Um dos assuntos mais abordados em minhas colunas no Blue Bus é a Felicidade. Nessa 6a feira, eu volto ao tema. Que posso fazer? Novos livros e artigos sobre a Felicidade não param de sair. Agora foi a Newsweek que publicou uma ótima matéria, enfatizando o quanto a comparação entre nosso status e os dos outros interfere na nossa percepção de felicidade. A frase de abertura da coluna está inclusive no corpo da reportagem - "o que você prefere - mais dinheiro no bolso ou mais felicidade no coração?" A resposta eu deixo com vocês.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Felicidade é ter mais do que os outros, concorda?
Um dos assuntos mais abordados em minhas colunas no Blue Bus é a Felicidade. Nessa 6a feira, eu volto ao tema. Que posso fazer? Novos livros e artigos sobre a Felicidade não param de sair. Agora foi a Newsweek que publicou uma ótima matéria, enfatizando o quanto a comparação entre nosso status e os dos outros interfere na nossa percepção de felicidade. A frase de abertura da coluna está inclusive no corpo da reportagem - "o que você prefere - mais dinheiro no bolso ou mais felicidade no coração?" A resposta eu deixo com vocês.
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Um comentário:
Ei Marinho, adoro sua coluna no Blue Bus e um tema recorrente que tenho adorado debater é dinheiro vs. felicidade.
Cheguei numa idéia bem interessante. Dinheiro é energia vital. Como sangue, como alimento, como ar. Por mais "hippie" que tentemos ser, não dá pra fugir dele: a gente ganha em dinheiro, gasta em dinheiro, precisa de comida, roupa, moradia, tudo envolve dinheiro.
E pra ter uma noção da abrangência dinheiro envolve eu, você, o Bill Gates e até a tia da faxina aqui do escritório. Estamos imersos no plasma financeiro.
Se eu começar a falar de dinheiro, vai dar mais ibope que falar de política. Ou seja, é um tema que interessa A TODOS.
Então qual é o problema? Porque as pessoas não se conscientizam de seu valor? Porque a politica é tão desinteressante e o dinheiro é fascinante? Porque esse descaso com nossas próprias vidas, ou em outros termos, porque esse descaso com o garante nossa vida? Porque esse consumismo desvairado ao inves de uma aplicação útil do dinheiro?
Acredito que faltam duas coisas pra uma conscientização:
1) desmistificar o dinheiro - sim, vc pode ganhar dinheiro, pode usufruir, você não será mal visto, mesquinho, sovina, por ter dinheiro. A solução não é viver sem dinheiro pra que a sociedade seja mais bonita. Não é destruirmos o capitalismo e apedrejarmos os integrantes do FMI. Precisamos APRENDER A VIVER COM O DINHEIRO. O que é? Pra que serve? Como funciona pra mim? Ele é uma ferramenta pra eu despejar minhas frustrações ou pra que eu garanta minha sobrevivência? Analisando da ótica do animal, que precisa se alimentar pra acumular calorias nas situações de escassez, na raiz da idéia, dinheiro é a mesma coisa: precisamos dele pra termos garantias de vida, para as eventualidades, para a incerteza da vida. Numa sociedade católica como a nossa, onde a humildade é um dos mandamentos, ninguém quer pensar em dinheiro, porque pensar em dinheiro é ser avarento, é tentar se dar bem usando os outros, é ser como o artista invejado da capa da Caras, como os políticos corruptos que detestamos e vemos todos os dias na TV. E nós não queremos nos corromper, porque o dinheiro é sujo, né?
2) educação financeira - Poupança. Pra que serve? Podem até argumentar "Ah, mas o rendimento é ridículo." Mas quem disse que o objetivo principal de poupar é render? E sua reserva, sua cabeça tranquila sabendo que você tem como se garantir caso o pior aconteça? Um dos alívios maiores do coração e da mente é não ter que se preocupar com dinheiro. E como faz essa mágica? Simples: aprenda a lidar com dinheiro. Aprenda o que você quer dele, afinal mesmo não querendo, você precisa lidar com ele.
Se um dia, no mundo perfeito, tivessemos educação financeira, estimulariamos uma nova geração muito mais consciente de valores pessoais, reservas, excessos. Pra nós, que sabemos que não dá pra todo mundo lucrar com o capitalismo, dá pra ao menos imaginar uma próxima revolução. Como seria se todo mundo lucrasse simultaneamente? Ou reivindicasse seus direitos como acionistas minoritarios? Porque quando dói no bolso individual, dói mais do que ver o planeta doente ou o Estado doente. O que aconteceria? Como seria romper o capitalismo de dentro pra fora? Uma implosão como num Buraco Negro ou uma equalização? A busca de uma nova maneira de viver, talvez.
Um abraço! :)
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