% dos casados destas classes sociais pretendem trocar o automóvel, 25% dos descasados tem a firme intenção de desfilar de carro novo.

- 1/3 deles gasta mais de R$ 70 por mês com conta de celular. Tem mais - 14% querem trocar de aparelho nos próximos 3 meses.

- Vão a bares, shows e casas noturnas em frequência muito superior à dos casados. Também parecem ter mais tempo para si mesmos - o percentual dos que leem livros por prazer, assistem a DVDs e pegam uma prainha é maior do que o dos que permanecem no casamento.

- São mais propensos a caminhar, cuidar da saúde e comer alimentos saudáveis

- Porém são mais infiéis às marcas, porque estão mais dispostos a experimentar novidades

- São otimistas - cerca de 80% acreditam que a vida será melhor no futuro e quase 70% pensam que estão melhores agora do que antes

- São bem mais vaidosos do que a média da população - consomem mais 18% perfumes importados, por exemplo

sexta-feira, 20 de março de 2009

Pesquisa CNI/Ibope - brasileiros acham que a crise é grave mas apostam em um bom 2009

Saiu agorinha a pesquisa CNI/Ibope. Apesar de ligeira queda em relação a dezembro, o percentual de brasileiros que acham que 2009 será bom ainda é alto: 83%. Ainda segundo a pesquisa, o percentual dos que acham que a inflação sobe nos próximos 6 meses caiu 4 pontos percentuais, mais ainda permanece no patamar elevado de 63%. Prova de que somos gatos escaldados e morremos de medo da volta da escalada diária de preços. Subiu também de 63% para 68% o número de brasileiros que acham que o desemprego vai aumentar nos próximos 6 meses. Mas somos mesmo otimistas incorrigíveis: 37% acham que a renda pessoal vai subir e 44% que vai ficar na mesma. Só 13% acham que vai diminuir. O conhecimento da crise passou de 75% em dezembro para 81% agora. Mas a avaliação ficou mais ou menos estável - 83% acham grave a crise.

Leitora da Vida Simples também está cansada de falar da crise

Leia abaixo a transcrição do e-mail que uma leitora da Vida Simples mandou para a redação. Fiquei bem feliz. O texto ao qual ela se referia foi esse aqui.

"Impossível nos últimos meses assistir a um telejornal ou folhear um periódico e não dar de cara com a palavra do momento: crise. É tanta crise que se você não tem ou não se julga afetado por nenhuma, nem é tachado como normal! Adorei as matérias da edição de Março de Luiz Alberto Marinho e Eugenio Mussak, que discorrem sobre "as crises nossas de cada dia". Como os autores, também agradeço às minhas crises e, por vezes, às crises dos outros... Elas são instrumentos preciosos de reflexão e têm o poder de nos mover em busca de mudanças. Abraços à redação!
Mari Baldissera"

Grande abraço para você também Mari.

Mais dados da pesquisa da Latin Panel sobre consumo nos supermercados

Ontem eu publiquei no Blue Bus uma nota sobre a pesquisa do Latin Panel sobre o comportamento dos brasileiros nos supermercados (leia aqui). Hoje falo mais sobre esse estudo, que segmentou os consumidores em 3 grandes grupos:

- 54% deles são considerados "apaixonados". Estes são mais fiéis aos seus supermercados, afinal, concentram mais de 70% dos seus gastos neste canal. São donas de casa das classes AB, em geral com mais de 50 anos e que vão ao supermercado para encher a despensa.

- No extremo oposto estão os "oportunistas", que representam 21% dos consumidores e costumam seguir as promoções. Em geral são mulheres na faixa dos 40 anos, que não trabalham fora, das classes D e E.

- No meio do caminho estão os "mixadores", que somam 26% dos consumidores. Eles são mais jovens e majoritariamente pertencem à Classe C. Estes é que andam comprando em vários lugares diferentes e se constituem em alvo preferencial para os supermercados brasileiros.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Campanha de Havaianas na terra de Obama

A partir do mês que vem novos anúncios das nossas brasileiríssimas Havaianas estarão invadindo as revistas norte americanas. A direção de arte é primorosa e ajuda a vender o conceito de design e moda aplicado a um produto que já teve, quem diria, Chico Anysio como garoto propaganda (veja abaixo, do acervo da Memória da Propaganda).


Brasileiro usa menos crédito em 2009

Dados da Febraban mostram que os brasileiros de fato estão mais cautelosos e pretendem reduzir o endividamento por conta da crise global. Agora em fevereiro, por exemplo, quase todas as modalidades de concessão de crédito recuaram, com destaque para o financiamento de veículos, que caiu mais de 31% (veja gráfico publicado hoje na Folha de São Paulo). Quem ainda financia em volume acima de 2008 são os cartões de crédito, o que deixa muita gente de cabelo em pé. Afinal, com os juros cobrados nessa modalidade, aumentam as chances do consumidor não conseguir honrar seus compromissos.

Clientes apertam suas agências para cobrir perdas lá fora

Um problema vem tirando o sono das nossas agências de publicidade – a pressão que as filiais brasileiras de alguns de seus clientes multinacionais vêm sofrendo para cobrir as perdas da matriz. Estudo feito pela LCA Consultores mostrou que no 4o trimestre do ano passado a remessa de lucros e dividendos do Brasil para o exterior ficou acima de US$ 33 bilhões no acumulado de 12 meses. No mesmo período de 2007 esse valor andava na casa dos US$ 22 bilhões. Para poder mandar esse dinheiro todo para fora, muitos clientes promovem reduções nos seus orçamentos de marketing. Por isso, cortes de verbas, renegociações de preços e concentração de contas estão movimentando o mercado publicitário nesse comecinho de 2009.

terça-feira, 17 de março de 2009

"A causa social de Axe é aumentar a auto-estima dos teenagers"

Na semana passada conversei com Simon Clift (foto), CMO da Unilever, depois da palestra que ele fez no congresso da WFA/ABA. Em bom português, afinal trabalhou vários anos no Brasil, Clift falou sobre a estratégia de associar cada uma das suas principais marcas a uma causa, o que ele chamou de 'marketing social'. Leia os principais trechos do bate papo:

Luiz: Quando a Unilever percebeu a importância de adotar uma causa para cada uma das suas principais marcas?

Simon: A Unilever já foi fundada com esse conceito de marketing. Cem anos atrás o próprio William Lever começou a vender sabonete tentando melhorar a vida dos trabalhadores, na Inglaterra do século XIX - e ao mesmo tempo fazer um bom negócio vendendo sabonete. Você não pode separar as duas coisas. Porém, cada marca tem que seguir suas próprias estratégias, por que obviamente a estratégia não pode ser uma coisa completamente fora do posicionamento da marca.

Luiz: Assim a Knorr defende as refeições em família, Dove promove a auto-estima das crianças, OMO diz que se sujar faz bem. Cada marca tem uma causa que faz parte do seu universo. Isso de fato, ajuda a vender mais produtos?

Simon: Ajuda sim, a gente não está no negócio de filantropia, filantropia é para outras pessoas e obviamente tem seu papel. Nosso negócio tem que ser sustentável porque se você vai dar dinheiro para causas simplesmente sem fazer dinheiro o dinheiro vai acabar. Então tem que ser um negócio totalmente sustentável. Nós falamos em inglês "Doing Well for Doing Good".

Luiz: Tem uma marca que aparentemente está um pouco fora desse escopo, que é Axe. Muitas pessoas acusam Axe de ter campanhas sexistas, colocando a mulher como um objeto. Como é que Axe se insere nessa estratégia macro da Unilever no mundo?

Simon: A Axe é dirigida para 1 milhão de meninos com pouca confiança. Então a Axe também tem sua própria causa social. Nada vai mudar a obsessão do típico teenager com a mulher bonita. O papel da Axe é aumentar a auto-estima desse teenager.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Internautas acham mais seguro usar o banco eletrônico do que o cartão de crédito

Pesquisa realizada pela F-Secure, empresa especializada em segurança na web, nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Índia e Hong Kong, mostrou que 50% dos internautas entre 20 e 40 anos de idade se sentem seguros ao acessar bancos pela Internet. Entretanto, somente 6% sentem-se seguros ao realizarem compras on-line com cartão de crédito. Outro ponto de preocupação dessas pessoas é com a navegação de suas crianças na rede - a grande maioria (54%) dos entrevistados não concorda que os seus filhos estejam seguros on-line.

Mais gente assiste a videos na web, segundo o Ibope

A internet é uma das mídias de crescimento mais rápido no mundo inteiro. Dados apresentados na semana passada pelo IBOPE Mídia e IBOPE Nielsen Online mostraram que 2/3 da população mundial acessa a rede todos os meses. No Brasil, são mais de 15 milhões de internautas. Os usuários de internet usam em média 10% do tempo conectado navegando em sites de relacionamento como Orkut, Facebook, etc. Mas os vídeos online também se tornaram uma atividade importante na web - cerca de 76% dos internautas americanos assistem vídeos pela internet. E isso nao se resume aos computadores, nao: 35% dos usuários de IPhone, por exemplo, fazem o mesmo. Segundo o Presidente Internacional da Nielsen OnLine, Jonathan Carson (foto), durante o Oscar 2009, mais de 10% dos telespectadores assistiram o evento pela web. O público que assistiu pelo Facebook ficou mais tempo ligado que o público da TV.

Cabelos grisalhos em alta nas empresas

Os baby boomers estão de volta ao mercado. Ao contrário do que era esperado para este ano, as empresas tornaram a contratar profissionais com idade superior a 45 anos. O motivo seria a experiência para gereniar a crise e a sabedoria para lidar com a equipe de trabalho. Quem garante é Renato Grinberg, diretor Geral da Trabalhando.com.br, portal especializado em recrutamento online.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Delfim prevê que a crise dure de 18 a 24 meses

O setor supermercadista cresceu 9% em vendas em 2008, segundo números divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), e foi até agora pouco afetado pela crise financeira mundial iniciada. De acordo com a entidade, o bom momento continua, pois as vendas cresceram 6,54% em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Para esclarecer como será daqui para frente, a Associação Paulista de Supermercados (APAS), convidou o deputado federal e ex-ministro da fazenda Delfim Netto para uma palestra especial sobre os desdobramentos da crise no curto, médio e longo prazos e o seu impacto no varejo brasileiro. Delfim chegou atrasado, falou apenas meia hora e saiu apressado depois de responder apenas uma pergunta da plateia.

Durante a sua breve apresentação, o deputado contou que a crise chegou ao Brasil em função da falta de liquidez. No final do ano passado, o consumidor deixou de gastar, o comerciante comprou menos e vendeu seus estoques e os banqueiros fecharam a torneira do crédito. Mas o grande agravante, na visão de Delfim, foi que o Brasil aumentou os juros num momento que todos os países estavam diminuindo os seus.

Apesar do cenário atual, Delfim Netto acredita que a crise deve demorar de 18 a 24 meses, não mais do que isso. Ele também prevê que o Brasil deve crescer de 1,5% a 2% em 2009. Para o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos, a previsão é de crescimento de 3% a 7% em 2009, caso a inflação fique em torno de 4,5%.

Vendas no varejo crescem 6% em janeiro

Esses tempos de crise proprocionam fortes emocoes e exigem coracao forte. Depois da péssima noticia que foi a queda acentuada do Pib do 4º trimrstre de 2008, hoje de manha saiu o resultado das vendas no varejo em janeiro de 2009 – segundo o IBGE elas subiram 6% em relação a janeiro de 2008.

Eu já tinha adiantado aqui algumas semanas atrás que o consumidor tinha voltado as compras em janeiro. Os números do IBGE confirmam isso. O destaque foi o setor de super e hipermercados, que cresceu 7%, impulsionado pelo aumento da massa salarial, que teve uma elevação de 8,3% em janeiro, e pela baixa nos preços dos alimentos. Hoje pela manha, em palestra feita na Associação Brasileira dos Supermercados, o deputado Delfim Netto previu que as vendas nesse segmento devem fechar 2009 com crescimento entre 3 e 7%.

DE acordo com o IBGE, mesmo segmentos muito dependentes de credito tiveram um bom desempenho em janeiro, como o de moveis e eletrodomésticos, que vendeu mais 6,3%. O destaque negativo foram as lojas de tecidos, vestuário e calcados, que tiveram vendas quase 5% piores do que as de janeiro de 2008. Provavelmente em função do receio dos consumidores, que estão mais resistentes em comprar produtos supérfluos por conta da crise.

Apesar da media de crescimento nacional ter sido de 6%, as vendas em São Paulo subiram mais, com a elevação chegando a 8,7%. O mesmo aconteceu no Rio, que cresceu 7,8%.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Acompanhe o evento da WFA/ABA pelo Twitter

Notas sobre o WFA Global Advertiser Week 2009 no twitter - clique aqui. Já falaram o CMO da Unilever, Simon Clift, o editor da Contagious, Alan Walker, o diretor EMEA da Avon e Jonathan Carson, da Nielsen. Ainda falarão Maurice Levy, CEO da Publicis entre outros nomes importantes do mercado. O evento ocorre no Hotel Renaissance, em SP, e vai até as 17h30.

Más notícias - será que a luz no fim do túnel é outro trem na direção contrária?

Ao contrário do que ocorreu apenas poucos dias atrás, hoje foi dia de péssimas notícias. A pior delas foi a queda de 3,6 no PIB brasileiro no 4o trimestre do ano passado, índice bem superior ao que era esperado. A outra foi a elevação da inflação - aumento de 0,55% em fevereiro, a maior desde junho do ano passado, quando o aumento dos preços nos supermercados foi suficiente para fazer os consumidores brasileiros, que têm pavor de inflação, pisar de leve no freio.

A queda do PIB foi amplamente repercutida pelos jornais - O Globo, Valor Econômico e Estado de São Paulo usaram a palavra recessão na capa e a Folha ressaltou com destaque que foi um dos maiores recuos no PIB entre todos os paises do planeta. A freada brusca da produção industrial e a baixa no consumo provocada pelo medo dos consumidores foram os maiores culpados pelo resultado ruim, mas ninguém esperava que fosse tão forte. Agora o fantasma da recessão técnica volta a rondar a economia e a assustar o pobre consumidor comum, que não entende direito o que está acontecendo - só sabe que não é nada bom.

terça-feira, 10 de março de 2009

Campanha Knorr - toda refeição é uma oportunidade

Por que as refeições em família estão em declínio?

Grandes marcas já entenderam que hoje para vender produtos, muitas vezes é preciso abraçar uma ideia, capaz de conquistar corações e mentes dos consumidores. Por isso mesmo, algumas aderiram ao esforço em favor de um planeta sustentável, enquanto outras sugerem o consumo moderado de seus produtos ou tentam estimular um estilo de vida saudável. Tudo indica que a Unilever, gigante multinacional de produtos de consumo, resolveu mergulhar de cabeça nessa onda. Depois de defender a idéia de que se sujar faz bem, com Omo, de criar um programa para elevar a auto-estima das crianças e promover a beleza das pessoas comuns, por meio de Dove, agora a Unilever resolveu resgatar a importância das refeiçoes em família, tema que vai nortear a propaganda global de Knorr em 2009.

Depois de conversar com especialistas e consumidores em 12 países diferentes, entre eles o Brasil, a empresa concluiu que dividir a mesa com pessoas queridas contribui para a saúde e alegria da população e estimula o desenvolvimento e aprendizagem das crianças, com melhora no vocabulário e no desempenho escolar. Os brasileiros, em tese, concordam com isso. A pesquisa mostrou que 79% dos entrevistados em nosso país acreditam que as refeições são o momento ideal para se estar com a família. Para 93% das paulistanas, por exemplo, essa é a melhor hora para conversar com os filhos. Porém, por aqui a convivência familiar possui um rival poderoso – a TV. Nada menos que 69% dos brasileiros assistem televisão enquanto comem, percentual bem mais alto do que a média (48%) dos outros países pesquisados. Outros fatores que contribuem para o declínio do ritual da refeição em família são a diferença de horários entre as pessoas (74%) e a falta de tempo (46%). A campanha “toda refeição é uma oportunidade”, no ar desde o mês passado (veja o filme no próximo post), pretende estimular as famílias brasileiras a se reunir à mesa em torno de boas conversas e, é claro, pratos preparados com os caldos da Knorr.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Enquanto o varejo freia, as vendas diretas aceleram no país (texto completo)

Se o varejo tradicional brasileiro sentiu uma certa desaceleração no final de 2008, o mesmo não aconteceu com outro setor que avança de vento em popa em nosso pais – o de vendas diretas. Para dar uma idéia, enquanto o faturamento das lojas caía 2,3% entre o 3o e o 4a trimestre do ano passado (dados do IBGE), as vendas feitas por representantes nas suas casas, nas residências dos clientes, em ambientes de trabalho e em outros locais que não são estabelecimentos comerciais subiam 12,6% no mesmo período, segundo a Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABEVD).

Apesar de pouco badalado, o canal de vendas diretas é extremamente forte no Brasil. Para efeito de comparação, vale dizer que as 65.500 lojas instaladas nos 378 centros comerciais associados a Associação Brasileira de Shopping Centers faturaram juntas R$ 64,6 bilhões em 2008. Ao mesmo tempo, os quase 2 milhões de representantes ativos venderam R$ 18,5 bilhões, quase 30% do total arrecadado pelos maiores e melhores comerciantes do pais. Não é a toa que somos o 3o maior mercado mundial de vendas diretas, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.

Vende-se de tudo um pouco por esse canal – de lingerie a produtos financeiros, passando ainda por, bijuterias, utensílios domésticos e alimentos. Mas a maior participação fica mesmo com produtos de higiene, beleza e cuidados pessoais. Em 2007, nada menos que 28% das receitas desse segmento foram produzidas por vendas diretas, de acordo com a Abihpec – Associação Brasileira da Industria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. Os revendedores brasileiros são, na maioria, mulheres, em grande parte donas de casa, estudantes ou aposentadas, que utilizam a venda direta para complementar a renda. Muitos profissionais liberais adotam a mesma medida. Outra tendência importante é a crescente incorporação de revendedores autônomos por comerciantes e empreendedores dispostos a colocar uma variada gama de produtos literalmente no colo dos seus clientes. A crise e o aumento do índice de desocupação no Brasil podem engrossar o exército de vendedores diretos, que já passa de 1% da população. O setor conta também com o fato de depender pouco de credito para, em 2009, crescer e aparecer ainda mais.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tem luz sim no fim do túnel

A leitura dos jornais de hoje, vejam só, traz algum otimismo para os brasileiros. Vamos às boas notícias: as vendas dos supermercados subiram 6,5% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2007, de acordo com a Abras. A Fiesp anunciou uma elevação de 6,2% na atividade da indústria paulista no primeiro mês do ano. E, last but not least, o governo teria decidido prorrogar a isenção de IPI para os automóveis até julho, como anunciou a Folha de São Paulo. Por sinal, a venda de veículos subiu uma vez mais - foram comercializados em fevereiro 0,15% mais unidades que em fevereiro de 2007.

terça-feira, 3 de março de 2009

Super Hiper TV

Muitos estudos mostram que é grande a influência do ponto de venda no comportamento de compra dos brasileiros. Segundo pesquisa de 2007 feita pelo POPAI (Point of Purchase Advertising Institute), chega a 62% o total de consumidores que experimenta uma nova marca ou novo produto em função de uma promoção no PDV. Além disso, 34% acabam comprando produtos que não estavam na sua lista habitual. Isso tudo, é claro, valoriza as mídias localizadas dentro das lojas, especialmente supermercados, que se sofisticam cada vez mais. A mais recente novidade são os circuitos internos de TV, que transmitem não apenas propaganda do varejista e de seus fornecedores, como também programação de entretenimento e serviço.

De acordo com Flavia Sampaio, presidente do CerejaPRN, empresa que explora no Brasil a mídia digital em redes como Carrefour e Extra, a crise deve aumentar ainda mais a importância dos veículos ‘in store’. Pesquisa feita pelo Ipsos Marplan mostrou de fato que o recall dos monitores de TV em supermercados é de 52%. Tem mais – 77% dos clientes acham que fazer compras ficou mais gostoso com as TVs espalhadas pelos corredores e nos caixas. Aprovada pelos consumidores e pelos anunciantes, a mídia indoor tem tudo para crescer e aparecer em 2009.

Uma loja para deixar a sua casa mais verde


Se você acha que essa nova onda verde que anda fazendo a cabeça dos consumidores nos quatro cantos do planeta é apenas mais uma moda de verão, pode ser que você esteja redondamente enganado. Muita gente está de fato adotando um novo jeito de viver, mais consciente e preocupado com as questões sócio ambientais. Para você ter uma idéia, mesmo nos Estados Unidos, onde a crise econômica tem feito os consumidores preferirem marcas mais baratas, mais e mais pessoas estão adaptando suas casas para reduzir os danos ao meio ambiente.

E como seria de se esperar, já existem também lojas especializadas em ajudar essa gente a abraçar o verde. O Springwise mostrou que em Nova Iorque, abriu uma loja chamada Green Depot, que vende tintas que não liberam substâncias tóxicas, lâmpadas que consomem menos energia e produtos de limpeza menos poluentes. Aliás, esses produtos podem ser comprados a granel, o que incentiva o cliente da Green Depot a trazer os frascos antigos do produto para serem enchidos de novo na loja.

Isso tudo é fruto de uma mudança importante na visão de mundo dos consumidores, especialmente nos países desenvolvidos. Depois de perceber que o consumismo desenfreado não melhorou em quase nada suas vidas, eles resolveram voltar-se para valores mais consistentes. O resultado é uma preocupação crescente com o social e o meio ambiente. O planeta, penhorado, agradece.