Que tal essa idéia - conferências cujo conteúdo e palestrantes são definidos pelos próprios participantes. É isso mesmo. Cansados de marcar presença em eventos onde os palestrantes só falavam abobrinhas e de ouvir verdadeiros comerciais dos patrocinadores em forma de PowerPoint, alguns americanos da área de tecnologia criaram, anos atrás, um novo jeito de promover encontros de negócios. É a ‘unconference’, em português algo como uma não-conferência.Hoje, o conceito da unconference já se espalhou para além dos limites dos encontros sobre tecnologia. Elas abordam vários e diferentes temas. Existem até unconferences em que os próprios participantes produzem o conteúdo Funciona assim: as pessoas inscritas anotam num painel os assuntos que gostariam de discutir, os organizadores sintetizam esses assuntos e criam mesas redondas para troca de idéias e experiências.
Essa é mais uma manifestação da mesma tendência – o predomínio do consumidor. Você já tinha certamente ouvido falar de publicidade criada por consumidores, como algumas veiculadas nos intervalos do último Super Bowl. Também já deve estar cansado de ver em jornais e na TV fotos e gravações feitas por pessoas comuns, como, por exemplo, as da tragédia na universidade americana de Virgínia Tech. Pois bem, nesse contexto, nada mais natural do que uma conferência inteiramente produzida pelos maiores interessados, ou seja, o povo que fica na platéia.
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