quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pesquisa mostra no que confiam os brasileiros

Como costuma fazer todos os anos, a revista Seleções, com a ajuda do Ibope Inteligência, perguntou aos seus leitores em todo o país em quais marcas eles confiam mais. Foram investigadas 46 categorias de produto.

Apenas 3 marcas obtiveram mais de 60% dos votos em seu segmento - Omo, Kibon e Visa. Numa demonstração de como é dura a briga por mercado atualmente, em 28 categorias as líderes não passaram de 40% dos votos e a diferença para as rivais foi bem pequena. Outra conclusão interessante da pesquisa diz respeito à força das marcas regionais. Quando o líder nacional bobeia, as marcas locais ganham terreno, impulsionadas pelo bairrismo, familiaridade e adaptação ao gosto da região.

A pesquisa avaliou também as instituições brasileiras. As 10 mais confiáveis, pela ordem, são, os Correios, o Real, as Forças Armadas, o Casamento, os Jornais, as Rádios, a Igreja, as Empresas Multinacionais, as Revistas e a Televisão. Por outro lado, as 3 instituições menos confiáveis são os Transportes Públicos, o Governo e as Escolas Públicas. No terreno das profissões, 97% confiam nos bombeiros, mas apenas 2% confiam nos políticos. Também estão mal avaliados os corretores imobiliários, os advogados e os policiais. Para terminar, como era de se esperar, 98% confiam em Deus. Mas apenas 32% confiam nos vizinhos, veja só.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Estudo do Ibope aponta queda na atividade comercial dos shoppings em junho - mas leia com cuidado

Pesquisa divulgada hoje pelo Ibope aponta uma queda na atividade comercial dos shoppings em 3 mercados – Rio, sao Paulo e Belo Horizonte. De acordo com Antonio Carlos Ruótolo, diretor de planejamento e atendimento da divisão de geonegócios do Ibope, com quem conversei, o movimento teria caído 2% em relação a junho do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o índice seria praticamente o mesmo de 2008, quando as vendas dos shoppings brasileiros foram bem fortes. A maior vartiacao negativa, de 5%, teria acontecido em BH. Em SP a retração teria sido de 2,5% e no Rio de - 1%.

Vale esclarecer que esse índice não se refere a vendas, mas sim ao fluxo de clientes nos shoppings. Apesar do Ibope garantir que os dados são coerentes com os resultados da PMC do Ibope, os números divulgados pelos shoppings apontam um desempenho melhor. Vale dizer que em maio o Ibope tambem anunciou queda de 2 pontos percentuais na atividade comercial dos shoppings e o IBGE, ao contrário, mostrou crescimento no volume de vendas do varejo de 4%.

Em resumo, o MercadoFlux, do Ibope, deve ser lido com cuidado, porque mede com precisão o fluxo de clientes e não as vendas das lojas. E, no mundo dos shoppings, nem sempre menos tráfego significa menos transações.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

IBGE confirma - consumo das famílias brasileiras continua em alta

O varejo brasileiro continua dando uma banana para a crise, empurrado pelo desejo dos consumidores de continuar comprando. A mais recente edição da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada ontem pelo IBGE, mostra que as vendas subiram em maio 0,8% em relação a abril. Isso pode parecer pouco, afinal, em maio há o Dia das Mães e é natural que as vendas sejam mais altas. Mas na comparação com maio de 2008 o crescimento chegou a 4%. O acumulado dos primeiros 5 meses do ano mostra aumento no volume de vendas da ordem de 4,4%.

Mais uma vez, quem puxou esse percentual para cima foram os supermercados, que venderam quase 7% mais que no ano passado. Também fizeram bonito as lojas de departamentos, óticas, joalherias, lojas de materiais esportivos e brinquedos, farmácias, drogarias e as de cosméticos.

Por outro lado, o comércio de roupas e calçados continua em trajetória descendente. De janeiro para cá a retração no volume já passou de 6%. Nao ajuda nada a elevação dos preços praticada por este setores - enquanto a inflação nesse começo de ano anda na casa dos 5%, os aumentos de roupas e calçados ficaram acima dos 7%. Surpresa mesmo foi a queda de 6,3% nas vendas de eletrodomésticos e móveis, apesar da redução de IPI promovida pelo governo.

Enfim, contrariando os pessimistas de plantão, o consumo das famílias continua em alta e as previsões para o 2o semestre são ainda melhores.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Como calcular o valor da marca com base nos comentários postados na web

O consultor Frederick Reichheld, um dos gurus em lealdade do consumidor, desenvolveu há alguns anos o Net Promoter Score, um índice muito simples para medir a força de uma marca. Em linhas gerais, para saber o score de uma marca bastaria calcular a relação entre os que a recomendam e os que não a recomendam para os amigos. Esse conceito está sendo revisitado por algumas empresas que enxergam nas redes sociais, que não param de crescer na internet, uma oportunidade de produzir uma variação do Net Promoter Score. Para isso, elas usariam os comentários postados pelas pessoas em comunidades do Orkut ou em sites como o Twitter.

Artigo publicado hoje pela Advertising Age mostra que uma dessas empresas, a Razorfish, já está inclusive divulgando resultados obtidos a partir da análise das conversas das pessoas na Internet sobre produtos e empresas. Assim como na formula do Reichheld, na versão da Razorfish os comentários positivos sobre uma marca são subtraídos dos comentários negativos e comparados com o sentimento geral sobre o mercado em estudo.

Outras empresas, tanto lá fora como também aqui no Brasil, estão desenvolvendo métricas baseadas nas redes sociais, numa clara demonstração de que as marcas estão cada vez mais preocupadas em saber o que os consumidores falam sobre elas no território livre da internet.

Número de marcas preferidas pelos supermercados cresce mais que o espaço nas gôndolas

Normalmente as pesquisas procuram identificar quais as marcas preferidas dos consumidores quando vão a um supermercado. Mas a revista Supermercado Moderno, que é voltada justamente para os executivos que trabalham em super e hipermercados, todos os anos faz o inverso – mede a popularidade das marcas junto aos varejistas.

Isso é importante, porque o varejo naturalmente dá preferência para essas marcas em detrimento de outras. Nao custa nada lembrar que o espaço nos supermercados é limitado e o numero de marcas e produtos nao para de crescer. Prova disso é que o numero de marcas citadas pelos executivos das redes de auto serviço aumentou 13,5% em 2008, na comparação com 2009. E o espaço de vendas das lojas no mesmo período cresceu apenas 2,6%. Isso significa que nao ter a simpatia do supermercadista pode ser bem complicado para um fabricante.

Os fatores que fazem de uma marca a preferida dos supermercados são o resultado de venda, e também o investimento dessas marcas em propaganda, a qualidade do relacionamento do fabricante com a rede de supermercado, o investimento dessas marcas em promoções no PDV.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mais dados sobre as iniciativas da Anvisa para regular farmácias e drogarias

Hoje no Blue Bus publiquei uma nota sobre as iniciativas da Anvisa para regular a comunicacão de medicamentos sem prescrição médica - leia aqui. Faltou dizer que essa resoluçao também proíbe a distribuição de brindes e amostras grátis aos prescritores dos medicamentos e também aos vendedores, para "proteger" os médicos das investidas dos laboratórios e inibir a prática, bastante disseminada no Brasil, de oferecer incentivos aos vendedores para que eles recomendem determinados produtos aos consumidores nas farmácias e drogarias. A resoluçao já está em vigor desde o dia 16 de junho, mas diversas liminares desobrigam parte da indústria de cumprir por ora essas determinações.

Outra iniciativa polêmica da ANVISA, que ainda está no plano da Consulta Pública, pretende fazer com que todos os medicamentos isentos de prescrição médica passem a ser vendidos atrás do balcão, para evitar que consumidores peguem livremente nas gôndolas os antigripais, antiácidos e analgésicos que quiserem. Nesse caso a idéia é reduzir a automedicação. Os que combatem essa medida dizem que ela além de nao coibir a automedicação, pode estimular a prática de oferecer incentivos aos balconistas. A Consulta Pública, se virar resolução, estabelecerá ainda a proibição da venda de produtos que nao sejam relacionados com saúde, cosmética e higiene pessoal. Ou seja, as farmácias e drogarias nao poderiam mais vender biscoitos, iogurtes, refrigerantes e outras coisas do gênero.

Esse é mais um capítulo da briga envolvendo as agências reguladoras do governo, indústria, varejo e o mundo da propaganda. E que ainda promete dar muito o que falar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pesquisa mostra que dispersão de preços em farmácias e drogarias chega a 67%

Esta semana começa em SP, a 19a edição da Expo Farmácia, evento voltado para o segmento de farmácias e drogarias, setor, aliás, que ignorou solenemente a crise. Levantamento da Fecomercio aponta que em abril, por exemplo, o faturamento foi mais de 10% superior ao do mesmo mês de 2008.

Porém, nem tudo são flores no mundo das farmácias. Um levantamento feito pela empresa de consultoria Shopping Brasil mostrou que é alarmante a dispersão de preços entre as diferentes redes de drogarias. Vale esclarecer que dispersão de preço é a diferença entre os preços praticados por diferentes lojas para o mesmíssimo produto.

Para você ter uma idéia, depois de pesquisar os preços de produtos vendidos sem prescrição médica em mais de 50 redes, a Shopping Brasil descobriu uma diferença de 59% entre o maior e o menor preço da vitamina C Cebion. Na Coristina D a diferença foi de 66%. O antigripal Resfenol esta sendo vendido por preços ate 67% diferentes. Isso para citar apenas os exemplos mais gritantes.

De um lado, esse resultado mostra que o consumidor tem sim que pesquisar bastante. Mas também dá a dimensão de como as políticas de preços do varejo brasileiro são construídas com bem pouca técnica. O mark up, que é o termo técnico usado para definir a quantia que o varejo coloca em cima do preço do produto para cobrir as despesas operacionais e a margem de lucro, está variando muito mais do que o normal. O perigo é gerar uma desconfiança permanente no consumidor, que tem todo o direito de acreditar que alguns preços são exagerados e se viciar em ofertas.

Supermercados online brasileiros ainda falham na logística

As vendas pela internet continuam crescendo no Brasil. Porém, além de vencer as resistências dos consumidores com relação à seguranca nas transações, especialmente as fraudes com o cartão de crédito, as empresas que quiserem aumentar o faturamento online precisam caprichar bem mais na logística. Prova disso foi o resultado do estudo divulgado na semana passada pela Associação PRO TESTE, que avaliou o serviço de compras virtuais de 15 supermercados, em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis. O levantamento mostrou que as entregas das compras feitas pela internet costumam demorar. Mas isso não foi o pior. Alimentos congelados, como frango, por exemplo, chegaram nas casas dos pesquisadores completamente descongelados. Além disso, verduras e legumes de alguns supermercados foram entregues mofados ou queimados.

Outro cuidado que o consumidor deve ter é com os preços – a PRO TESTE verificou que a diferença entre redes de uma mesma cidade pode chegar a 17%. O mesmo se aplica às taxas de entrega, que variaram de R$ 2 a R$ 14, dependendo do supermercado.

Muitos consumidores, sem tempo para gastar nos supermercados, bem que gostariam de aderir às compras virtuais, se elas fossem pelo menos um pouco mais confiáveis nos prazos de entrega, na qualidade dos produtos e nos preços que cobram pelos servicos.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Compra pelo celular - você ainda vai fazer uma

Estudo divulgado no mês passado pela Harris Interactive garante que os americanos vão aos poucos se acostumando com as compras por meio do celular. Foram entrevistados 2.029 adultos, sendo que 93% deles têm celular. Quase a metade dos respondentes acha que fazer compras via celular é seguro. Outros 25% acreditam ser completamente seguro. Mais importante - nada menos que 46% deles estão dispostos a fazer compras pelo celular.

O fato de que hoje a maior adesão ao comércio via celular é de jovens do sexo masculino, acaba influenciando o tipo de produtos que os entrevistados disseram estar dispostos a comprar. Entretenimento tem propensão a emergir como categoria chave nesse canal, já que os entrevistados afirmaram estarem interessados na compra de ingressos de cinema, música, vídeo e jogos através do celular.

A tendência, porem, é que aos poucos mais consumidores se habituem a fazer do seu telefone um canal de compras. Quem trabalha com varejo deve ficar de olho nessa poderosa tendência.

Indústria mostra sinais de recuperação aqui e lá fora

O IBGE informou que a produção da indústria brasileira voltou a crescer em maio. O aumento de 1,3% na comparação com abril marcou a 5a alta mensal consecutiva do setor. Em relação a maio de 2008, porém, houve recuo de 11,3%. Ou seja, vamos aos pouquinhos retomando o rumo, mas ainda em ritmo bem mais lento que o de antes de setembro passado.

O Financial Times de hoje conta que algo parecido começa a acontecer em outras partes do mundo. Com estoques próximos de zero, as indústrias voltam a produzir para atender a demanda do mercado. Não há garantias de que esse ciclo de prosperidade seja duradouro - a capacidade de consumo, especialmente entre europeus, ainda não foi restaurada. Mas só o fato de profecias apocalípticas serem trocadas por manchetes esperançosas já é motivo de comemoração.