Hoje no Blue Bus publiquei uma nota sobre as iniciativas da Anvisa para regular a comunicacão de medicamentos sem prescrição médica - leia aqui. Faltou dizer que essa resoluçao também proíbe a distribuição de brindes e amostras grátis aos prescritores dos medicamentos e também aos vendedores, para "proteger" os médicos das investidas dos laboratórios e inibir a prática, bastante disseminada no Brasil, de oferecer incentivos aos vendedores para que eles recomendem determinados produtos aos consumidores nas farmácias e drogarias. A resoluçao já está em vigor desde o dia 16 de junho, mas diversas liminares desobrigam parte da indústria de cumprir por ora essas determinações.
Outra iniciativa polêmica da ANVISA, que ainda está no plano da Consulta Pública, pretende fazer com que todos os medicamentos isentos de prescrição médica passem a ser vendidos atrás do balcão, para evitar que consumidores peguem livremente nas gôndolas os antigripais, antiácidos e analgésicos que quiserem. Nesse caso a idéia é reduzir a automedicação. Os que combatem essa medida dizem que ela além de nao coibir a automedicação, pode estimular a prática de oferecer incentivos aos balconistas. A Consulta Pública, se virar resolução, estabelecerá ainda a proibição da venda de produtos que nao sejam relacionados com saúde, cosmética e higiene pessoal. Ou seja, as farmácias e drogarias nao poderiam mais vender biscoitos, iogurtes, refrigerantes e outras coisas do gênero.
Esse é mais um capítulo da briga envolvendo as agências reguladoras do governo, indústria, varejo e o mundo da propaganda. E que ainda promete dar muito o que falar.
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Pesquisa mostra que dispersão de preços em farmácias e drogarias chega a 67%
Esta semana começa em SP, a 19a edição da Expo Farmácia, evento voltado para o segmento de farmácias e drogarias, setor, aliás, que ignorou solenemente a crise. Levantamento da Fecomercio aponta que em abril, por exemplo, o faturamento foi mais de 10% superior ao do mesmo mês de 2008.Porém, nem tudo são flores no mundo das farmácias. Um levantamento feito pela empresa de consultoria Shopping Brasil mostrou que é alarmante a dispersão de preços entre as diferentes redes de drogarias. Vale esclarecer que dispersão de preço é a diferença entre os preços praticados por diferentes lojas para o mesmíssimo produto.
Para você ter uma idéia, depois de pesquisar os preços de produtos vendidos sem prescrição médica em mais de 50 redes, a Shopping Brasil descobriu uma diferença de 59% entre o maior e o menor preço da vitamina C Cebion. Na Coristina D a diferença foi de 66%. O antigripal Resfenol esta sendo vendido por preços ate 67% diferentes. Isso para citar apenas os exemplos mais gritantes.
De um lado, esse resultado mostra que o consumidor tem sim que pesquisar bastante. Mas também dá a dimensão de como as políticas de preços do varejo brasileiro são construídas com bem pouca técnica. O mark up, que é o termo técnico usado para definir a quantia que o varejo coloca em cima do preço do produto para cobrir as despesas operacionais e a margem de lucro, está variando muito mais do que o normal. O perigo é gerar uma desconfiança permanente no consumidor, que tem todo o direito de acreditar que alguns preços são exagerados e se viciar em ofertas.
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Supermercados online brasileiros ainda falham na logística
As vendas pela internet continuam crescendo no Brasil. Porém, além de vencer as resistências dos consumidores com relação à seguranca nas transações, especialmente as fraudes com o cartão de crédito, as empresas que quiserem aumentar o faturamento online precisam caprichar bem mais na logística. Prova disso foi o resultado do estudo divulgado na semana passada pela Associação PRO TESTE, que avaliou o serviço de compras virtuais de 15 supermercados, em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis. O levantamento mostrou que as entregas das compras feitas pela internet costumam demorar. Mas isso não foi o pior. Alimentos congelados, como frango, por exemplo, chegaram nas casas dos pesquisadores completamente descongelados. Além disso, verduras e legumes de alguns supermercados foram entregues mofados ou queimados.
Outro cuidado que o consumidor deve ter é com os preços – a PRO TESTE verificou que a diferença entre redes de uma mesma cidade pode chegar a 17%. O mesmo se aplica às taxas de entrega, que variaram de R$ 2 a R$ 14, dependendo do supermercado.
Muitos consumidores, sem tempo para gastar nos supermercados, bem que gostariam de aderir às compras virtuais, se elas fossem pelo menos um pouco mais confiáveis nos prazos de entrega, na qualidade dos produtos e nos preços que cobram pelos servicos.
Outro cuidado que o consumidor deve ter é com os preços – a PRO TESTE verificou que a diferença entre redes de uma mesma cidade pode chegar a 17%. O mesmo se aplica às taxas de entrega, que variaram de R$ 2 a R$ 14, dependendo do supermercado.
Muitos consumidores, sem tempo para gastar nos supermercados, bem que gostariam de aderir às compras virtuais, se elas fossem pelo menos um pouco mais confiáveis nos prazos de entrega, na qualidade dos produtos e nos preços que cobram pelos servicos.
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Compra pelo celular - você ainda vai fazer uma
Estudo divulgado no mês passado pela Harris Interactive garante que os americanos vão aos poucos se acostumando com as compras por meio do celular. Foram entrevistados 2.029 adultos, sendo que 93% deles têm celular. Quase a metade dos respondentes acha que fazer compras via celular é seguro. Outros 25% acreditam ser completamente seguro. Mais importante - nada menos que 46% deles estão dispostos a fazer compras pelo celular.
O fato de que hoje a maior adesão ao comércio via celular é de jovens do sexo masculino, acaba influenciando o tipo de produtos que os entrevistados disseram estar dispostos a comprar. Entretenimento tem propensão a emergir como categoria chave nesse canal, já que os entrevistados afirmaram estarem interessados na compra de ingressos de cinema, música, vídeo e jogos através do celular.
A tendência, porem, é que aos poucos mais consumidores se habituem a fazer do seu telefone um canal de compras. Quem trabalha com varejo deve ficar de olho nessa poderosa tendência.
O fato de que hoje a maior adesão ao comércio via celular é de jovens do sexo masculino, acaba influenciando o tipo de produtos que os entrevistados disseram estar dispostos a comprar. Entretenimento tem propensão a emergir como categoria chave nesse canal, já que os entrevistados afirmaram estarem interessados na compra de ingressos de cinema, música, vídeo e jogos através do celular.
A tendência, porem, é que aos poucos mais consumidores se habituem a fazer do seu telefone um canal de compras. Quem trabalha com varejo deve ficar de olho nessa poderosa tendência.
Indústria mostra sinais de recuperação aqui e lá fora
O IBGE informou que a produção da indústria brasileira voltou a crescer em maio. O aumento de 1,3% na comparação com abril marcou a 5a alta mensal consecutiva do setor. Em relação a maio de 2008, porém, houve recuo de 11,3%. Ou seja, vamos aos pouquinhos retomando o rumo, mas ainda em ritmo bem mais lento que o de antes de setembro passado.O Financial Times de hoje conta que algo parecido começa a acontecer em outras partes do mundo. Com estoques próximos de zero, as indústrias voltam a produzir para atender a demanda do mercado. Não há garantias de que esse ciclo de prosperidade seja duradouro - a capacidade de consumo, especialmente entre europeus, ainda não foi restaurada. Mas só o fato de profecias apocalípticas serem trocadas por manchetes esperançosas já é motivo de comemoração.
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Afinal, a propaganda brasileira foi bem ou não esse ano em Cannes?
O sábado passado, ultimo dia do festival de publicidade de Cannes, trouxe uma boa surpresa para a propaganda brasileira. A DM9DDB ganhou o prémio de Agencia do Ano desse festival e a também brasileira Almap BBDO ficou em segundo lugar. Esse premio é entregue à agencia que individualmente recebe mais leões e classifica mais peças para o short list.
Isso é ótimo para a imagem da criatividade nacional. E deve ainda detonar uma onda de ufanismo publicitário. O próprio presidente da DM9, Sergio Valente, deu o pontapé inicial na campanha, ao receber o premio sábado a noite. Imitando Barack Obama ele disse simplesmente “Yes, we can”, uma afirmação de que a propaganda brasileira nao deve nada a ninguém.
Mas será que o resultado foi mesmo tão bom assim para o Brasil? Bem, design, peças impressas e mídia foram o destaque, concentrando 20 leoes. Mas categorias importantes como promo e marketing direto saíram de mãos abanando e Cyber, que sozinha deu 23 leoes ao Brasil em 2005 esse ano rendeu apenas 2 trofeus.
No frigir dos ovos, ganhamos 32 leoes, 10 a menos que no festival do ano passado. A DM9 e a Almap juntas levaram 17 leoes, pouco mais da metade do total. As outras agencias premiadas ganharam um leão cada.
Ou seja, nao foi bem a propaganda brasileira que brilhou em Cannes. Foram 2 agencias especificas. Parabéns para elas.
Isso é ótimo para a imagem da criatividade nacional. E deve ainda detonar uma onda de ufanismo publicitário. O próprio presidente da DM9, Sergio Valente, deu o pontapé inicial na campanha, ao receber o premio sábado a noite. Imitando Barack Obama ele disse simplesmente “Yes, we can”, uma afirmação de que a propaganda brasileira nao deve nada a ninguém.
Mas será que o resultado foi mesmo tão bom assim para o Brasil? Bem, design, peças impressas e mídia foram o destaque, concentrando 20 leoes. Mas categorias importantes como promo e marketing direto saíram de mãos abanando e Cyber, que sozinha deu 23 leoes ao Brasil em 2005 esse ano rendeu apenas 2 trofeus.
No frigir dos ovos, ganhamos 32 leoes, 10 a menos que no festival do ano passado. A DM9 e a Almap juntas levaram 17 leoes, pouco mais da metade do total. As outras agencias premiadas ganharam um leão cada.
Ou seja, nao foi bem a propaganda brasileira que brilhou em Cannes. Foram 2 agencias especificas. Parabéns para elas.
Os prêmios mais cobiçados de Cannes foram para a campanha de Obama
As categorias mais importantes do festival de publicidade de Cannes são a de campanhas integradas e a de Titanium. Campanhas integradas são aquelas que utilizam vários meios harmoniosamente para amplificar a mensagem e expandir os resultados. Já Titanium celebra as idéias verdadeiramente inovadoras.
Pois bem, sabe quem ganhou o Grand Prix dessas duas categorias no festival de Cannes desse ano? A campanha que ajudou a eleger Barack Obama para a Casa Branca. É isso mesmo, uma campanha política mereceu os Leões mais cobiçados pelos publicitários.
E olha, foi merecido, viu? Para começo de conversa, Obama se apropriou de dois conceitos poderosos – Esperança e Mudança. Sua equipe de marketing conseguiu traduzir isso em um slogan espetacular – o “Yes, we can”, que em português significa “Sim, nós podemos”. E na estratégia, eles combinaram o uso da mídia de massa, para apresentar um candidato desconhecido ao grande publico americano, com as mídias digitais, para espalhar de boca em boca, e de mouse em mouse, a mensagem de Obama.
O resultado foi espantoso. Só em contribuições de eleitores o caixa da campanha recebeu meio bilhão de dólares. Obama usou o e-mail para conversar diretamente com seus eleitores e seus discursos foram vistos milhares de vezes no You Tube, assim como sua propaganda. Por tudo isso, ele mereceu sim levar os principais prêmios de Cannes esse ano.
Pois bem, sabe quem ganhou o Grand Prix dessas duas categorias no festival de Cannes desse ano? A campanha que ajudou a eleger Barack Obama para a Casa Branca. É isso mesmo, uma campanha política mereceu os Leões mais cobiçados pelos publicitários.
E olha, foi merecido, viu? Para começo de conversa, Obama se apropriou de dois conceitos poderosos – Esperança e Mudança. Sua equipe de marketing conseguiu traduzir isso em um slogan espetacular – o “Yes, we can”, que em português significa “Sim, nós podemos”. E na estratégia, eles combinaram o uso da mídia de massa, para apresentar um candidato desconhecido ao grande publico americano, com as mídias digitais, para espalhar de boca em boca, e de mouse em mouse, a mensagem de Obama.
O resultado foi espantoso. Só em contribuições de eleitores o caixa da campanha recebeu meio bilhão de dólares. Obama usou o e-mail para conversar diretamente com seus eleitores e seus discursos foram vistos milhares de vezes no You Tube, assim como sua propaganda. Por tudo isso, ele mereceu sim levar os principais prêmios de Cannes esse ano.
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