quinta-feira, 31 de maio de 2007

Supermercado é lugar de macho - e cada vez mais

Todo mundo sabe que homens e mulheres são bem diferentes quando vão às compras.

Por exemplo, mulheres gostam de explorar a loja toda e os homens são mais objetivos e vão direto ao que desejam. As moças adoram a ajuda de vendedoras prestativas e os rapazes só pedem ajuda em último caso. Fêmeas caçam novidades e machos repetem sempre as mesmas marcas, modelos e cores. Afinal, se deu certo uma vez, porque mudar, não é mesmo?

Bem, a novidade é que agora os homens estão invadindo os supermercados. Como é cada vez mais comum marido e mulher trabalharem fora, muitos rapazes estão assumindo a tarefa de abastecer a despensa de casa.

Essa é uma tendência mundial. Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 71% dos homens foram pelo menos uma vez ao supermercado nos últimos três meses. O estudo revelou também que homens são mais ligados em conveniência do que em preço. Isso faz com que a gente prefira aquele mercado perto de casa ao hipermercado enorme, repleto de marcas e opções.

Aliás, o excesso de escolhas deixa a gente atordoado. Outro problema é quando a marca habitual está em falta. Nós temos uma baita dificuldade em substituí-la e às vezes até deixamos de comprar por não saber qual levar. Como a gente não pede ajuda, já viu né?

Certo mesmo é que os supermercados vão ter que se acostumar com os homens e adaptar suas lojas e métodos de venda às peculiaridades desse consumidor masculino.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Gênios do passado explicam o presente e apontam caminhos para o futuro

Conhece esse sujeito da foto aí ao lado? Seu nome é Joseph Schumpeter e morreu em 1950 - não admira você não reconhecer, não é mesmo? Mas seu nome estará em evidência, em função do livro sobre sua vida e obra, intitulado 'O Profeta da Inovação', recém lançado nos Estados Unidos. Schumpeter é, entre outras coisas, responsável pelo conceito da 'Destruição Criativa', tese que explica bastante bem o complicadíssimo cenário competitivo atual. A contribuição que nomes como Schumpeter e Levitt podem trazer ao marketing de hoje é o tema da minha coluna no Blue Bus. Dá um pulinho lá, leia e depois volte aqui para comentar. Que tal?

Todos a favor da pirataria

Foi só criticar as pessoas que compram produtos piratas para chover reclamações. Gente que acha que a culpa na verdade é das empresas, que cobrariam caro demais pelos seus produtos, do governo, que exageraria no peso dos impostos e até de alguns políticos, que estariam dando péssimo exemplo ao apropriar-se de recursos públicos.

Bem, disso tudo eu tiro algumas lições. A primeira é que indústria e varejo estão pagando o pato pelos altíssimos impostos somados compulsoriamente aos preços de seus produtos por força do governo. É hora de deixar claro que parte do preço é imposto ou então as marcas vão aparecer sozinhas como as vilãs nessa história.

Outro aprendizado é que se nada for feito, a pirataria vai crescer ainda mais, porque as pessoas não acham de verdade que isso é errado.

Finalmente, ficou claro para mim que criticar a pirataria não faz de ninguém uma pessoa mais popular. O que significa que as marcas não devem contar com apoio oficial nessa luta inglória

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Piratas são ilegais - e daí?

Acho incompreensível a liberdade com que os vendedores de produtos piratas vendem seus produtos nas ruas. Sei que tem gente que acha os preços dos CDs, softwares, tênis e relógios de marca caríssimos, mas isso não apaga o fato de que vender produtos falsificados é crime - e comprar é estimular o crime.

Na 6a feira, ao ler o Valor Econômico, dei de cara com um artigo escrito pelo Alberto Almeida, diretor do Ipsos Public Affair, que mostrava dados mais estarrecedores ainda sobre o universo de compra e venda de produtos falsificados. Pesquisa realizada pela Ipsos revelou que os jovens e os mais instruídos apresentam índice de consumo de piratas acima da média. Pior - não consideram que isso seja errado e nem pensam nos prejuízos que estão causando ao comércio e às marcas.

Isso é super preocupante - que futuro podemos esperar para essa sociedade do "ilegal, e daí"? O tema da minha coluna de hoje no Blue Bus é exatamente esse.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Tive que ficar até o final de um evento 'basicão' por culpa do Blue Bus

Depois da 2a palestra do Verge, evento que a OgilvyOne promoveu aqui em SP na 4a feira passada, já sabia que daquele mato não sairia coelho algum. Para mim não haveria novidade. A melhor palestra deveria ser a última, da Patou Nuytemans - mas eu já tinha assistido à apresentação dela em Cannes, 2 anos atrás.

Mesmo assim, fiquei até o final. Vi um debate meio sem pé nem cabeça sobre mídias digitais no varejo, uma palestra muito mal conduzida sobre mobilidade e revi Patou, sempre competente no palco, mas com vários exemplos repetidos.

Saí do Hyatt depois das 19h, peguei um trânsito danado na volta para casa e ainda por cima precisei lidar com a sensação de um dia perdido à toa. Tudo para poder escrever a coluna de hoje no Blue Bus com a maior imparcialidade possível. Afinal, como poderia contar aos leitores o que tinha realmente acontecido no Verge se saísse no meio?

O resultado está lá, na minha coluna do Blue Bus de hoje. Para ler, clique aqui.

Informação, sim. Nos jornais impressos, talvez.

Dados recentes, divulgados pela Nielsen Net Ratings, colocam um pouco mais de luz na discussão sobre o futuro dos jornais impressos. Somente no 1º trimestre desse ano, cerca de 38% dos usuários da Internet nos Estados Unidos acessaram sites dos jornais americanos, um aumento pequeno, da ordem de 5% sobre o mesmo período no ano passado, mas significativo. O tempo que as pessoas passaram lendo jornais na web também subiu, algo em torno de 11%.

Isso mostra que as pessoas continuam interessadas em notícias e confiam nas fortes marcas construídas pelos jornais tradicionais. Apenas não estão mais dispostas a esperar até o dia seguinte para saber o que aconteceu no país e no mundo. Afinal de contas, como a gente costuma dizer aqui na Band News FM, em 20 minutos tudo pode mudar.

Essa mudança no consumo de informação faz todo o sentido. Ninguém aceita esperar muito pelo que deseja nessa sociedade instantânea na qual vivemos. Lojas 24 horas, caixas eletrônicos, celulares e principalmente a Internet viraram de cabeça para baixo as noções tradicionais de tempo e espaço. Em outras palavras, queremos tudo aqui e agora.
Essa é uma boa lição não apenas para os veículos de comunicação, mas para todo mundo. O desejo dos consumidores pode até ser o mesmo, mas agora eles estão mais imediatistas, impacientes e exigentes. Por isso, muita gente vai precisar mudar o jeito de vender as mesmas coisas para não perder o cliente.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Quem disse que mãe só tem uma?

Sabe aquela história de que mãe é tudo igual, só muda o endereço? Pois é, pesquisadores americanos resolveram discordar dessa frase. Estudos realizados por lá identificaram vários tipos diferentes de mães, cada uma com uma atitude própria em relação ao cuidado com os filhos, o jeito de levar a vida e o consumo.

O segmento mais badalado hoje são as Alpha Moms, uma versão moderna da Super Mãe de antigamente. A diferença é que esse modelo atualizado de mãe traz para dentro de casa um gerenciamento semelhante ao das grandes empresas e usa a Internet, blogs, celulares e outros recursos contemporâneos na realização das tarefas domésticas.

Porém, outras mães americanas, inconformadas com esse estilo corporativo de maternidade, resolveram se opor às Alpha Moms. Elas se intitulam Beta Moms e acham um absurdo lidar com as crianças da mesma maneira como se lida com um projeto no escritório. Essas mulheres defendem, ao contrário, um jeito de cuidar dos filhos menos estressado, sem compromisso com a perfeição total.

Esse debate é importante nos Estados Unidos porque as mães americanas respondem por uma considerável fatia do consumo no país. Para vocês terem uma idéia, lá existem até agências de publicidade especializadas em mães, vocês acreditam? Bem, a única conclusão que dá para tirar disso tudo, sem sombra de dúvida, é que para as empresas americanas mãe não tem só uma.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Roupas venderam mais que computadores na Web

Esse é um momento histórico para o comércio eletrônico – pela primeira vez as vendas de roupas pela Internet ultrapassaram as de computadores e programas de computador nos Estados Unidos.

Um dos maiores mitos na Internet era o de que os consumidores nunca iam se acostumar a comprar roupas e sapatos pela web, porque tocar e provar os produtos ainda eram condições essenciais para a decisão do cliente.

Os comerciantes da Internet dedicados à venda de roupas então investiram em políticas mais flexíveis de devolução de produtos, caso os clientes não gostassem do que tinham comprado, tecnologias que permitem visualizar detalhes dos produtos de todos os ângulos, processos de pagamento mais rápidos e seguros e entregas na casa do cliente no dia seguinte à compra.

O resultado é que em 2006 as vendas de vestuário nos sites americanos passaram de 18 bilhoes de dólares. Mas apesar dos números animadores, esse segmento ainda tem muito o que crescer - apenas 8% de todas as vendas de roupas e calçados passam pela Internet, enquanto a web canaliza 41% das vendas de computadores, 21% das vendas de livros e 15% de produtos para bebês nos Estados Unidos.

Para os comerciantes brasileiros, vale o alerta. A Internet ainda não possui aqui a mesma força de vendas de lá. Mas pode ser um canal importante, especialmente para aquelas marcas dirigidas ao público com dinheiro de mais e tempo de menos.

(Para ouvir esse boletim vá até a minha página no site na Band News FM ou escute ao vivo às 14:57h - apenas no dia 22/5).

domingo, 20 de maio de 2007

Você acredita em fidelidade?

Eu possuo cartão de fidelidade de várias empresas. De fato, eu posso ser classificado como cliente bastante freqüente em 2 companhias aéreas – sou ouro na Varig e possuo o cartão vermelho da TAM. Vocês acham que isso me faz um consumidor fiel a essas marcas? Claro que não. Mas isso não significa que não exista lealdade às marcas.

Um interessante estudo da Forrester Research mostra que a lealdade dos consumidores às marcas depende bastante da qualidade das transações realizadas. Ou seja, quando a promessa é desmentida pela entrega, o cliente sente-se estimulado à infidelidade.

Faz todo sentido, não?

O Blue Bus publicou na 6a feira uma nota baseada na matéria da AdWeek sobre a pesquisa. Eu dei um pulo no site da Forrester e fiz um comentário um pouco maior. Esse é o tema da coluna de hoje, lá no Blue Bus.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Música para controlar o tempo dos clientes nas lojas

Estudos recentes comprovam que o ritmo da música afeta o tempo de permanência do consumidor dentro de uma loja. Músicas rápidas e agitadas, por exemplo, podem acelerar a velocidade com que as pessoas comem em restaurantes e aumentando assim a quantidade de clientes atendidos em determinado período. Em lojas de roupas, quando o objetivo é justamente o contrário, ou seja, fazer com que as pessoas passem mais tempo lá dentro, a música deve ser lenta.

Uma experiência interessante nesse campo foi realizada no Aeroporto de Glasgow. Quando os operadores colocaram no sistema de som do terminal uma música ambiente composta por pássaros cantando e barulho de ondas quebrando na praia, as vendas nas lojas do aeroporto aumentaram 10%! Isso aconteceu porque a tensão e a pressa dos passageiros foi reduzida, dando lugar à predisposição para as compras.

Ou seja, hoje em dia, para vender mais, não basta ter um bom produto e preços justos. É preciso também criar um ambiente favorável. De preferência, usando os 5 sentidos.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Você é um 'cagador de regra'?

Você já foi chamado pejorativamente de 'cagador de regra'? Pois saiba que essa é apenas uma maneira que as pessoas encontram de menosprezar quem busca conhecimento e resguardar a predominância dos 'fazedores' sobre os 'pensadores'.

Essas reflexões vieram à minha mente quando li na semana passada a coluna do antropólogo Roberto daMatta no jornal O Globo. O texto se chamava "O valor das idéias". Nesse artigo, DaMatta explica como e porque as idéias e os livros são alvo de comentários jocosos por parte das pessoas que não gostam dessas duas coisas.


Nosso mercado avança célere para uma nova fase onde seremos avaliados e recompensados pelas idéias e não mais pelos acordos comerciais ou sacadinhas publicitárias que produzirmos. Mas para chegar nesse ponto, será preciso antes passar por cima das barricadas cuidadosamente construídas por aqueles que estudaram nas 'escolas da vida' e que gostam de repetir a torto e a direito que 'quem sabe faz, quem não sabe ensina'.


Assim que terminei a leitura do texto do Roberto DaMatta, soube que ali estava um tema de coluna para o Blue Bus. Não é a 1a vez que toco no assunto. Certamente não será a última. Para ler o texto, você já sabe. Basta dar um pulinho lá no nosso velho e bom ônibus azul.

A importância de ver um elefante por inteiro

Outro dia reli a história dos sábios cegos que queriam conhecer um elefante, escrita por John Godfrey Saxe. Vocês conhecem? É mais ou menos assim: seis homens cegos, que gostavam muito de aprender coisas novas, foram apresentados pela 1a vez ao imenso paquiderme. O 1o sábio se aproximou do elefante e se chocou contra o lado do animal. E, claro, passou a acreditar que ele se parecia com um muro. O 2o pegou na presa e saiu gritando: “o elefante é igual a uma lança!”. O 3o encostou na tromba e achou que o elefante era semelhante a uma cobra. O 4o tocou o joelho enrugado do animal e imaginou que ele era como uma árvore. O 5o apalpou a sua enorme orelha e visualizou um leque gigante. E o último, ao esbarrar na cauda, se convenceu que o elefante era parecido mesmo com uma corda.

Todos estavam parcialmente certos e ao mesmo tempo, completamente errados. Mesmo assim, munidos de suas certezas, passaram horas discutindo calorosamente sobre um elefante que nunca tinham visto.Eu já vi muitos debates como o dessa história. Sabe por que isso acontece? Nos convenceram que quanto mais sabemos sobre o funcionamento de cada parte, melhor aprendemos sobre o todo. Que as coisas devem ser separadas em caixinhas. Por isso nos ensinam as matérias na escola sem juntar uma coisa à outra. Os médicos nos tratam por partes, sem considerar o todo. E, nas empresas, fazemos apenas a nossa parte, sem buscar sinergia entre departamentos, pessoas e talento. ]

Moral da história? Nesse mundo complicado em que vivemos, ver um elefante inteiro pode ser uma senhora vantagem competitiva.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Lojas de CD vêem uma luz no fim do túnel...

Diante de uma real ameaça ao seu negócio, o que você faria? Lutaria contra ela ou pensaria seriamente em trocar de lado e aderir ao seu oponente?

Diante dessa situação, algumas lojas que vendem CDs de música nos Estados Unidos resolveram adotar uma solução intermediária - resistir, porém usando algumas das armas do inimigo.

Todo mundo sabe que as vendas de Cds estão em queda livre, tanto lá fora quanto aqui no Brasil. Boa parte da culpa é da pirataria, seja ela feita pelo pessoal que baixa música ilegalmente na Internet e depois troca com os amigos, ou pelos camelôs que vendem cópias dos discos de maior sucesso.

Além disso, os consumidores não estão mais a fim de pagar caro por um disco inteiro por causa de uma ou duas músicas legais. Isso incentiva que eles procurem as tais músicas na Internet e deixem de comprar o Cd.

Pois bem, para enfrentar esse problemão, alguns comerciantes americanos estão nas lojas instalando uma máquina que permite aos clientes selecionar as músicas que quiserem dentre as quase 2 milhões de canções estocadas na máquina e queimar na hora o seu CD personalizado.

A chance de levar para casa um CD com músicas boas da primeira à ultima faixa deve trazer de volta clientes para a loja, acreditam os empresários do setor. Taí uma boa dica para os lojistas brasileiros que ainda lutam para sobreviver nesse setor tão complicado do varejo.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Crianças Multi Atarefadas


Nós, adultos, somos obrigados a fazer várias coisas ao mesmo tempo, para dar conta de todas as tarefas do dia. Eu, por exemplo, costumo comer lendo jornal, vejo TV enquanto verifico os e-mails e dirigir ouvindo as notícias no rádio.

A novidade é que essa mania de fazer tudo ao mesmo tempo, que os especialistas chamam de comportamento multi-tarefa, agora atinge também em cheio as nossas crianças.

Pesquisa divulgada mês passado, lá nos Estados Unidos, mostrou que isso começa aos 2 anos de idade, acredita? Crianças americanas, de 2 a 12 anos, gastam mais de ¼ do seu tempo livre fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo.

As atividades favoritas desses pequenos consumidores são brincar com os amigos, usar o computador, ler, ouvir música e ver televisão.

Falando em televisão, olha só que dado interessante – 40% dessas crianças disseram que preferem navegar na Internet do que assistir TV. Tem mais. Mais da metade dos garotos acha mais bacana jogar videogames do que ficar de olho na telinha. Entre as meninas, 23% acham a mesma coisa.

No Brasil, o panorama não é muito diferente.

Por isso, fazer propaganda para esse povo miúdo, exige um bocado de integração entre diversas mídias. Não dá mais para apostar em um só meio de comunicação, nem confiar que essas crianças vão prestar a maior atenção na mensagem das nossas marcas.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Turismo - 3 tendências bem legais

O site de tendências Springwise publicou recentemente três ótimas idéias para quem está planejando as próximas férias.

Vocês sabiam que diversas companhias aéreas, como a Air France, a Singapore Airlines e a Virgin Atlantic, estão oferecendo aulas de idiomas aos seus passageiros, por meio do sistema de vídeo do avião, durante vôos internacionais? Assim, eles já chegam ao país de destino com noções básicas da língua local, seja espanhol ou japonês. As lições são divididas em números, datas, palavras e diálogos. Bem útil.

Outra novidade é o hotel desmontável. Na Espanha, em apenas 30 minutos, o Hotel Móvil pode ser instalado no lugar que o hóspede quiser. Depois de pronto, o hotel fica com 11 quartos, equipados com banheiro, TV de plasma, DVD e conexão à Internet. Pode ter também sala de cinema e bar. Cabem confortavelmente 40 pessoas. O preço por um fim de semana é de 7 mil euros, bem acessível se dividido por cada família, certo?


Outra dica bem legal é o site Áudio Snacks, onde vocês podem comprar e baixar gravações de visitas guiadas a diversas cidades do mundo. As descrições de lugares, monumentos e museus são feitas em inglês e podem ser ouvidas em qualquer mp3 player. Eu que estou de passagem comprada para a França, já baixei vários roteiros, como por exemplo o tour literário em Paris, incluindo bares onde Sarte e Simone de Beauvoir discutiam existencialismo e onde Picasso conheceu Dora Marr.

Novo horário na Band News FM - 14h57min

As pessoas que costumam me acompanhar diariamente na Band News FM devem ter estranhado hoje ouvir a Cláudia Matarazzo no horário normalmente ocupado pela minha coluna. É que a rádio fez uma mudança na grade dos colunistas. Agora meu boletim é às 14:57h. Mais fácil é ouvi-lo na minha página no site da Band News FM - aqui.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Felicidade é ter mais do que os outros, concorda?

Um dos assuntos mais abordados em minhas colunas no Blue Bus é a Felicidade. Nessa 6a feira, eu volto ao tema. Que posso fazer? Novos livros e artigos sobre a Felicidade não param de sair. Agora foi a Newsweek que publicou uma ótima matéria, enfatizando o quanto a comparação entre nosso status e os dos outros interfere na nossa percepção de felicidade. A frase de abertura da coluna está inclusive no corpo da reportagem - "o que você prefere - mais dinheiro no bolso ou mais felicidade no coração?" A resposta eu deixo com vocês.

Nostalgia agora impulsiona a venda de milkshakes

Depois do cafezinho da esquina ganhar roupa nova e impulsionar a multiplicação de cafeterias gourmet pelo mundo afora, agora é a vez do velho e bom milkshake se sofisticar e virar tendência de consumo nos Estados Unidos. Segundo dados da empresa de pesquisa NPD Group, as vendas de shakes subiram por lá 11% no ano passado, em comparação com 2005.

As lanchonetes e restaurantes estão adorando essa velha novidade. Afinal, milkshakes são feitos de ingredientes baratos. Para vocês terem uma idéia, cerca de 75% do preço cobrado em cada taça é lucro.

Algumas redes apostam nos sabores de sempre e outras resolveram incrementar. Até milkshakes orgânicos já estão disponíveis no mercado. A Ben & Jerry’s foi além e engarrafou 3 tipos de shakes diferentes, que são vendidos em lojas de conveniência.

Mas por que, afinal, as vendas desse produto tão tradicional resolveram subir justamente agora? Vocês podem não acreditar, mas essa é mais uma conseqüência da onda de nostalgia que domina o mercado americano.

Os milkshakes eram parte integrante dos programas dos jovens americanos nos agitados anos 50 e 60. Quem viveu aquela época quer voltar no tempo, pelo menos durante a breve duração do seu shake predileto. E os que só acompanharam o auge da bebida nos filmes de Hollywood querem sentir o gostinho de um tempo em que a vida parecia mais simples e segura. Ou seja, o milkshake virou fenômeno retrô.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Fast Clinics

A que ponto chegamos - agora, depois de lojas de conveniência vêm aí as 'clínicas de conveniência'. É isso mesmo - clínicas abertas 24 horas para atendimento rápido e barato de clientes em busca de alívio para suas dores e seus temores. Quer saber mais? Dá um pulinho no Blue Bus e leia a coluna de hoje!

O melhor de Cartagena foi o encontro com Gabo...

Uma semana depois, ainda não tinha comentado com vocês como foi o Congresso Colombiano de Shopping Centers, em Cartagena. Na verdade, o melhor da minha curta passagem pela Colômbia foi esse inesperado - e inesquecível - encontro com Gabriel Garcia Marquez (foto).

Foi assim - depois de mais de 5 horas apertado na econômica da Avianca, outras 3 horas de espera pela conexão no aeroporto de Bogotá e finalmente 1 hora de vôo até Cartagena (de Foker 100!), cheguei ao Hotel Hilton mais morto do que vivo. Mas havia uma programação especial para os convidados internacionais da Fenalco (Federação Colombiana de Comércio), que consistia em um passeio pelo centro histórico da cidade, seguida de um jantar. Fazer o quê, né? Lá fui eu.

O micro-ônibus parou na entrada do centro histórico (uma mistura de Pelourinho, Paraty e Rua das Pedras, em Búzios... rsrsrs) e embarcamos em várias charretes (olha o mico!). Depois de percorrerem toda a área, as charretes pararam em frente a um hotel muito bonito (Santa Clara), onde o micro-ônibus nos resgataria. Quando o ônibus chegou, começamos a subir. Mas por causa da rua estreita, um carro parou atrás e teve que ficar esperando. De repente, alguém reconheceu aquele senhor simpático, de cabelos e bigodes bem brancos, no banco do carona. Era Gabo!

A ficha demorou a cair. Afinal, o autor de um dos meus clássicos de cabeceira (100 anos de solidão), Prêmio Nobel de Literatura, verdadeiro mito, não poderia estar assim tão perto, tão acessível. Mas estava. Rapidamente peguei a câmera e pedi que Gabriel Gonzales, um argentino hiper boa praça que estava comigo me fotografasse. Em retribuição, também tirei uma foto dele ao lado de Gabo. E passamos nós 2 o evento inteiro exibindo aos outros nossos troféus - uma foto ao lado de uma lenda viva da literatura mundial.

terça-feira, 1 de maio de 2007

'Unconferences' - quando os participantes são também os palestrantes

Que tal essa idéia - conferências cujo conteúdo e palestrantes são definidos pelos próprios participantes. É isso mesmo. Cansados de marcar presença em eventos onde os palestrantes só falavam abobrinhas e de ouvir verdadeiros comerciais dos patrocinadores em forma de PowerPoint, alguns americanos da área de tecnologia criaram, anos atrás, um novo jeito de promover encontros de negócios. É a ‘unconference’, em português algo como uma não-conferência.

Hoje, o conceito da unconference já se espalhou para além dos limites dos encontros sobre tecnologia. Elas abordam vários e diferentes temas. Existem até unconferences em que os próprios participantes produzem o conteúdo Funciona assim: as pessoas inscritas anotam num painel os assuntos que gostariam de discutir, os organizadores sintetizam esses assuntos e criam mesas redondas para troca de idéias e experiências.

Essa é mais uma manifestação da mesma tendência – o predomínio do consumidor. Você já tinha certamente ouvido falar de publicidade criada por consumidores, como algumas veiculadas nos intervalos do último Super Bowl. Também já deve estar cansado de ver em jornais e na TV fotos e gravações feitas por pessoas comuns, como, por exemplo, as da tragédia na universidade americana de Virgínia Tech. Pois bem, nesse contexto, nada mais natural do que uma conferência inteiramente produzida pelos maiores interessados, ou seja, o povo que fica na platéia.