sexta-feira, 29 de maio de 2009

Best Buy investe em marcas próprias para ampliar margens

Deu no Wall Street Journal - a Best Buy, rede líder em eletrônicos nos EUA, está expandindo sua linha de eletrônicos de marca própria para ganhar vantagem competitiva sobre as rivais Wal-Mart e Amazon. As vendas dos produtos de marca própria da Best Buy aumentaram 40% no ano passado, mesmo com a queda nas vendas totais e na lucratividade. A rede possui cinco marcas: Insignia e Dynex (televisões), Rocketfish (cabos de vídeo), Geek Squad (flash drives) e Init (acessórios eletrônicos).

Porém ter marcas próprias também pode trazer problemas como, por exemplo, prejudicar o relacionamento com alguns fabricantes, insatisfeitos por ver que a Best Buy virou também um concorrente direto. Outro perigo potencial é a má qualidade eventual do produto de marca própria afetar a reputação da loja. Foi o que ocorreu no início de abril deste ano, quando a Best Buy teve de recolher 13.000 televisões de 26 polegadas da marca Insignia, em meio a reclamações de que o aparelho pegou fogo na casa de dois consumidores.

Baixo consumo de energia agora é diferencial relevante na compra de TVs

Qualidade de imagem? Durabilidade? Design? Sim, tudo isso é importante na hora de escolher um aparelho de TV. Porém, um novo diferencial começa a ganhar importância entre os consumidores. Estudo realizado pela Associação dos Produtores de Eletrônicos dos Estados Unidos mostrou que os consumidores têm se preocupado cada vez mais com o consumo de energia dos eletrônicos na hora de fechar a compra.

De acordo com a pesquisa, 75% dos entrevistados trocaram o aparelho  de TV  velho por um novo nos últimos 5 anos e 40% deles  escolheram modelos com baixo consumo de energia. Tem mais – dos que ainda não trocaram, pouco mais da metade planeja fazê-lo nos próximos 5 anos, privilegiando modelos mais eficientes.

Com o aumento do custo da energia, os consumidores passaram a procurar mais os eletrônicos eficientes para economizar. Além disso, essa atitude também ajuda ao planeta. Para ajudar os consumidores que aderem à essa nova onda, varejistas como Best Buy, Sears e Wal-Mart resolveram marcar os produtos que atingem ou excedem a eficiência de consumo, de acordo com os padrões da Agencia Nacional de Proteção Ambiental e Energética dos Estados Unidos, com selos de “econômico” e “muito econômico”. O programa inclui ainda treinamento sobre consumo eficiente para os vendedores das lojas.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Zé Rodrix, um grande jinglista (1947-2009)

Zé Rodrix, junto com os parceiros Sá e Guarabira, criou em 1972 um jingle memorável para a Pepsi, responsável em parte pela minha paixão pela publicidade. Veja abaixo o comercial.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Não duráveis crescem no 1o trimestre

Segundo o IBGE, as vendas no comércio brasileiro cresceram 3,8% no 1o trimestre de 2009, na comparação com 2008. Um dos maiores destaques do período foram os supermercados. Dados divulgados pelo Latin Panel confirmam o avanço das redes de auto-serviço em nosso país – entre janeiro e março desse ano as famílias brasileiras ampliaram em 11% o volume de compras de alimentos e de produtos de limpeza. A cesta de bebidas cresceu 7% e a de higiene e beleza teve aumento de 6%. As classes D e E foram as que mais contribuíram para esse resultado, tendo subido em 9% a quantidade de produtos adquiridos no 1o trimestre. A classe C elevou o volume de compras em 8% e as classes A e B em 6%.

Esse resultado tem estreita relação com a elevação da renda dos brasileiros e o reajuste no salário mínimo. A retração no crédito, que prejudicou o consumo de bens duráveis, também contribuiu para o bom desempenho dos não duráveis – com menos prestações para pagar sobrou mais dinheiro para gastar nos supermercados. Para se ter uma idéia do bom momento que vivemos, basta dizer que, de acordo com estudo da TNS World Panel, feito em 11 mercados da Europa, Ásia e América Latina, o Brasil é o terceiro colocado em expansão de volume de compras de não duráveis, atrás apenas da China e Polônia, considerando o intervalo de março de 2008 a fevereiro de 2009.

Outro movimento que tem impulsionado os produtos não duráveis é uma nova onda encasulamento. Curiosamente, em nosso país o lazer domestico está em alta. O número de lares que assinam os pacotes de TV por assinatura e internet banda larga, combinados, cresceu 140% entre janeiro e dezembro de 2008. Com tanta diversão dentro de casa, não admira que itens como sorvetes tenham aumentado o volume de vendas em 14% e os salgadinhos tenham subido 15%.

As marcas que mais se beneficiaram deste ciclo de prosperidade são as de preço intermediário, que passaram de 38% de participação em 2008 para 40% neste começo de 2009. As marcas premium perderam participação (de 35% para 32%) e as de preço baixo se mantiveram estáveis.

Ibope apresenta retrospectiva do TGI - "10 anos, 10 tendências"

Na 6a feira passada o Ibope Mídia reuniu clientes e amigos em seu auditório, em São Paulo, para uma apresentar o estudo inédito “10 anos, 10 tendências”, um resumo dos movimentos comuns nos mercados latino-americanos na última década, a partir de dados do TGI – Target Group Index. “A ferramenta é um importante sinalizador de tendências, movimentos e um excelente provedor de insights”, explicou Dora Câmara (foto), diretora comercial do Ibope Mídia e uma das apresentadoras do evento.

O levantamento mostrou que, de uma forma geral, os latinos estão satisfeitos com o padrão de vida que alcançaram, mas pessimistas com o futuro. A exceção são os brasileiros e os colombianos, que se mostraram mais esperançosos com o futuro que seus colegas de continente. Outro fator em comum é a familiaridade crescente com a realidade digital. A penetração da internet nos mercados latinos cresceu 51% entre 2003 e 2008, com destaque para Equador e Colômbia. A maior parte (61%) dos internautas brasileiros acessam a web por suas residências, já entre os peruanos o local de acesso mais comum (60%) é a partir de locais públicos. A telefonia móvel já atinge 65% da população latino-americana, índice bem próximo da telefonia fixa domiciliar, hoje na casa dos 67%.

Do ponto de vista do comportamento, os adolescentes latinos estão conectados – 8 em cada 10 declararam ter usado a internet nos últimos 3 meses – priorizam a preocupação com a auto-imagem e com a proteção ambiental. Já as mulheres, precisam se equilibrar entre os deveres familiares e profissionais - a inserção do público feminino no mercado latino de trabalho cresceu 15% entre 2002 e 2008. Por outro lado, elas ganharam mais autonomia e independência financeira nestes últimos 6 anos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Perdigão - mais uma grande marca brasileira deve desaparecer

Tudo indica que mais uma das grandes marcas brasileiras começa a desaparecer. Está quase tudo pronto para o anuncio da fusão entre a Sadia e a Perdigão, que juntas passariam a compor a empresa Brasil Foods. Mas, afinal, esse negócio é bom para o consumidor? Provavelmente não. As duas marcas juntas respondem por 70% das vendas de carnes congeladas e 80% do mercado de massas prontas. Isso para dar apenas dois exemplos. E todo mundo sabe que menos competição significa também menos descontos nos preços, menos promoções, menos pressão por inovação e por ai vai.

Para driblar possíveis restrições do CADE, órgão do governo que deveria proteger o mercado em casos como esse, as marcas Sadia e Perdigão ainda existiriam de maneira independente por mais um ano. Depois desse tempo, provavelmente, restaria apenas o nome Sadia, que é o mais forte. O sumiço da Perdigão seria gradual, mas também inevitável. Assim como a marca Unibanco vai aos poucos sendo descartada pelo Itaú, da mesma maneira como até nos aviões pintados com as cores da Varig os comissários já usam uniforme da Gol, o nome Perdigão logo logo ficará apenas na memória dos saudosistas.

Como adiantou no final de semana o jornal O Estado de São Paulo, a atriz Marieta Severo, que interpreta em um seriado de TV uma típica dona de casa de classe media, será a encarregada de anunciar a novidade às nossas grandes famílias.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Shopping D usa clientes de verdade para lançar novo conceito

Uma das estratégias mais importantes para o varejo atualmente atende pelo nome de 'customer centricity' e significa colocar o consumidor no centro de tudo. Isso quer dizer que o produto, o ponto de venda e a comunicação devem ser construídos a partir da visão dos clientes. Em São Paulo, o Shopping D resolveu abraçar essa idéia, pelo menos na comunicação (veja o filme abaixo, criação da Long Play, que usou como atores clientes de verdade). Vale a pena acompanhar para ver como o conceito vai ser reproduzido na definição do mix de lojas e serviços para os frequentadores do shopping.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vendas no varejo continuam avançando - devagar e sempre

O IBGE divulgou hoje a PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) referente ao mês de março. Os dados mostram que o varejo brasileiro segue avançando, embora não no mesmo ritmo de 2008. Porém, não são poucos os analistas que reconhecem que o ano passado foi atípico e que o formidável desempenho da economia nacional nos 3 primeiros trimestres de 2008 não se repetirá tão cedo. Mesmo assim, o volume de vendas do varejo aumentou 1,8% na comparação com março de 2008. No consolidado do primeiro trimestre, esse crescimento ficou em 3,8% sobre o ano passado.

Como tem sido comum nos últimos tempos, nem todos os segmentos se comportaram da mesma maneira. O setor de materiais de construção, por exemplo, acumulou alta de 8,3% entre janeiro e março de 2009, apos ter recuado 13,4% entre setembro de 2008 e janeiro de 2009. Os super e hipermercados seguem voando em céu de brigadeiro. Por outro lado, as lojas de tecidos, vestuário e calcados continuam amargando maus resultados – no trimestre as vendas foram em média 6,6% menores.

Apesar do volume de vendas ter crescido no todo 1,8% , estados como Rio de Janeiro (+4,3%) e São Paulo (+2,3%) tiveram performance ainda melhor. Já Minas Gerais (+1,5%), Bahia (+1,3%), Rio Grande do Sul (-0,9%) e Distrito Federal (-4,6%) ficaram abaixo da média.

A verdade é que tem muito varejista admitindo que poderia ter resultados melhores se não tivesse pisado forte demais no freio no começo do ano, por medo de uma crise anunciada com estardalhaço pelos economistas e por parte da imprensa. Os próprios consumidores foram tomados por um receio que, aos poucos, vai se dissipando.

Empresas de pesquisa apostam pesado no consumidor hiper conectado

Hoje de manhã, em São Paulo, a Ipsos, 5a maior empresa de pesquisas do mundo, lançou uma nova área, especializada em estudos envolvendo mídia, conteúdo e tecnologia. Em outras palavras, eles querem ajudar as empresas a entender e se relacionar com aqueles consumidores que hoje passam a maior parte do tempo conectados à internet, colados em seus celulares e participando das redes sociais.

De fato a quantidade de internautas em nosso pais não para de crescer. Segundo a Ipsos, somente nos últimos 4 anos o percentual de lares com computador no Brasil passou de 31 para 45%. Desses, 60% acessam a internet a partir de suas casas. E tem mais – nada menos que 87% dos brasileiros que navegam em casa na web o fazem por banda larga. Outra prova de que o acesso residencial à internet vem crescendo bastante no Brasil é a constatação de que hoje o horário de pico é entre 20 horas e meia noite, quando a maioria das pessoas já está em casa.

Esses consumidores sempre conectados e hiper bem informados, estão obrigando as empresas a revisar suas velhas estratégias. Neste cenário, para se manter relevante para indivíduos sempre em movimento é preciso inovar continuamente e dar um jeito de fazer parte das conversas que as pessoas travam nas comunidades online, nas salas de bate papo, nos torpedos enviados pelo celular e nas trocas de mensagens instantâneas.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Microsoft acha que encontrou o ponto fraco da Apple - o preço

Tudo indica que a Microsoft finalmente encontrou o calcanhar de aquiles da Apple. Depois de muito tempo nas cordas, acuada pela brilhante campanha Mac x PC, a Microsoft inspirou-se na crise econômica para contragolpear com mais eficiência sua arquirival. Na sua mais recente campanha, diversos clientes tentam comprar computadores Apple, mas esbarram no preço. Porém, acabam encontrando PCs com desempenho semelhante e preços bem mais convidativos (veja um dos filmes abaixo).

Animada com os resultados dessa estratégia, a Microsoft resolveu estende-la para um território mais acidentado – o dos tocadores de mp3. Um viral na web mostra Wes Moss (foto), um desses consultores financeiros pessoais que aparecem dando conselhos na TV, explicando aos consumidores que para encher um iPod de 120 gigabytes com músicas compradas a 1 dólar cada uma, eles gastariam nada menos que USD 30 mil. Em contrapartida, o Zune, da Microsoft permite que seu usuário baixe indefinidamente quantas músicas quiser por apenas USD 14,99 mensais.

Só o tempo dirá se essa abordagem pode mesmo mudar a direção dos ventos e trazer dias melhores para a empresa de Bill Gates.

Além de ajudar a vender, marketing precisa ser politicamente correto, concorda?

Ontem, o STF rejeitou a ação de inconstitucionalidade impetrada pela Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), contra a lei antifumo proposta pelo Governador José Serra. Isso significa na prática que a proibição de fumar em locais fechados, incluindo bares e restaurantes, será mesmo implantada em breve em São Paulo.

Na semana passada a Abrasel já havia distribuído um manifesto à sociedade, protestando contra medidas do governo que ela julga serem prejudiciais ao negócio dos seus associados e limitadoras da liberdade dos brasileiros. Os exemplos dessas tais arbitrariedades citados pela Abrasel, porém, não poderiam ser mais polêmicos – a associação reclama entre outras coisas da já mencionada lei antifumo, da Lei Seca e da obrigação de informar ingredientes e calorias dos pratos nos cardápios.

Nesses tempos em que os bancos voluntariamente se dispõem a orientar os clientes sobre o uso consciente do dinheiro, em que marcas de cerveja fazem (boas) campanhas sobre o amigo da turma que não bebe para dirigir o carro depois e levar os outros para casa, e redes de fast food promovem o estilo de vida saudável, atacar iniciativas que visam resguardar o bem estar da população é, no mínimo, politicamente incorreto.

Receio que o marketing da Abrasel esteja dando um tiro no pé. Concorda?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pesquisa prova que nunca é tarde para se apaixonar - pela tecnologia

Pesquisa realizada no final de 2008 pela TNS, em parceria com a Associação de Produtores de Eletrônicos dos Estados Unidos, mostrou que os americanos na faixa de 50 a 70 anos de idade usam tecnologia com intensidade bem semelhante à dos jovens.

A TNS entrevistou mais de 3 mil americanos e descobriu que a intenção de compra de uma TV de alta definição, por exemplo, é igual tanto entre os consumidores de 50 anos ou mais quanto entre aqueles abaixo dos 50. Tem mais - 80% dos maduros tinham usado o telefone celular na semana anterior à pesquisa, índice bem parecido com o das pessoas entre 18 a 34 anos.

Aquele mito de que tecnologia é exclusividade dos jovens parece ter mesmo caducado. A pesquisa mostrou ainda que 67% dos americanos com 70 anos ou mais usam celular e 45% dos que estão na faixa entre 70 a 75 anos navegam com freqüência na internet. Outro detalhe curioso é que esses clientes pretendem manter os gastos com tecnologia, mesmo em época de crise - 60% de todos os consumidores pesquisados planejam gastar aproximadamente 500 dólares em eletrônicos nos próximos 12 meses.

Porém, os consumidores maduros privilegiam mais a simplicidade. Nada menos que 60% dos entrevistados acima de 50 anos apontam o excesso de funções dos aparelhos como a principal fonte de frustração com tecnologia. Entre os consumidores de 18 a 49 anos esse percentual é de apenas 39%.

Nova campanha para o PT Cruiser entra no ar essa semana

Entra no ar essa semana, na TV a cabo e cinemas a campanha da Ponto de Criação para o PT Cruiser. Os filmes mostram um vendedor que gosta tanto do carro a ponto de selecionar os clientes que podem ou não comprá-lo. Veja um dos filmes abaixo - produção da Zulu Filmes.

sábado, 9 de maio de 2009

Baixa confiança ainda atrapalha o e-commerce brasileiro

Dados do IBOPE Nielsen Online revelam que em março de 2009 a internet residencial brasileira chegou a 25 milhões e meio de usuários ativos. Isso representa um crescimento de 12% sobre março de 2008. O aumento do acesso à web a partir das residências aumenta a predisposição do consumidor para fazer compras online, porque eleva a sensação de seguranca dessas transações.

Porém, uma pesquisa divulgada essa semana pelo instituto Quorum Brasil mostrou que, pelo menos nas cidades de São Paulo, Porto Alegre e Salvador, apenas 13% da população tem o hábito de fazer compras pela internet. Curiosamente, o maior percentual de consumidores virtuais está na Classe B, onde 1/3 dos entrevistados possuem esse costume.

Um dos maiores empecilhos para a disseminação das compras online é o medo de usar o cartão na internet e de não receber os produtos adquiridos. Em São Paulo o nível de confianca atinge 63% da população. Mas em Salvador, por exemplo, apenas 43% confiam nas lojas virtuais. Em Porto Alegre essa proporção é praticamente de 50%.

Os homens e as pessoas mais jovens possuem maior propensao em confiar nas transacoes online. Ao contrário, mulheres e consumidores maduros são mais resistentes. Em resumo, apesar do fantástico crescimento da quantidade de internautas no Brasil, o comércio eletrônico ainda não conseguiu vencer seu maior inimigo – a desconfianca do consumidor.

terça-feira, 5 de maio de 2009

No Brasil são os "viabilizadores" que se encarregam de gerir as marcas

Pesquisa feita em 2004 pela Booz Allen Hamilton, a pedido da Associação Nacional dos Anunciantes dos EUA, mostrou que a maioria dos executivos de marketing daquele país não estava comprometida, na época, com os objetivos das suas empresas ou dos seus presidentes. Para conhecer o panorama nacional, a Associação Brasileira de Marketing e Negócios resolveu, cinco anos depois, repetir em linhas gerais o mesmo estudo, porém investigando os executivos brasileiros.

A pesquisa, conduzida pelo Ibope Inteligência, mostrou que a percepção geral entre os executivos de marketing em nosso pais é de que sua importância aumentou nos últimos anos – 73% dos entrevistados pensam assim. Além disso, 54% desses profissionais classificam suas participações em ações relacionadas com a sustentabilidade como sendo “estratégicas”. Também é consenso entre esse pessoal de que as atividades de marketing das empresas devem seguir princípios éticos, buscar transparência e transmitir credibilidade. Apesar disso tudo, 65% reconhecem que parte da sociedade associa a atividade de marketing à propaganda enganosa e manipulação de informações, tudo por culpa de uma minoria antiética. Outro problema diagnosticado pela pesquisa foi a insatisfação de alguns pela subordinação excessiva às diretrizes de marketing globais, imposta por algumas empresas, sobretudo no segmento de produtos de consumo.

Ainda de acordo com a ABMN, os profissionais de marketing brasileiros podem ser classificados em 3 grupos. Os ‘precursores’ fazem parte da alta gerência, reportam-se diretamente ao CEO e dedicam-se principalmente a atividades estratégicas. São mais freqüentemente acionados em projetos de desenvolvimento de novos negócios e inovação.  Os ‘disseminadores’ são executivos responsáveis por coordenar e implantar programas centrais nas diversas unidades de negócios das empresas. Os programas de sustentabilidade normalmente estão a cargo deste grupo. O terceiro perfil é o dos ‘viabilizadores’, pessoas normalmente mais afastadas dos núcleos de decisão e relegados às atividades táticas. Boa parte do problema que aflige as agências de publicidade no Brasil reside no fato de que são esses, na maior parte das vezes, os responsáveis pelo gerenciamento das marcas e de suas campanhas de comunicação.

sábado, 2 de maio de 2009

Mais dados sobre o ranking das 100 marcas mais valiosas

Na segunda parte da sua apresentação da semana passada, Eileen Campbell, CEO da Millward Brown falou sobre o ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo. Alguns destaques:

- As 10 marcas que lideram o ranking, pela ordem: Google, Microsoft, Coca-Cola, IBM, McDonald's, Apple, China Mobile, GE, Vodafone e Marlboro.

- As 10 marcas que mais ganharam valor em 2009, pela ordem: China Merchants Bank (+168%), Blackberry (+100%), Amazon.com (+85%), Wendy's (+72%), AT&T (+67%), Aldi (+49%), Auchan (+48%), Vodafone (+45%), Johnnie Walker (+42%), Kronenbourg (+41%).

- 8 marcas do BRIC estão entre as 100 mais valiosas do mundo, sendo 5 chinesas, 3 russas e 1 brasileira, o Bradesco, que ficou em 98o lugar. Das 8 marcas, são 5 bancos e 3 operadores de telefonia celular.

- Como a crise mundial afetou o valor das marcas de serviços financeiros? Em 2009, 6 marcas financeiras sairam do Top 100 e 24 se mantiveram. Porém, 12 aumentaram o seu valor.

Outro exemplo da palestra do Millward Brown sobre marcas

Outro filme mostrado por Eileen Campbell, da Millward Brown, na semana passada, durante sua palestra sobre marcas globais, foi um da série Happiness Factory, da Coca-Cola, em que os personagens falam um dialeto próprio, compreendido pelos consumidores dos 4 cantos do planeta.

Comercial apresentado durante palestra de Eileen Campbell, da Millward Brown

Um dos exemplos apresentados por Eileen Campbell, em sua palestra sobre marcas globais com tempero local, foi o filme da Havaianas, no qual dois brasileiros que comentavam as mazelas nacionais passam a defender o país quando um argentino tenta entrar na conversa. Havaianas é uma marca associada com o orgulho de ser brasileiro.

Marcas globais precisam adaptar-se aos gostos locais, segundo a Millward Brown

Na semana passada, a Millward Brown, empresa de pesquisa especializada nas áreas de marketing, comunicação e publicidade, reuniu clientes, amigos e imprensa na Casa das Caldeiras, na Barra Funda, em São Paulo, para apresentar o seu ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo, constantes de um relatório chamado BrandZ. Na ocasião, Eileen Campbell, CEO da MB fez também uma palestra sobre a nova realidade das marcas globais - na sua opinião, ganham aquelas marcas que melhor souberem mesclar o apelo global com o tempero local. A nota sobre o BrandZ eu dei na véspera, em primeira mão, no Blue Bus (leia aqui). Outras informações sobre o estudo e a palestra, você acompanha agora:

- Indivíduos conectados emocionalmente com uma marca possuem 10 vezes mais probabilidade de compra-la do que aqueles que só conhecem o nome

- Muito poucas marcas podem, de fato, ser consideradas globais - menos de 5% das marcas analisadas pela Millard Brown estavam presentes em 6 ou mais países

- Não é fácil obter sucesso com uma marca global. Em geral, as marcas globais listadas pela MB estavam presentes em 13 países. Mas, na média, são fortes em apenas 30% dos países onde estão localizadas. Tem mais - 35% dessas marcas globais são fortes em apenas um país ou em nenhum.

- As 10 marcas que melhor transcendem barreiras geográficas e culturais, pela ordem: Pampers, Google, Nokia, Colgate, Coca-Cola, Microsoft, Always, McDonald`s Visa e Nescafé.

- Integrar-se à cultura nacional é um importante motivador de intenção de compra tanto para marcas locais quanto para as globais. Mas isso leva tempo. Os países nos quais a Coca-Cola é mais reconhecida como parte da cultura nacional são também aqueles onde a marca está mais tempo presente. Curiosidade - por aqui, cerca de 65% dos consumidores acham que Coca faz parte da cultura brasileira. A propósito, o Brasil é um dos países que melhor aceitam marcas pertencentes a grupos estrangeiros.

- Desenvolver campanhas de publicidade globais também é um baita desafio. Apenas 1 em cada 10 campanhas testadas pela MB foram consideradas excelentes em seu país de origem e também pelos consumidores de outros países.

Ao final, Eileen Campbell resumiu 5 lições que as marcas globais devem colocar em prática para obter sucesso fora de casa:

1) Adaptar seus produtos e serviços aos gostos e necessidades locais

2) Atender à equação local de valor , por meio de suas estratégias de produto e preço

3) Garantir distribuição e adotar táticas mais agressivas no ponto de venda

4) Criar uma forte presença e uma identidade única

5) Aproximar-se o mais possível da cultura local

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Eu só quero chocolate


De acordo com dados do TGI (Target Group Index) do Ibope, o chocolate é uma guloseima democrática, com ampla penetração em todas as classes sociais brasileiras. Nada menos que 71% dos consumidores AB, 69% da Classe C e 63% dos nossos conterrâneos das classes D e E comem chocolate frequentemente. Entre homens e mulheres a diferença já é um pouquinho mais acentuada - 64% dos brasileiros apreciam o chocolate. Mas entre as brasileiras esse percentual chega a 72%.

A notinha, por favor!

Você costuma pedir a nota fiscal depois de fazer alguma compra? Pesquisa feita pela GfK revelou que apenas 44% dos brasileiros tem esse costume. A população de Belém é a que mais pede nota fiscal (66%), seguida pela de Fortaleza (56%), São Paulo (51%) e Belo Horizonte (50%). Por outro lado, apenas 18% dos soteropolitanos fazem o mesmo.

O estudo descobriu anda que existe uma clara relação entre a renda do brasileiro e o gesto de pedir a nota fiscal - 58% das pessoas da classe A1 e 51% das pertencentes às classes A2 e B1 tem esse hábito. Mas na classe D esse percenual cai para 38%.

A GfK entrevistou 1.500 consumidores, homens e mulheres, maiores de 13 anos, das classes A, B, C e D, em 9 regiões metropolitanas: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Aumenta no Brasil o percentual de gestantes com mais de 35 anos

Entre agosto de 2008 e março de 2009, 33% das 1.500 gestantes que realizaram rastreamento para síndrome de Down no Laboratório Fleury, tinham 35 anos ou mais. Segundo o médico líder do Serviço de Medicina Fetal do Fleury Medicina e Saúde, Mário Henrique Burlacchini de Carvalho, "as mudanças dos padrões familiares com inserção feminina no mercado de trabalho, maior escolaridade, priorização do crescimento profissional, além da crença de que a existência de novos métodos de fertilização possa facilitar sua gravidez quando desejar, fez com que a mulher prorrogasse sua gestação até idades mais avançadas como 35, 40 ou mesmo 45 anos".

Para empresários brasileiros, redução de custos é mais importante do que inovação

O International Business Report, pesquisa realizada pela Grant Thornton International com 7.200 empresários de 36 países, mostrou que a inovação de produtos é o caminho mais curto para o aumento da rentabilidade e impulso dos negócios entre as empresas privadas de capital fechado. A inovação foi citada por 20% dos participantes, seguida da redução de custos (18%) e estratégia de formação de preço de venda (13%). Porém, entre os empresários brasileiros ouvidos na pesquisa (cem de São Paulo, 25 do Rio de Janeiro e 25 de Salvador), o item mais citado foi a redução de custos (23%), seguido da estratégia de investimentos (17%), novo modelo de gestão (16%) e inovação dos produtos (13%).

Brasil é o 3o maior consumidor mundial de massas alimentícias

Não há crise para as massas. Eu me refiro, é claro, às massas alimentícias. Depois de faturar R$ 5 bilhoes no ano passado, cerca de 10% mais do que em 2007, a producao e consumo desse produto continua firme e forte em nosso país nesse comeco de 2009. Quem garante é a Abima- Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias.

Boa parte desse resultado se deve a uma estratégia comercial agressiva da indústria, que não repassou para o consumidor final todos os aumentos dos insumos no ano passado. Mas também tem muito a ver com a especial predileção que o brasileiro em geral devota ao produto, presente em quase 100% dos nossos lares. Não é a toa que o Brasil é o terceiro pais que mais consome massas alimentícias no mundo, perdendo apenas para a Itália, que lidera o ranking, e para a Venezuela.

Porém, o pessoal da Abima acredita que a demanda pode ser ainda maior. Por aqui o consumo fica na casa dos 6,4 quilos por habitante/ano, a metade do que comem os venezuelanos e muito menos do que os 28 quilos anuais que são consumidos por cada italiano. Ainda segundo a Abima, no mercado brasileiro predominam as massas secas, como o espaguete, que concentram 87% do consumo. As massas instantâneas ficam com 10% e as massas frescas, do tipo ravióli, cappeletti ou tagliatelle, com os outros 3% de participação.