quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pesquisa | 86% dos jovens brasileiros têm baixa consciência ambiental

O mundo inteiro está de olho em Copenhagen, onde ocorre a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas. Parece que todos já entenderam que é importante fazer alguma coisa para salvar o planeta. Bem, todos, todos, não.

Prova disso são os resultados da pesquisa Estilos Sustentáveis de Vida, promovida pelo Instituto Akatu e pelo Ipsos, que mostrou que 86% dos jovens brasileiros, de 18 a 35 anos, possuem baixa consciência ambiental.

O estudo revelou ainda que essa garotada tem outras preocupações. Segurança pública e desigualdade econômica, por exemplo, vêm bem antes do que meio ambiente na agenda dos nossos jovens. Prova disso é que apenas 11% consideram combater a degradação ambiental e a poluição uma prioridade global.

Eles pouco fazem e o que fazem é sem querer - 64% dos jovens entrevistados usam ônibus, o que em tese é bom para o meio ambiente, mas 35% disseram que não gostam de usar transporte público. Ou seja, se tivessem recursos usariam um carro.

A pesquisa mostra também que a mudança de atitude passa pela informação - 40% dos jovens entrevistados responderam que gostariam de ter mais informação ou que acreditam que um volume maior de informação sobre estilos de vida sustentáveis faria com que eles próprios adotassem novos hábitos.

Em resumo, a sustentabilidade ainda tem um longo caminho a percorrer até chegar ao dia a dia dos brasileiros.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Pesquisas indicam que o varejo brasileiro terá mesmo um Feliz Natal

As previsões dos especialistas sobre as vendas do varejo neste Natal são bem otimistas. A Fecomercio SP estima que o faturamento das lojas da região metropolitana de São Paulo seja até 12% maior do que o do ano passado, com destaque para eletroeletrônicos, que teriam crescimento de 27%.

Os consumidores confirmam que a intenção é mesmo comprar mais. Estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que 14% dos brasileiros pretendem gastar mais e 52% devem ao menos manter o mesmo nível de compras do Natal de 2008. O percentual dos que querem botar o pé no freio é de 34%.

Boa parte destas compras deve ser bancada com a ajuda da 2a parcela do 13o salário. Levantamento feito pela Associação Comercial de São Paulo confirmou que 1 em cada 4 brasileiros deve usar esse dinheirinho extra nos presentes natalinos.

Com tantas boas notícias, a expectativa dos varejistas só podia ser positiva. Pesquisa divulgada esta semana pela Serasa mostra que 53% dos donos de lojas também esperam vender mais que no Natal do ano passado. Porém, as grandes redes estão mais otimistas que os pequenos e médios lojistas. Nada menos que 84% dos grandes esperam crescimento nas vendas, percentual que cai para 48% entre os menores, que tem menor acesso a crédito para formar estoques.

Ou seja, tudo indica que o varejo brasileiro terá mesmo um Feliz Natal.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Investir em educacão ajuda a vender mais, você duvida?

No Brasil, um setor fundamental ainda progride de forma lenta: o da educação. Prova disso é o estudo divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro, criado pelo Ibope, e pela ONG Ação Educativa. Ele mostra que nosso país ainda possui 7% de analfabetos absolutos e 21% de alfabetizados em nível rudimentar. Ou seja, o percentual de analfabetos funcionais, que, mesmo tendo capacidade de identificar letras, números, palavras e sentenças curtas, não possui a habilidade de interpretar textos, chega a 28% da nossa população. É verdade que 2 anos atrás esse índice chegava a 34%. Mesmo assim, é muita coisa.

Para o mundo dos negócios, a quantidade elevada de analfabetos funcionais tem muitas implicações. Por exemplo, analfabetos funcionais nao conseguem empregos qualificados e por isso possuem um teto de renda razoavelmente baixo. Além disso, fica mais difícil para essas empresas contratar bons funcionários e aumentar sua produtividade num cenário de baixa escolaridade.

Também fica comprometida a compreensão de mensagens publicitárias muito elaboradas e textos complicados, seja em anúncios, cartazes no ponto de venda ou até mesmo em bulas de remédio e manuais de produtos. Ou seja, tanto para ver o país crescer como para vender mais no futuro, nossas empresas deviam apoiar mais programas de melhoria da educação dos brasileiros.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Black Friday atraiu mais americanos, mas o gasto médio foi menor

Sexta-feira passada o varejo americano viveu a Black Friday, dia em que o comércio oferece promoções fantásticas para incentivar os consumidores a dar o pontapé inicial nas compras de Natal. O nome é uma brincadeira dos que acreditam que nesse dia começam a sair do vermelho.

Pois bem, a National Retail Federation divulgou ontem os primeiros resultados da Black Friday desse ano. Nada menos que 195 milhões de americanos visitaram ao menos uma loja ou site de compras na sexta-feira passada, uma multidão do tamanho da população do Brasil. Porém, o gasto médio dessas pessoas foi menor que o do ano passado. Como conseqüência, estima-se que as vendas fiquem em torno de USD 41 bilhões, bem menos que os USD 64 bilhões registrados em 2008.

Para aproveitar as melhores ofertas, um terço dos consumidores chegou nas lojas por volta das 5 da manhã, acredita? Os itens mais procurados foram, pela ordem, roupas, livros, brinquedos, artigos esportivos e produtos de beleza e cuidados pessoais.

Para nao ficar para trás, os sites de compra realizam hoje a versão online da Black Friday. É a Cyber Monday, que vai oferecer também promoções especiais aos cerca de 96 milhoes de consumidores que devem fazer compras hoje por meio de seus computadores e smartphones.

Os americanos, que sempre gostaram de uma oferta, por causa da crise que lá ainda é forte, devem mesmo fazer deste o Natal das pechinchas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Elite econômica brasileira quer conveniência, é fiel às marcas e não se importa em pagar mais pelo que é bom

A elite econômica brasileira, apesar de pequena, ainda concentra uma enorme parte da renda disponível para o consumo no país. Para entender o que anda comprando esse grupo de endinheirados, o Ibope Inteligência fez uma pesquisa com internautas que representam os 5% com maior potencial de consumo no Brasil. Para essa gente, a internet é altamente confiável como fonte de informação. Basta dizer que nada menos que 91% dos entrevistados fazem pesquisas na web antes de fazer alguma compra. Além de informação, a internet se destaca também no quesito conveniência, na opinião de 82% desses brasileiros. Prova disso é a alta taxa de uso do internet banking, hábito de 63% dos homens e de 56% das mulheres entrevistadas.

A imensa maioria dos membros da elite econômica nacional acha que vale a pena pagar mais por produtos de qualidade e 70% deles costuma ser leal às marcas preferidas. O item mais desejado por esse grupo é o smartphone, que deve ser adquirido por 50% dos pesquisados nos próximos 12 meses. As mulheres cobiçam ainda produtos para a pele, computadores e roupas de grife. Já os homens sonham com celulares, computadores, perfumes e roupas. Vale dizer que metade dos rapazes entrevistados haviam comprado produtos para a pele para uso próprio e outros 35% adquiriram para dar de presente. O gasto anual deles nesse segmento é mais que o dobro que o das moças. Sinal dos tempos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

TV, web e video games podem aproximar pais e filhos

Se a TV já tinha a fama de desagregar as famílias, a chegada da Internet e dos vídeo games ligou de vez o sinal amarelo dos psicólogos que orientam os pais de hoje em dia na educação de seus filhos. Porém, uma pesquisa recente do canal Nickelodeon feita nos Estados Unidos mostrou que toda essa preocupação pode ser exagerada. O estudo mostrou, por exemplo, que 82% das famílias entrevistadas assistem TV juntos e 77% vêem algum filme ao menos uma vez por semana. Tem mais – 41% dos pais escutam musica com seus pimpolhos e 36% brincam juntos no vídeo game.

Outra conclusão surpreendente da pesquisa é que pais e filhos tem mais coisas em comum do que as pessoas imaginam. 56% dos filhos com idade entre 8 e 21 anos gostam dos mesmos filmes que seus pais e 48% escutam as mesmas musicas. O levantamento nao se limitou a investigar o consumo de mídia das famílias americanas. Ele também descobriu que 83% dos pais gastam algum tempo todas as semanas simplesmente jogando conversa fora com os filhos e 86% jantam juntos pelo menos uma vez por semana.

A conseqüência é lógica – 66% dos pais com filhos entre 2 e 21 anos se sentem hoje extremamente próximos deles. Para efeito de comparação, apenas 25% dos avós entrevistados sentiam o mesmo em relação aos filhos. Ou seja, os adultos de hoje aparentemente aprenderam com os erros de seus próprios pais e decidiram fazer diferente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Crescem as vendas do varejo mas vestuário continua em queda livre

Saiu agora de manhã a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, que é o mais fiel termômetro do desempenho do varejo nacional. Pois bem, em setembro o volume de vendas no comércio cresceu 5% em relação ao ano passado e o consolidado do 3o trimestre ficou 5,3% maior que o de 2008. Vale lembrar que o volume de vendas do 2o trimestre já tinha sido 5,2% superior ao do ano passado e mesmo no 1o trimestre, quando o varejo sentiu um pouco mais os efeitos da crise global, a taxa ficou em 3,7%. Se considerarmos o comércio varejista ampliado, que inclui a venda de carros, o crescimento de setembro sobe para 9,1%. Diante disso, mesmo os mais conservadores estão revendo para cima as estimativas para 2009. O acumulado do ano bateu em 4,7% e ninguém mais aposta em vendas menores que 5% para este ano. Eu mesmo, se tivesse que apostar, apostaria em um numero próximo de 6%.

O desempenho dos setores tem sido bem consistente. Os super e hipermercados continuam sendo o destaque - em setembro o volume foi quase 10% maior que o de setembro de 2008 e nos primeiros 9 meses de 2009 a variação sobre o ano passado já chegou a 7,7%. Lojas de departamento, de artigos esportivos, joalherias, brinquedos, produtos de beleza e cuidados pessoais e também aquelas que vendem bens duráveis estão indo muito bem, obrigado. A exceção são as lojas de tecidos, vestuário e calçados, que amargaram mais um mês de queda nas vendas – em setembro o recuo foi de 6,6%. De janeiro a setembro as perdas já chegaram a 6,2%. O IBGE diz que o principal fator é o aumento de preços do setor em níveis bem acima da inflação. Basta dizer que segundo o IPCA os preços do grupo de vestuário subiram no ano 7,2% contra uma inflação geral de 4,3%.

Mas só isso nao explicaria um tombo desse tamanho. Tudo indica que a causa principal é que os consumidores estão direcionando seus gastos para outros lugares. Ao aproveitar os incentivos do governo para comprar geladeiras, material de construção e veículos com IPI reduzido, os brasileiros acabam sacrificando em parte aquelas comprinhas que faziam, às vezes por impulso, de uma roupa, bolsa ou sapato.

Para terminar, vale dizer que enquanto o crescimento do varejo foi de 5% em setembro na média nacional, na Bahia, por exemplo o aumento chegou a 7% e em São Paulo alcançou 6,5%. O Rio cravou os mesmos 5% da media Brasil mas Minas avançou menos, 4,4%. Paraná cresceu menos ainda, 2,7%, assim como o Rio Grande do Sul, que nao passou de 2,4% e o Distrito Federal, que ficou em 1,3%.