terça-feira, 30 de junho de 2009
Afinal, a propaganda brasileira foi bem ou não esse ano em Cannes?
Isso é ótimo para a imagem da criatividade nacional. E deve ainda detonar uma onda de ufanismo publicitário. O próprio presidente da DM9, Sergio Valente, deu o pontapé inicial na campanha, ao receber o premio sábado a noite. Imitando Barack Obama ele disse simplesmente “Yes, we can”, uma afirmação de que a propaganda brasileira nao deve nada a ninguém.
Mas será que o resultado foi mesmo tão bom assim para o Brasil? Bem, design, peças impressas e mídia foram o destaque, concentrando 20 leoes. Mas categorias importantes como promo e marketing direto saíram de mãos abanando e Cyber, que sozinha deu 23 leoes ao Brasil em 2005 esse ano rendeu apenas 2 trofeus.
No frigir dos ovos, ganhamos 32 leoes, 10 a menos que no festival do ano passado. A DM9 e a Almap juntas levaram 17 leoes, pouco mais da metade do total. As outras agencias premiadas ganharam um leão cada.
Ou seja, nao foi bem a propaganda brasileira que brilhou em Cannes. Foram 2 agencias especificas. Parabéns para elas.
Os prêmios mais cobiçados de Cannes foram para a campanha de Obama
Pois bem, sabe quem ganhou o Grand Prix dessas duas categorias no festival de Cannes desse ano? A campanha que ajudou a eleger Barack Obama para a Casa Branca. É isso mesmo, uma campanha política mereceu os Leões mais cobiçados pelos publicitários.
E olha, foi merecido, viu? Para começo de conversa, Obama se apropriou de dois conceitos poderosos – Esperança e Mudança. Sua equipe de marketing conseguiu traduzir isso em um slogan espetacular – o “Yes, we can”, que em português significa “Sim, nós podemos”. E na estratégia, eles combinaram o uso da mídia de massa, para apresentar um candidato desconhecido ao grande publico americano, com as mídias digitais, para espalhar de boca em boca, e de mouse em mouse, a mensagem de Obama.
O resultado foi espantoso. Só em contribuições de eleitores o caixa da campanha recebeu meio bilhão de dólares. Obama usou o e-mail para conversar diretamente com seus eleitores e seus discursos foram vistos milhares de vezes no You Tube, assim como sua propaganda. Por tudo isso, ele mereceu sim levar os principais prêmios de Cannes esse ano.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Minha aposta: se houver um Grand Prix em Cannes este ano, será o filme da T Mobile.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
A fantástica campanha de Barack Obama
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Uma loja para vender esperança dentro do shopping
Quem integra a comunicaçao? Essa pergunta segue sem resposta
No seminário da 180 Amsterdam, terminado agora há pouco, os executivos da agência tentaram puxar a brasa para a sardinha deles, vendendo a idéia de que um mesmo grupo, afinado com os objetivos e filosofias do cliente, pode oferecer soluçoes integradas por meio de suas diferentes divisoes (propaganda, digital, varejo etc), que podem ser contratadas em conjunto ou separadas. Para reforçar a mensagem, mostraram ótimas campanhas da Adidas (“+10” e “Impossible is Nothing”) feitas por eles. Mas nao trouxeram nenhum argumento definitivo, capaz de dar rumos novos a uma questao que continua aberta.
"O melhor trabalho do mundo" já levou 3 Grand Prix em Cannes
A pergunta que não quer calar - como o Twitter ganha dinheiro?

O destaque do 2o dia de cannes foi a participação do Biz Stone, fundador do Twitter. Simples, Stone apareceu de calça jeans e não se mostrou nem um pouco deslumbrado com o sucesso da marca que construiu em apenas 2 anos. Confesso que valeu mais pela chance de conhecer o sujeito do que pelo conteúdo. E também pela confirmação de que até agora nem ele sabe como fazer o Twitter dar lucro. Ele disse que no futuro pretende cobrar das empresas que usam o serviço para divulgar seus produtos e fazer relacionamento com seus clientes. Mas também não disse quando, quanto nem como.
Ikea decepciona e faz uma das palestras mais chatas do Festival

Muita gente aponta a Ikea como a marca de varejo mais criativa em sua comunicação de marketing. A apresentação de 2a feira em Cannes pode trazer para essa cadeia de móveis e objetos de decoração outro título – a palestra mais chata do festival.
Claudia Willvonseder, chefe do marketing da Ikea, já tinha avisado no começo que apesar de pensar fora da caixa, a Ikea adorava caixas, porque os seus produtos são vendidos dentro delas. Da mesma maneira, o projeto que encarcerou um sujeito alemão, chamado Nils, dentro de uma sala em forma de caixa, decorada com produtos da Ikea, por 21 dias é uma boa idéia, que foi embalada em uma apresentação absolutamente aborrecida.
O caso é interessante - Nils podia interagir com o mundo exterior por meio de telefonemas, e-mails ou cartas. Ele também tuitava de dentro da caixa. Uma câmera de vídeo registrava seus movimentos 24 horas por dia e as imagens podiam ser acompanhadas pelas pessoas na web. Ao final dos 21 dias, foram efetuados mais de 95 mil telefonemas e gerados mais de 50 milhoes de streams, prova de que os alemães acharam a brincadeira, afinal.
Mídia e o entretenimento vão se tornar ainda mais digitais nos próximos 5 anos
Isso significa que em 2013 os investimentos digitais representarao 31% do total - em 2008, eles somam 21%. A PWC estima que os gastos em mídia e entretenimento devem aumentar em média 2,7% ao ano nos próximos 5 anos. No entanto, este crescimento nao será homogêneo. A partir de 2011, quando a recuperaçao econômica deve ocorrer, na visao da consultoria, o avanço acontecerá em taxas de 5,9% ao ano. Nos anos de recessao, provedores de acesso a internet, veículos online e de TV paga devem continuar apresentando bom desempenho. Depois, todos os setores voltam a crescer, embora sem alcançar o mesmo patamar de antes. "A mudança foi estrutural, os gastos com publicidade, por exemplo, nao voltarao ao mesmo nível de antes da crise", afirmou Marcel Fenez, que apresentou o estudo aqui no Palais.
No Brasil, a situaçao será semelhante, acredita Fenez. Dados apresentados durante a palestra mostram que os investimentos em mídia e entretenimento entre 2009 e 2010 devem cair 0,1% apesar do incremento no PIB do país. Por outro lado, entre 2011 e 2013 a tendência é de aumento nos gastos em mídia e entretenimento de 7,9%, percentual superior aos 7,7% de crescimento do PIB.
No futuro TV e internet vao se misturar
Quantos dias você conseguiria ficar sem assistir TV em troca de USD 350? A Razorfish fez esse teste e descobriu que, por essa quantia, os americanos aguentam apenas 2 dias longe da telinha. As fotos exibidas por Andrew Pimentel, diretor de planejamento da Razorfish, no seminário que fechou o primeiro dia aqui em Cannes, eram hilariantes. Mostravam famílias privadas da TV jogando cartas, brincando de Banco Imobiliário ou ouvindo a mae tocar piano na sala, com cara de tédio total. Em compensaçao, no momento em que a TV voltava a ser permitida, os rostos demonstravam quase euforia. Diante dessa relaçao de intensa dependência, cabe anunciar que a TV agoniza?A pesquisa mostrou que TV hoje está relacionada a relaxamento, aprendizado, consumo, escapismo e fantasia. Mas é basicamente uma experiência passiva. Isso provavelmente vai mudar com o tempo. No futuro, ela deve absorver conceitos da internet e será fortemente influenciada pelas redes sociais. Dessa forma, poderemos navegar pelos canais tradicionais, os mais populares, os mais assistidos e ainda conhecer os programas preferidos de celebridades ou de amigos. Será possível seguir a programaçao recomendada por algumas pessoas e trocar ideias com outras, em tempo real, sobre o que passa na TV. Isso significa, afinal, que a televisao se tornará mais pessoal, portátil, o conteúdo será mais controlado pelo usuário e os próprios telespectadores se tornarao canais que poderao ser acompanhados. Por outro lado, as emissoras e seus anunciantes saberao exatamente com quem estao falando e poderao interagir com essa gente em tempo real.
A boa sacada da Razorfish é que a TV vai se misturar com a internet, tornando-se um eficiente veiculo de construçao de marcas e vendas ao mesmo tempo.
Como inserir a marca na vida dos consumidores - as lições da Coca-Cola

Trabalhar a imagem da marca pode ser tarefa da publicidade tradicional. Mas levar experiências da marca para a vida dos consumidores, especialmente os mais jovens, é tarefa para as novas mídias digitais, com a ajuda da tecnologia. Essa foi a mensagem do ótimo painel da Sapient com executivos da Coca Cola na manha de domingo aqui em Cannes.
A estrela da palestra foi a nova vending machine interativa da Coca, que tem uma tela de 46 polegadas de LCD em alta definiçao e permite que as pessoas escolham os refrigerantes com toques na tela (veja nota anterior). Além disso, passa comerciais, deixa que os clientes manuseiem a garrafa virtualmente, façam download de ringtones e até cupons de desconto. Aliás, tem uma dessas aqui no Palais - ela é mesmo sensacional. Segundo Anthony Philips, gerente global de marketing interativo da Coca, mais de 1 bilhao de refrigerantes sao comprados todos os dias em vending machines. A nova máquina interativa transforma todas essas transacoes de compra em experiências dinâmicas e inovadoras.
Também foram apresentados usos inovadores de redes sociais e de sites de compartilhamento de vídeos, como o caso da Happiness Factory, o álbum de figurinhas virtual da Eurocopa e a campanha da 1a Coca-Cola do Ano. Enfim, foi muito bom ver um grande anunciante mostrando que a estratégia de marca pode e deve ir além da publicidade tradicional.
O Diretor de Criação não vai morrer, afinal
Na 6a feira passada, entrevistei para a BandNews FM a Fernanda Romano, brasileira que faz sucesso na publicidade internacional. Entre outras coisas interessantes, ela me disse que o Festival de Cannes nao apresenta tendências, apenas reflete o que as pessoas estao fazendo agora. Lembrei disso durante o 1o seminário do domingo aqui em Cannes. Chris Clarke e Lorenzo Wood, da LBi, escolheram um titulo provocativo - 'A morte do diretor de criaçao' -, apresentaram slides bonitos e um conjunto de obviedades para quem acompanha de perto o mundo da comunicaçao.A dupla da LBi praticamente fez uma síntese dos seminários apresentados no Festival no ano passado - a importância dos diferenciais emocionais, como gentileza, sustentabilidade e colaboraçao. O resumo da palestra é o seguinte - ou os criativos se adequam às novas realidades do mercado ou o cliente vai acabar se resolvendo sozinho. O novo diretor de criaçao deve ser um editor e curador, encontrar espaços para as marcas se relacionarem com as pessoas, criar fascinaçao e provocar o desenvolvimento de historias colaborativas. A minha sensaçao foi de que, para Cannes, isso foi pouco.
O Festival de Publicidade de Cannes
Estou aqui em Cannes, cobrindo esse festival que já foi de publicidade e hoje abrange diversas disciplinas da comunicacão. O evento foi inspirado no Festival de Cinema, que acontece aqui mesmo todos os anos, um pouco antes do festival de publicidade. Um grupo de executivos, acreditando que a propaganda merecia reconhecimento equivalente ao do cinema, criou esse Festival Internacional do Filme Publicitário.Curiosamente, o primeiro festival aconteceu em Veneza, em 1954. A competição recebeu naquele ano a inscrição de 187 comerciais de 14 países. Foi o leão da Praça de São Marcos, em Veneza, que deu origem ao troféu tão cobiçado pelos publicitários.
No ano seguinte o festival aconteceu em Monte Carlo e só em 1956 chegou a Cannes. De 56 a 83, Veneza e Cannes se alternaram como sede do evento, que se fixou na cidade francesa em 1984.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Vendas no comércio cresceram 6,9% em abril
Boa parte da explicação para esse bom resultado está no calendário. Em 2008 a Páscoa caiu em março e neste ano ficou em abril. Não é a toa que a maior contribuição para esse crescimento foi dada pelos super e hipermercados, que se fartaram de vender ovos de páscoa, ajudados pela estabilidade dos preços e pelo aumento real da massa salarial. Também tiveram bom desempenho as lojas de departamento, os produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos de informática e comunicação.
Por outro lado, puxaram o índice para baixo o setor de móveis e eletrodomésticos, que apresentou queda de 10% no volume de vendas e as lojas de tecidos, calçados e vestuário, cujas vendas continuam em queda. Só nesses 4 meses de 2008, a retração foi de 7,5%. Também pudera – enquanto o IPCA variou 3,1% de setembro do ano passado até abril desse ano, os preços médios das roupas subiram 6,2%, ou seja, o dobro. Materiais de construção e veículos também andaram para trás em abril.
Alguns estados tiveram desempenho ainda melhor que a media nacional, caso de São Paulo, onde o volume de vendas foi quase 10% maior e Paraná, que cresceu quase 9%. Bahia ficou bem perto da media nacional, com mais 6,8%. Já o Rio e Minas cresceram menos que a media, apenas 5,4%, assim como o Rio Grande do Sul, que avançou 2,6%. Já Brasília fez feio – vendeu menos 0,4% que em abril de 2008.
domingo, 14 de junho de 2009
Caixas Eletrônicos respondem por 30% das transações bancárias no Brasil

Os mais jovens podem até não acreditar, mas antigamente, para tirar dinheiro do banco ou fazer pagamentos, a gente precisava se despencar para uma agencia, entrar numa fila imensa e falar com um caixa de carne e osso. Tem mais – tinha horário para isso. Se chegasse tarde, babau. Tudo isso mudou com a chegada dos caixas eletrônicos. Segundo pesquisa da FEBRABAN, os caixas eletrônicos respondem hoje por 30% de todas as transacoes bancarias no Brasil. Não é a toa que o numero dessas maquinas mais que dobrou entre 2007 e 2008. Mesmo assim, ainda são apenas 35 mil caixas automáticos em todo o pais.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Pesquisa adianta como será o Dia dos Namorados dos brasileiros
Se depender dos homens, a comemoracão do Dia dos Namorados de amanhã, vai ser no sofá da sala. Levantamento feito pelo Ibope Mídia, a partir de dados do Target Group Index, mostrou que 73% dos brasileiros preferem passar uma noite calma em casa do que sair.Já o presente do Dia dos Namorados deve ser adquirido em uma loja de rua – foi lá que 85% das mulheres e 76% dos homens fizeram compras nos últimos 30 dias. Ou nos shoppings, onde 65% dos entrevistados também costumam consumir. Uma boa opção de presente para os rapazes é algum produto de beleza. Afinal, 76% dos homens pensam que é importante estar atraente para o sexo oposto. Para as mulheres um presentão seria uma cirurgia estética – 40% delas adorariam fazer uma para melhorar a aparência.
Na hora de falar sobre o futuro, eles e elas provavelmente concordarão em assuntos essenciais, como a importância de manter uma relação duradoura com um só companheiro ou companheira, opinião compartilhada por 84% dos pesquisados. Mas, se o assunto descambar para os papéis masculinos e femininos, pode dar confusão: 87% das mulheres acham que as tarefas domésticas deveriam ser compartilhadas pelos dois, mas apenas 80% dos homens pensam o mesmo. Já 16% dos rapazes ainda acreditam, veja só, que lugar de mulher é dentro de casa. E outros 18% continuam dizendo que homem não chora. Bem, como certas coisas não mudam mesmo, o melhor é deixar os assuntos espinhosos de lado e simplesmente curtir uma boa noite a dois.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Ponto Frio nas maos do Pão de Açúcar – é difícil dar errado
A compra do Ponto Frio pelo Pao de Açúcar pode ser compreendida como mais um sinal de que os empresários brasileiros estao apostando na retomada dos negócios em padrao semelhante ao que assistimos no passado recente. O setor de eletroeletrônicos vinha passando por um período de baixa nos últimos 6 meses, especialmente em funçao da retraçao do crédito. A isençao de IPI oferecida pelo governo para alguns produtos, como geladeiras, lavadoras e fogoes, já deu um certo alívio ao comércio e começa também a afetar positivamente a indústria, que voltou a receber encomendas mais fortes. A melhoria dos indicadores econômicos permite prever uma retomada do consumo de eletroeletrônicos, especialmente pelos consumidores de classe média e de baixa renda, que interromperam, a contragosto, a tarefa de equipar suas casas.Foi nesse cenário que o Ponto Frio, que era a 2a maior rede de eletroeletrônicos do país, passou a ser disputada por diversos grupos e acabou adquirida pelo Pao de Açúcar, que assim se credencia a brigar com o líder, as Casas Bahia, que lideravam com muita folga esse mercado. Vale lembrar que o Pao de Açúcar tem experiência no setor, por conta da rede Eletro, e possui dentro dos seus hipermercados um bom espaço dedicado a eletrônicos, eletrodomésticos, celulares e informática.
Os consumidores tendem a ganhar com o negócio. Afinal, o Ponto Frio vinha perdendo mercado nos últimos 2 anos e agora deve voltar a se expandir, aumentando o nível de competiçao. E todo mundo sabe que mais concorrência de mercado é sinal de melhores ofertas para os consumidores. O fortalecimento dessa rede também deve ser boa para a indústria e para o emprego – em entrevista concedida ontem o presidente do conselho do Grupo Pao de Açúcar, Abílio Diniz, disse que a idéia nao é reduzir lojas e sim abrir mais.
Muitos especialistas acreditam que a marca Ponto Frio, desgastada e sem um posicionamento muito nítido, deve desaparecer no médio e longo prazo, talvez substituída pela própria marca do Pao de Açúcar, a Eletro. Opiniao diferente possui Marcos Gouvêa de Souza, um dos mais importantes consultores de varejo do país, com quem conversei ontem. Ele avalia que a marca Ponto Frio é muito mais forte do que a Eletro. Além disso, em 8 estados onde a marca Ponto Frio está presente, nao há lojas do Pao de Açúcar. Ou seja, nao valeria a pena começar do zero nesses locais. Tudo isso interessa de perto as agências de publicidade que hoje atendem ao Ponto Frio, (Fala e DM9DDB). Mas nao custa nada lembrar que o Pao de Açúcar gosta bastante de trabalhar com house-agency, o que seria na visao da empresa uma forma de economizar.
Esse movimento do Pao de Açúcar evidencia a estratégia de diversificaçao de negócios do conglomerado de Abílio Diniz, que já opera, além do setor de alimentos, uma ampla variedade de produtos em seus hipermercados Extra, bem como drogarias e postos de combustíveis. O grupo tem ainda investido bastante em sua marca associada a estilo de vida saudável, a Taeq, que deixou de ser sinônimo de alimentos naturais para vender roupas esportivas, produtos de cama, mesa e banho, cosméticos etc. Por trás disso tudo haverá uma poderosa empresa de serviços financeiros, surgida provavelmente da fusao das financeiras do Ponto Frio com a do Pao de Açúcar, e uma renovada estrutura de e-commerce, reforçada pela boa equipe da pontofrio.com. Sao poucas as chances de dar errado.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Veja o filme da GM que fala em reinvenção para explicar a concordata
Pesquisa CNT/Sensus aponta otimismo do consumidor (análise da LCA Consultoria)
Com relação à renda mensal, também aumentou o otimismo, mas numa proporção menor. Passou de 24,6% para 28,7%, de março a maio, o percentual dos que avaliam que ela melhorou nos últimos seis meses, e de 32,6% para 27,5% o dos que acham que ela diminuiu. Entre março e maio, a expectativa de que a renda mensal vai melhorar nos próximos seis meses subiu de 49,2% para 53,4% e a de que vai piorar caiu de 14,4% para 11,5%. Tais opiniões positivas aparecem também nos quesitos que avaliam a saúde, a educação e a segurança pública.
Consumidores pensam que marcas que deixam de anunciar vão mal das pernas
A pesquisa confirma ainda que os consumidores que viram ou ouviram qualquer tipo de propaganda no mês anterior à entrevista, seja pela TV, jornal, rádio, mala direta ou internet, acabaram comprando algum dos produtos anunciados. Ou seja, mesmo na crise, a publicidade ainda vende. Tem mais - os clientes estão mais exigentes e com novas preocupações. Prova disso é que a maioria dos americanos está disposta a pagar mais por produtos orgânicos, sinal de que marcas associadas a uma vida saudável tendem a enfrentar menos turbulências durante a crise.
Mas mesmo com essa vontade toda de gastar, os americanos estão encontrando novas formas para economizar. Cerca de 40% dos consumidores disseram que utilizam hoje mais cupons de desconto do que há um ano. E que estarão propensos a comprar um item caro somente se o desconto for excelente.
Isso tudo reforça a tese de muitos especialistas de que os habitantes do planeta sairão dessa crise com um novo padrão de consumo. Será mesmo?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Já chegamos ao fundo do poço - ou ainda não?
Os economistas continuam discutindo os efeitos da crise sobre o consumo aqui no Brasil. Alguns acham que o fundo do poço foi agora no primeiro trimestre. Outros dizem que só depois do segundo trimestre é que as coisas começam mesmo a melhorar.Para conhecer a opinião dos brasileiros a respeito desse assunto, a empresa de pesquisas GfK entrevistou no final de março 1.000 pessoas em 12 capitais, incluindo entre outras as cidades de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. O estudo mostrou que 56% dos brasileiros não tiveram sua renda afetada pela crise. Mesmo assim, cerca de 70% reduziram gastos com entretenimento, 67% economizaram no celular ou no telefone fixo e 64% fizeram comemorações festivas mais modestas. Por outro lado, apenas 20% adiaram tratamentos médicos, 18% cancelaram TV por assinatura ou acesso à Internet e 38% baixaram as despesas com alimentação.
Isso significa que os gastos mais importantes foram preservados. Afinal, o poder de compra dos consumidores não foi tao afetado quanto a disposição de comprar, essa sim influenciada pelas más notícias da economia. Prova disso é o crescimento de 3,8% nas vendas do varejo registrado no primeiro trimestre do ano, na comparação com 2008, de acordo com o IBGE. A tendência é que as melhorias nos indicadores econômicos tragam resultados mais animadores já no segundo trimestre desse ano.
Pais americanos vão ter que se contentar com um presentinho - e olhe lá
No Brasil o Dia dos Pais cai sempre no segundo domingo de agosto. Mas em vários outros países, inclusive os Estados Unidos, a data é comemorada no terceiro domingo de junho, ou seja, agora, no dia 21 de junho.Mas, se no tempo das vacas gordas os presentes dos pais já eram bem acanhados, imagine agora quando os americanos e europeus enfrentam os efeito dessa baita crise econômica. Pesquisa divulgada ontem pela NRF, a Associação Nacional dos Varejistas norte americanos, mostrou que o presente número um dos filhos para seus pais na terra de Obama será um singelo jantar em família. Em segundo lugar ficaram as indefectíveis gravatas, meias ou cuecas. Depois um cartão bonitinho e nada mais. É claro que existem filhos menos avarentos que pretendem presentear os pais com eletrônicos, livros, CDs e produtos esportivos. Mas a economia deve mesmo orientar o consumo nessa data promocional. Prova disso é que 34% dos americanos pretendem comprar o presente do pai em lojas de descontos e 33% em lojas de departamento.
A verdade é que, crises econômicas a parte, os pais não dão mesmo muito Ibope. Tanto lá fora quanto aqui no Brasil, o Natal, o Dia das Mães, o Dia dos Namorados e o das Crianças são datas muito melhores para o comércio do que o Dia dos Pais. Tudo indica que o estereótipo de provedor da família tem grande influência nesse resultado. Ou seja, pai é aquele que dá e não o que recebe.