Os brasileiros aderiram mesmo com força aos celulares. Para você ter uma idéia, temos no pais quase 174 milhões de aparelhos, o que dá em média 0,91 celular por habitante. Porém, quase 83% desses telefones móveis são pré-pagos, o que significa menos receitas para as operadoras. Mas isso pode mudar rapidamente, se for mesmo implantado no país o Cadastro Positivo, uma espécie de lista branca dos bons pagadores. Um estudo da Serasa Experian mostra que isso dobraria a quantidade de clientes pós-pagos dos atuais 30 milhões para mais de 61 milhões de usuários. Ou seja, o percentual de brasileiros com celulares pós-pagos passaria de 17 para 36%.
O problema é que o atual sistema de cadastro e avaliação da capacidade de crédito do consumidor restringe a entrada de muita gente que gostaria de usufruir das vantagens dos planos pós-pagos, como menores tarifas e serviços de internet mais acessíveis, mas não podem porque não têm como comprovar renda por causa da alta informalidade. Ainda segundo a Serasa, as regiões mais beneficiadas seriam o Norte e o Nordeste, onde o número de linhas pós-pagas passaria das atuais 5 milhões para cerca de 17 milhões com o Cadastro Positivo.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Fabricantes apostam alto nessa Páscoa
As expectativas dos fabricantes para esta Páscoa são muito boas. Para você ter idéia da importância da data para a indústria e para o varejo, basta dizer que em 4 semanas vende-se tanto chocolate quanto em 3 meses normais. Dessas 4 semanas, a última é a mais importante. Afinal os brasileiros, confirmando o mito de que deixamos tudo para última hora, compram cerca de 75% dos seus ovos nos 7 dias que antecedem o domingo de Páscoa.
As grandes empresas estimam para 2010 um crescimento de 7% a 10% no volume de vendas. A Kraft, por exemplo, produziu esse ano 23 milhões de ovos, bem mais que os 21 milhões fabricados em 2009. Já as fábricas que operam redes de lojas próprias, como Kopenhagen, Cacau Show e Munik, essas projetam uma Páscoa ainda melhor, com vendas de 18% a 42% superiores às do ano passado.
Outro sinal de que a indústria aposta alto nessa Páscoa é a enorme quantidade de lançamentos – só a Lacta multiplicou por 4 seus lançamentos em 2010. Uma enorme quantidade de ovos voltam a utilizar a estratégia de licenciamento. Produtos associados a times de futebol e a personagens infantis, como Turma da Mônica, Mickey e Pernalonga, infanto-juvenis como Hanna Montana, filmes, como ‘A Era do Gelo 3’, ‘A Princesa e o Sapo’ e ‘Monstros S.A.’ e até uma original associação de ovo de Páscoa com uma revista adolescente, como ‘Capricho’, da Editora Abril, estarão expostos nas parreiras que já enfeitam os supermercados brasileiros. Tem ainda novos sabores, como o ovo de Chicabom, com o sabor do sorvete, recheios bem brasileiros e chocolates com maior percentual de cacau. Enfim, variedade para chocólatra nenhum botar defeito.
As grandes empresas estimam para 2010 um crescimento de 7% a 10% no volume de vendas. A Kraft, por exemplo, produziu esse ano 23 milhões de ovos, bem mais que os 21 milhões fabricados em 2009. Já as fábricas que operam redes de lojas próprias, como Kopenhagen, Cacau Show e Munik, essas projetam uma Páscoa ainda melhor, com vendas de 18% a 42% superiores às do ano passado.
Outro sinal de que a indústria aposta alto nessa Páscoa é a enorme quantidade de lançamentos – só a Lacta multiplicou por 4 seus lançamentos em 2010. Uma enorme quantidade de ovos voltam a utilizar a estratégia de licenciamento. Produtos associados a times de futebol e a personagens infantis, como Turma da Mônica, Mickey e Pernalonga, infanto-juvenis como Hanna Montana, filmes, como ‘A Era do Gelo 3’, ‘A Princesa e o Sapo’ e ‘Monstros S.A.’ e até uma original associação de ovo de Páscoa com uma revista adolescente, como ‘Capricho’, da Editora Abril, estarão expostos nas parreiras que já enfeitam os supermercados brasileiros. Tem ainda novos sabores, como o ovo de Chicabom, com o sabor do sorvete, recheios bem brasileiros e chocolates com maior percentual de cacau. Enfim, variedade para chocólatra nenhum botar defeito.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Para o varejo, vender mais 5,9% em 2009 foi bom ou ruim, afinal?
O crescimento de 5,9% no volume de vendas do varejo brasileiro, anunciado agora de manha pelo IBGE, já era esperado pelo mercado, depois dos números positivos divulgados nos últimos meses. No meio do ano o mercado andava mais cauteloso. Afinal, as vendas acumuladas no 1o semestre de 2009 foram somente 4,4% superiores as de 2008. Naquela época, estimava-se um aumento máximo de uns 5% nas vendas do comércio em 2009. Mas no 2o semestre os consumidores voltaram as lojas com toda a força, em especial no 4o trimestre, quando as vendas foram 8,8% maiores do que no ano anterior. Só em dezembro o volume de itens comercializados no Brasil foi 9,1% superior que em dezembro de 2008. Por tudo isso, o aumento de 5,9% pode ser considerado bom sim. Para efeito de comparaçao, vale lembrar que nos Estados Unidos as vendas recuaram cerca de 2,5% em 2009.
Quem mais puxou para cima esse índice foram os super e hipermercados, que venderam mais 8,3% em 2009. Isso se explica pela renda em alta e inflaçao sob controle. Em seguida veio o setor outros artigos de uso pessoal e doméstico", que compreende lojas de departamento, óticas, joalheiras, lojas de artigos esportivos e brinquedos, que cresceu 8,4% na comparaçao com 2008. Depois aparece o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou crescimento de 11,8%, em relaçao ao ano anterior, impulsionado pela expansao dos salários, pela venda dos medicamentos “genéricos” e pelo envelhecimento da populaçao. Na 4a colocaçao ficaram os móveis e eletrodomésticos, com 2,1% de crescimento e no 5o lugar vieram os Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicaçao, com uma variação positiva de 10,6% no volume de vendas sobre o ano de 2008. Vale ainda um comentário sobre o setor de vestuário e calçados, que teve um ano bem difícil mas começou a se recuperar no ultimo trimestre do ano, quando vendeu mais 5,1% na comparaçao com 2008. Mesmo assim vai fechar 2009 no vermelho, com uma queda de 2,8% nas vendas.
Do ponto de vista regional, apenas 2 estados tiveram desempenho negativo nas vendas do comércio em 2009: Espírito Santo e Tocantins. Lembrando que o varejo do Brasil como um todo cresceu 5,9%, merece destaque a performance de São Paulo, que vendeu mais 7,3%, e da Bahia, que avançou 7%. O Rio ficou mais ou menos na media, com 5,7% de aumento no volume de vendas, assim como o Paraná, que ficou com 5,2%. Já o Rio Grande do Sul cresceu menos que o pais, com vendas apenas 3% maiores que as de 2008 e o Distrito Federal foi pior ainda, com 1% de crescimento.
Quem mais puxou para cima esse índice foram os super e hipermercados, que venderam mais 8,3% em 2009. Isso se explica pela renda em alta e inflaçao sob controle. Em seguida veio o setor outros artigos de uso pessoal e doméstico", que compreende lojas de departamento, óticas, joalheiras, lojas de artigos esportivos e brinquedos, que cresceu 8,4% na comparaçao com 2008. Depois aparece o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou crescimento de 11,8%, em relaçao ao ano anterior, impulsionado pela expansao dos salários, pela venda dos medicamentos “genéricos” e pelo envelhecimento da populaçao. Na 4a colocaçao ficaram os móveis e eletrodomésticos, com 2,1% de crescimento e no 5o lugar vieram os Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicaçao, com uma variação positiva de 10,6% no volume de vendas sobre o ano de 2008. Vale ainda um comentário sobre o setor de vestuário e calçados, que teve um ano bem difícil mas começou a se recuperar no ultimo trimestre do ano, quando vendeu mais 5,1% na comparaçao com 2008. Mesmo assim vai fechar 2009 no vermelho, com uma queda de 2,8% nas vendas.
Do ponto de vista regional, apenas 2 estados tiveram desempenho negativo nas vendas do comércio em 2009: Espírito Santo e Tocantins. Lembrando que o varejo do Brasil como um todo cresceu 5,9%, merece destaque a performance de São Paulo, que vendeu mais 7,3%, e da Bahia, que avançou 7%. O Rio ficou mais ou menos na media, com 5,7% de aumento no volume de vendas, assim como o Paraná, que ficou com 5,2%. Já o Rio Grande do Sul cresceu menos que o pais, com vendas apenas 3% maiores que as de 2008 e o Distrito Federal foi pior ainda, com 1% de crescimento.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Comércio de rua popular ganha fôlego e recupera espaço no Brasil
O comércio de rua no Brasil, que nos anos 90 perdeu espaço para os shoppings em função de segurança, conforto e variedade, voltou ganhar fôlego e conquista até as classes sociais mais altas. Para dar só um exemplo, pesquisa da TNS Research mostrou que as 350 lojas e mais de 3 mil estandes da região da Rua 25 de Março, zona de comércio popular de São Paulo, recebem mensalmente 12 milhões de pessoas, uma quantidade de gente maior que a população paulistana, estimada pelo IBGE em 11 milhoes.
Para dar uma idéia da força desse pólo comercial de rua, basta dizer que em 2009 cada shopping brasileiro arrecadou, em média, de 177 milhões de reais - 100 vezes menos que a 25 de março, que teve uma receita de 18 bilhões no mesmo período. Claro que esse sucesso todo tem um preço – para o espanto de muitos, o metro quadrado da 25 de março está entre os mais caros de São Paulo, custando em média, de R$ 9 a 10 mil. Quer saber mais? Os maiores frequentadores do comércio da 25 de março em 2009 foram as classes A e B. Nada menos que 56% dos clientes de lá são dessas classes sociais mais altas, que procuram principalmente eletrônicos e perfumes importados.
Mas nem tudo são flores: a quantidade de pessoas circulando e a falta de segurança ainda afastam muita gente. Para consolidar sua recuperação, o comércio de rua das nossas capitais precisará dar mais conforto e tranqüilidade aos consumidores.
Para dar uma idéia da força desse pólo comercial de rua, basta dizer que em 2009 cada shopping brasileiro arrecadou, em média, de 177 milhões de reais - 100 vezes menos que a 25 de março, que teve uma receita de 18 bilhões no mesmo período. Claro que esse sucesso todo tem um preço – para o espanto de muitos, o metro quadrado da 25 de março está entre os mais caros de São Paulo, custando em média, de R$ 9 a 10 mil. Quer saber mais? Os maiores frequentadores do comércio da 25 de março em 2009 foram as classes A e B. Nada menos que 56% dos clientes de lá são dessas classes sociais mais altas, que procuram principalmente eletrônicos e perfumes importados.
Mas nem tudo são flores: a quantidade de pessoas circulando e a falta de segurança ainda afastam muita gente. Para consolidar sua recuperação, o comércio de rua das nossas capitais precisará dar mais conforto e tranqüilidade aos consumidores.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Quase 30 milhões de livros foram vendidos de porta em porta ano passado no Brasil
Quando se fala em vendas diretas, você ainda pensa naquela vizinha que vende cosméticos de porta em porta? Porque se essa é a imagem que você tem desse setor, está na hora de mudar seus conceitos.
As vendas diretas vêm crescendo em ritmo acelerado no Brasil - somente no primeiro semestre de 2009, o faturamento gerado pelo exército de mais de 2 milhões de vendedores autônomos em atividade no país, aumentou 18% em relação ao ano anterior, batendo a marca de 9 bilhões e meio de reais em vendas. E olha, você não imagina a variedade de produtos que são vendidos de porta em porta. Eles vão desde cosméticos, produtos de higiene pessoal, artigos para o lar, até crédito pessoal e livros.
Aliás, as vendas diretas de livros andam bem aquecidas: segundo dados da ABDL, associação que incentiva a difusão da leitura, o segmento de porta em porta já ocupa a terceira posição entre os maiores canais de venda de livros, com cerca de 29 milhões de exemplares vendidos em 2009, atrás somente das livrarias e lojas virtuais. Para você ter uma ideia, as vendas diretas de livros totalizaram 682 milhões de reais em 2008, com destaque para os livros religiosos, que representam 45% do faturamento. As livrarias tradicionais perdem também para os vendedores autônomos, quando o assunto é dicionários e enciclopédias, que têm nada menos que 55% de suas vendas efetuadas de porta em porta.
As vendas diretas vêm crescendo em ritmo acelerado no Brasil - somente no primeiro semestre de 2009, o faturamento gerado pelo exército de mais de 2 milhões de vendedores autônomos em atividade no país, aumentou 18% em relação ao ano anterior, batendo a marca de 9 bilhões e meio de reais em vendas. E olha, você não imagina a variedade de produtos que são vendidos de porta em porta. Eles vão desde cosméticos, produtos de higiene pessoal, artigos para o lar, até crédito pessoal e livros.
Aliás, as vendas diretas de livros andam bem aquecidas: segundo dados da ABDL, associação que incentiva a difusão da leitura, o segmento de porta em porta já ocupa a terceira posição entre os maiores canais de venda de livros, com cerca de 29 milhões de exemplares vendidos em 2009, atrás somente das livrarias e lojas virtuais. Para você ter uma ideia, as vendas diretas de livros totalizaram 682 milhões de reais em 2008, com destaque para os livros religiosos, que representam 45% do faturamento. As livrarias tradicionais perdem também para os vendedores autônomos, quando o assunto é dicionários e enciclopédias, que têm nada menos que 55% de suas vendas efetuadas de porta em porta.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Carnaval, folia e bons negócios
Carnaval já foi sinônimo de samba, alegria e brincadeira. Hoje em dia ele foi tomado pelas marcas e parece um grande comercial, que começa na sexta-feira e só termina na 4a feira de cinzas. Isso acontece porque existe uma tendência importante em comunicação. Antes, eram os consumidores que procuravam as marcas. Até porque havia poucas. Hoje, são elas que precisam ir aonde o povo está. E de preferência, ao invés de simplesmente vender seu peixe, essas marcas devem proporcionar conveniência, serviços e entretenimento.
É por isso que as verbas de patrocínios nos carnavais brasileiros são para folião nenhum botar defeito. O carnaval de Salvador, por exemplo, esse ano bateu recorde, com uma arrecadação de cerca de 15 milhões de reais, pagos por bancos, fabricantes de produtos eletrônicos e cervejarias. Aliás, para as cervejarias o Carnaval é fundamental. Não é a toa que elas disputam espaço, brigam para trazer celebridades para os seus camarotes e investem até no patrocínio de enredos, como vai acontecer este ano no Rio de Janeiro com a Brahma e a Grande Rio. Outro enredo patrocinado no Rio é o da Portela, que vai falar sobre computadores sob os auspícios da Positivo.
Curiosamente, São Paulo, que lidera disparado o ranking do estado que concentra mais investimentos de marketing das empresas, quando chega o carnaval, fica para trás. Apesar dos investimentos das marcas no Carnaval de São Paulo estarem crescendo, esse total ainda é proporcionalmente menor que o de outras cidades, como Rio, Salvador e Olinda. Eu conversei com o vice-presidente da Liga das Escolas de Samba do Estado de São Paulo e ele se mostrou bem contrariado com o que considera um baixo investimento das empresas no carnaval de SP.
Mas nem só de desfiles, blocos e trios eletricos vivem as empresas que ganham com o Carnaval. O turismo também aumenta muito. Empresas aéreas, hotéis e até navios ficam lotados nesta época do ano, não só pelos que vão em busca de festa como também, como é o meu caso, pelos que fogem dela. De acordo com a Associação Comercial do Rio de Janeiro, em média, cada turista deixará nos cofres da Cidade Maravilhosa durante o carnaval US$ 500 por dia entre hospedagem, compras e lazer. A previsão é que chegarão ao Rio apenas para o carnaval 680 mil visitantes, entre brasileiros de outras cidades e estrangeiros.
Enfim, como você pode ver, Carnaval não é só tempo de samba. Também é tempo de bons negócios.
É por isso que as verbas de patrocínios nos carnavais brasileiros são para folião nenhum botar defeito. O carnaval de Salvador, por exemplo, esse ano bateu recorde, com uma arrecadação de cerca de 15 milhões de reais, pagos por bancos, fabricantes de produtos eletrônicos e cervejarias. Aliás, para as cervejarias o Carnaval é fundamental. Não é a toa que elas disputam espaço, brigam para trazer celebridades para os seus camarotes e investem até no patrocínio de enredos, como vai acontecer este ano no Rio de Janeiro com a Brahma e a Grande Rio. Outro enredo patrocinado no Rio é o da Portela, que vai falar sobre computadores sob os auspícios da Positivo.
Curiosamente, São Paulo, que lidera disparado o ranking do estado que concentra mais investimentos de marketing das empresas, quando chega o carnaval, fica para trás. Apesar dos investimentos das marcas no Carnaval de São Paulo estarem crescendo, esse total ainda é proporcionalmente menor que o de outras cidades, como Rio, Salvador e Olinda. Eu conversei com o vice-presidente da Liga das Escolas de Samba do Estado de São Paulo e ele se mostrou bem contrariado com o que considera um baixo investimento das empresas no carnaval de SP.
Mas nem só de desfiles, blocos e trios eletricos vivem as empresas que ganham com o Carnaval. O turismo também aumenta muito. Empresas aéreas, hotéis e até navios ficam lotados nesta época do ano, não só pelos que vão em busca de festa como também, como é o meu caso, pelos que fogem dela. De acordo com a Associação Comercial do Rio de Janeiro, em média, cada turista deixará nos cofres da Cidade Maravilhosa durante o carnaval US$ 500 por dia entre hospedagem, compras e lazer. A previsão é que chegarão ao Rio apenas para o carnaval 680 mil visitantes, entre brasileiros de outras cidades e estrangeiros.
Enfim, como você pode ver, Carnaval não é só tempo de samba. Também é tempo de bons negócios.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Mercado da beleza avança no Brasil
Apesar da crise financeira global, a indústria da beleza continuou crescendo no ano passado nos 4 cantos do planeta. No Brasil, onde as turbulências se mostraram bem mais amenas, o cenário não foi diferente.
Dados da Associação Brasileira da Industria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos mostram que o setor faturou em 2009 12% mais que no ano anterior, já descontada a inflação. Para 2010 a previsão é de mais crescimento.
Assim como aconteceu em outros segmentos, foi o mercado interno que sustentou o consumo, com destaque para os produtos de higiene pessoal. Para você ter uma idéia, só a categoria de sabonetes faturou mais 27% em 2009, na comparação com 2008, com a ajuda essencial dos sabonetes liquidos, que começam a ser mais adotados pelos brasileiros. Já os cremes dentais apresentaram um aumento de quase 9% no volume vendido.
Mas os cosméticos, também fizeram bonito, vendendo mais 3% em volume em relação a 2008. Puxaram esse numero para cima as maquiagens, que cresceram 22% em volume e os esmaltes, cujas vendas subiram 15,6%.
No total, 58% das vendas do setor de beleza e cuidados pessoais são produzidas por produtos de higiene pessoal, 27% por cosméticos e 15% pelos perfumes, cujo volume de vendas subiu 3,5% em 2009 . Aliás, uma curiosidade – nada menos que 71% dos perfumes no Brasil são comprados na mão de consultoras, que fazem vendas diretas.
Dados da Associação Brasileira da Industria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos mostram que o setor faturou em 2009 12% mais que no ano anterior, já descontada a inflação. Para 2010 a previsão é de mais crescimento.
Assim como aconteceu em outros segmentos, foi o mercado interno que sustentou o consumo, com destaque para os produtos de higiene pessoal. Para você ter uma idéia, só a categoria de sabonetes faturou mais 27% em 2009, na comparação com 2008, com a ajuda essencial dos sabonetes liquidos, que começam a ser mais adotados pelos brasileiros. Já os cremes dentais apresentaram um aumento de quase 9% no volume vendido.
Mas os cosméticos, também fizeram bonito, vendendo mais 3% em volume em relação a 2008. Puxaram esse numero para cima as maquiagens, que cresceram 22% em volume e os esmaltes, cujas vendas subiram 15,6%.
No total, 58% das vendas do setor de beleza e cuidados pessoais são produzidas por produtos de higiene pessoal, 27% por cosméticos e 15% pelos perfumes, cujo volume de vendas subiu 3,5% em 2009 . Aliás, uma curiosidade – nada menos que 71% dos perfumes no Brasil são comprados na mão de consultoras, que fazem vendas diretas.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Somos mais de 66 milhões de internautas. Mas a propaganda online fica com apenas 2,8% das verbas
O total de internautas no Brasil já passa de 66 milhoes de pessoas. Isso significa que cerca de 1/3 da população tem hoje acesso a web em casa, no trabalho ou em locais públicos. Se considerarmos apenas os habitantes das grandes metrópoles, o percentual de acesso sobe para 54%. Uma novidade é o crescimento da conexão via celular, que já foi adotada por 14% dos internautas da classe A.
Nosso tempo de navegação também continua alto – cada brasileiro passa em média 44 horas todos os meses na frente do computador, bem mais que as 40 horas gastas pelos americanos, as 37 horas dos britânicos e as 31 horas que japoneses passam na internet.
Esses dados foram divulgados ontem, em São Paulo, pelo Ibope Nielsen Online, que avaliou também os investimentos das empresas nacionais em publicidade na web. Pois bem, em 2009 esses gastos cresceram 14% na comparação com 2008, puxados principalmente pelo mercado financeiro. Ainda assim, a propaganda online representa somente 2,8% do investimento total dos nossos anunciantes.
Também merece destaque a audiência dos sites de vídeos, amadores e profissionais, que atraíram em dezembro a atenção de quase 25 milhões de brasileiros. Isso representa algo em torno de 13% da nossa população, percentual bem inferior ao registrado em países como Venezuela, onde 39% dos habitantes entram em sites de vídeo mensalmente.
Nosso tempo de navegação também continua alto – cada brasileiro passa em média 44 horas todos os meses na frente do computador, bem mais que as 40 horas gastas pelos americanos, as 37 horas dos britânicos e as 31 horas que japoneses passam na internet.
Esses dados foram divulgados ontem, em São Paulo, pelo Ibope Nielsen Online, que avaliou também os investimentos das empresas nacionais em publicidade na web. Pois bem, em 2009 esses gastos cresceram 14% na comparação com 2008, puxados principalmente pelo mercado financeiro. Ainda assim, a propaganda online representa somente 2,8% do investimento total dos nossos anunciantes.
Também merece destaque a audiência dos sites de vídeos, amadores e profissionais, que atraíram em dezembro a atenção de quase 25 milhões de brasileiros. Isso representa algo em torno de 13% da nossa população, percentual bem inferior ao registrado em países como Venezuela, onde 39% dos habitantes entram em sites de vídeo mensalmente.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Vendas de ovos de Páscoa deve subir 40% esse ano
O ano mal começou e as empresas já contratam funcionários temporários para atender a demanda da Páscoa. É isso mesmo: no total, serão 18 mil novos postos de trabalho. Tudo para dar conta do aumento nas vendas de ovos, que deve ficar na casa dos 40% em relação a 2009, segundo previsão dos fabricantes.
De fato, brasileiros amam a Páscoa. Segundo a Abicab, associação dos produtores de chocolate, só no ano passado foram fabricados 113 milhões de ovos de chocolate, o que coloca o Brasil como segundo maior produtor do mundo, atrás apenas da Inglaterra.
Pesquisa realizada pela revista Supermercado Moderno mostrou que 69% dos brasileiros levam mais de duas unidades para casa e que os ovos com personagens infantis, brinquedos ou surpresas, apesar de mais caros, já têm a preferência de 30% dos consumidores. Os tamanhos mais vendidos no Brasil são os menores, entre 220 e 270g.
A pesquisa confirma ainda que o brasileiro deixa tudo mesmo para a última hora. Nada menos que 77% dos entrevistados pela Supermercado Moderno disseram que preferem ir às compras na semana anterior à Páscoa. E a maioria dessas pessoas acaba deixando para comprar seus ovos nos três últimos dias antes da data.
A vontade de comer chocolate, porém, começa bem antes, quando a gente vê aquelas florestas de ovos de Páscoa nos supermercados e lojas especializadas. Com tanto apelo, fica difícil resistir.
De fato, brasileiros amam a Páscoa. Segundo a Abicab, associação dos produtores de chocolate, só no ano passado foram fabricados 113 milhões de ovos de chocolate, o que coloca o Brasil como segundo maior produtor do mundo, atrás apenas da Inglaterra.
Pesquisa realizada pela revista Supermercado Moderno mostrou que 69% dos brasileiros levam mais de duas unidades para casa e que os ovos com personagens infantis, brinquedos ou surpresas, apesar de mais caros, já têm a preferência de 30% dos consumidores. Os tamanhos mais vendidos no Brasil são os menores, entre 220 e 270g.
A pesquisa confirma ainda que o brasileiro deixa tudo mesmo para a última hora. Nada menos que 77% dos entrevistados pela Supermercado Moderno disseram que preferem ir às compras na semana anterior à Páscoa. E a maioria dessas pessoas acaba deixando para comprar seus ovos nos três últimos dias antes da data.
A vontade de comer chocolate, porém, começa bem antes, quando a gente vê aquelas florestas de ovos de Páscoa nos supermercados e lojas especializadas. Com tanto apelo, fica difícil resistir.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Famílias com adolescentes gastam mais do que ganham no Brasil
Pesquisa da empresa especializada Kantar Worldpanel confirmou aquilo que todo pai sabe muito bem – famílias brasileiras com jovens entre 12 e 19 anos gastam em média 5% mais do que ganham todos os meses, em função dos gastos da garotada. Nas classes A e B o percentual sobe para 8%.
A maior parte desses gastos acontece em função da vaidade: 23% das despesas são com roupas. Depois vêm pagamentos com educação, que representam 19%, transporte, 12% e alimentação fora de casa, outros 12%. Aliás, para os jovens, comer fora de casa é sinônimo de comer mal. O estudo mostrou que 56% costumam se alimentar a base de salgados, lanches e sanduíches. E 52% compram balas, sorvetes, biscoitos, pipoca e outras guloseimas do tipo.
Contas de telefone e internet também pesam - as famílias que tem jovens em casa gastam 9% mais com esses itens do que as outras. Tem mais - esses jovens gastam em média 308 reais por ano com lazer. Deste total, 27% são para a compra ou aluguel de CDs, DVDs e videogames. As idas ao cinema consomem 19% dos gastos, as baladas e shows ficam com 11% e os parques temáticos 8%.
Em resumo, os 16 milhoes e 200 mil lares brasileiros que contam com a presença de adolescentes possuem em media renda 6% superior à das famílias sem jovens. Por outro lado, gastam mais 19%. Ruim para a economia domestica, mas bem atrativo para as marcas que vendem produtos e serviços para essa garotada.
A maior parte desses gastos acontece em função da vaidade: 23% das despesas são com roupas. Depois vêm pagamentos com educação, que representam 19%, transporte, 12% e alimentação fora de casa, outros 12%. Aliás, para os jovens, comer fora de casa é sinônimo de comer mal. O estudo mostrou que 56% costumam se alimentar a base de salgados, lanches e sanduíches. E 52% compram balas, sorvetes, biscoitos, pipoca e outras guloseimas do tipo.
Contas de telefone e internet também pesam - as famílias que tem jovens em casa gastam 9% mais com esses itens do que as outras. Tem mais - esses jovens gastam em média 308 reais por ano com lazer. Deste total, 27% são para a compra ou aluguel de CDs, DVDs e videogames. As idas ao cinema consomem 19% dos gastos, as baladas e shows ficam com 11% e os parques temáticos 8%.
Em resumo, os 16 milhoes e 200 mil lares brasileiros que contam com a presença de adolescentes possuem em media renda 6% superior à das famílias sem jovens. Por outro lado, gastam mais 19%. Ruim para a economia domestica, mas bem atrativo para as marcas que vendem produtos e serviços para essa garotada.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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