quarta-feira, 29 de abril de 2009
Brasileiros reduzem gastos, mas seguem otimistas com o futuro
Entre os brasileiros, o percentual dos que deixaram de comprar os mesmos produtos foi de 45% – o que indica que nosso país segue a tendência mundial na escolha do que priorizar, porém com uma menor parcela da população fazendo cortes. Tem mais - 37% disseram ter reduzido gasto com telefonia celular, único item em que a redução de gastos dos nossos consumidores foi acima da média mundial (32%).
Apesar da redução de despesas, nossa população segue otimista - 46% acreditam que a situação do país permanecerá como está, 35% acreditam que irá melhorar e somente 14% acreditam que vai piorar. Para efeito de comparação, nos 25 países pesquisados 49% acreditam que a situação econômica do seu país vai se deteriorar nos próximos três meses. Quem puxa esse número para cima são os países ricos e desenvolvidos, que desde a primeira edição da pesquisa se mostraram os mais pessimistas. Numa demonstração do nosso otimismo inabalável, o Brasil é ainda o país com maior percentual de pessoas que acreditam na melhora da própria renda nos próximos três meses (61%).
terça-feira, 28 de abril de 2009
Vendas pela Internet podem crescer até 20%, prevê e-bit
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Shoppings prosperam na Venezuela de Chávez

Na semana passada a Câmara Venezuelana de Centros Comerciais e Comerciantes reuniu em Caracas, na Quinta La Esmeralda, cerca de 300 pessoas em sua convenção. Como não podia deixar de ser, a crise financeira global foi um tema constante no encontro. Mas a Venezuela tem problemas bem particulares, distintos daqueles que afligem brasileiros, americanos e europeus. Para dar uma idéia, o varejo de lá conseguiu crescer suas receitas em 20% no ano passado. Porém a inflação, que bateu a casa dos 31% em 2008, corroeu todo o lucro dos comerciantes. A queda do preço do petróleo é outro fator de preocupação dos economistas e empresários daquele país.
Por outro lado, as oportunidades também são inúmeras. Pesquisas mostram que 90% dos venezuelanos tem o hábito de visitar shopping centers. Entretanto, cerca de 80% da população pertence aos extratos econômicos médios e baixos. Por isso, não surpreende que os freqüentadores usem os centros comerciais principalmente para passeio e serviços - apenas 27% dos freqüentadores vão aos shoppings com o objetivo declarado de fazer compras. Mesmo assim, 48% dos gastos dos consumidores são feitos em shoppings na Venezuela. Para efeito de comparação, vale dizer que no Brasil esse percentual não chega a 20%.
O povo venezuelano, assim como o brasileiro, é bem consumista e vaidoso. Apenas no maior shopping de Caracas existem nada menos do que 22 salões de beleza. As intervenções cirúrgicas com finalidade estética, especialmente os implantes de silicone nos seios, são o sonho de consumo das meninas neste país, onde muitas encaram a chance de ganhar um concurso de miss da mesma maneira como alguns garotos brasileiros correm atrás da bola – na esperança de alcançar a independência financeira. Outro fenômeno local são os celulares. Existem 24 milhões de celulares para 27 milhões de habitantes. Até motoristas de taxi usam smartphones, aqueles aparelhos que permitem acessar internet, mandar e receber emails.
Fazer negócios na Venezuela tem lá suas peculiaridades. Os empreendedores de shoppings tem que construir escolas e pontes e doá-las ao Estado como uma espécie de contrapartida social. Mesmo assim, eles podem ser surpreendidos, como aconteceu no final do ano passado, quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em seu programa de televisão, anunciou a interrupção da construção de um shopping no centro de Caracas, o Sambil La Candelária (foto), por julgar que ele atrapalharia o trânsito já congestionado do local e incentivaria o consumismo do povo. O problema é que o shopping estava quase pronto e das suas 250 lojas, cerca de 130 já haviam sido vendidas. Enquanto tenta convencer o presidente a mudar de idéia, o Grupo Sambil segue tocando as obras, sem saber se o prédio será expropriado para tornar-se um hospital, como gostaria Hugo Chávez.
Tem mais blogueiro do que bombeiro nos Estados Unidos
Alguns desses blogueiros trabalham para empresas cuidando dos blogs corporativos. Outros são pagos para avaliar produtos e serviços. Há ainda aqueles que possuem o seu próprio blog e vivem da publicidade veiculada nele. Estima-se que um blogueiro que tenha 100 mil visitantes únicos mensais em seu blog possa tirar mais de 10 mil reais por mês. A soma daqueles que tem sua única fonte de receita nos blogs com os que faturam algum trocado com esse tipo de trabalho, representa cerca de 1% da população adulta americana.
Esse volume todo de informação gerado pelos blogs contrasta com o declínio de outra profissão importante, a dos jornalistas. Somente em Washington, capital americana, a quantidade de jornalistas em veículos locais caiu 80% nos últimos anos. Por isso mesmo é cada vez mais importante saber o que andam falando sobre você e a sua marca nos blogs da vida.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Vendas no varejo continuam em alta apesar das notícias de crise
Enquanto muitos economistas fazem previsões sombrias para o futuro do país, o varejo vai levando a sua vidinha, sem maiores percalços. Ontem, o IBGE divulgou os resultados da sua Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), referente a fevereiro deste ano. Assim como já havia acontecido em janeiro, o volume de vendas subiu 3,8% na comparação com fevereiro de 2008. Somando os dois primeiros meses do ano, o crescimento chega a quase 5%.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Empresários vão promover evento para divulgar agenda anti-crise
Eu soube hoje que um grupo de empresários importantes da indústria, varejo e atacado vai promover na 4a feira da semana que vem, em São Paulo, um encontro para tentar neutralizar as más notícias com uma agenda positiva bem ampla, que compreende desde a divulgação de dados positivos sobre a economia até a proposta de um plano de ação para estimular o crescimento do mercado e a produtividade. A ideia, em resumo, é enviar uma poderosa mensagem anti-crise para todos os brasileiros e passar uma injeção de ânimo para o mercado. A iniciativa é da Associação ECR Brasil e vai reunir gente como Cláudio Galeazzi, presidente do Grupo Pão de Açúcar, Júlio Campos, vice-presidente da Unilever e Vanderlei Greggio, diretor Comercial da Kraft Foods, entre outros.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Uma árvore para cada ingresso vendido
Para promover seu documentário “Earth”, a Disney vai plantar uma árvore no Brasil para cada ingresso vendido nas primeiras semanas de exibição. O filme conta a história da mudança climática no planeta através das experiências de três animais: um urso polar, um elefante africano e uma baleia. O documentário chega aos cinemas no Dia da Terra (Earth Day), comemorado no dia 22 de abril.
Brasileiros de Classe C não são todos iguais
Os consumidores da Classe C tem atraído as atenções de empresas, agencias de publicidade e institutos de pesquisa. Não é para menos. Estudos recentes, divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, mostram que esse extrato social já representa 54% da população brasileira. Foram exatamente essas pessoas que mais impulsionaram o comércio no país nos últimos anos, quando deram vazão ao desejo reprimido de equipar suas casas, investir na educação dos filhos e cuidar melhor da aparência. Por isso mesmo, os profissionais de marketing andam tão preocupados em medir o tamanho do estrago que os efeitos da crise financeira global podem ter causado na motivação de compra de toda essa gente. Uma das iniciativas mais recentes nesse sentido foi patrocinada pela agência de publicidade Nova S/B, que encarregou o Ibope Inteligência de investigar 4.500 brasileiros pertencentes à Classe C de 11 mercados nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. O resultado confirmou uma verdade que muitos teimam em esquecer – os consumidores não são todos iguais.Da pesquisa feita pelo Ibope Inteligência emergiram 3 perfis de clientes. Em um extremo ficam os ‘consumistas’, que gastam por prazer e compram por impulso, e representam 40% da amostra. No outro, localizam-se os ‘retraídos’, para quem o preço possui maior importância e são movidos mais pela necessidade do que pelo desejo. Eles somam 24% dos entrevistados. Entre esses dois segmentos posicionam-se os ‘planejadores’, consumidores moderados e criteriosos, que não abrem mão do prazer, porém estudam cuidadosamente como alcançá-lo sem prejudicar o orçamento. São 36% do total.
Para conferir se aquilo que as pessoas disseram na pesquisa era mesmo verdade, o Ibope recrutou um painel de 31 consumidores de Classe C, moradores de São Paulo e Recife, e entregou a cada um R$ 100 por mês, durante três meses, para que gastassem da maneira como quisessem. Segundo Bob Vieira da Costa (foto), sócio-diretor da NovaS/B, o resultado mostrou que, de fato, a Classe C não poupa nem investe – ela consome. “De forma mais impulsiva e imediatista, como os ‘consumistas’, ou com um mínimo de previsão, como os ‘planejadores’, o estudo revelou com clareza um quadro claro de consumo reprimido nesta faixa social brasileira”, afirmou Vieira da Costa.
Fecomercio ajuda a explicar porque os juros são tão caros no país
Estudo divulgado hoje pela Fecomercio mostrou que as pessoas físicas pagaram nada menos que R$ 85.400 bilhões em spread no ano passado, quantia equivalente a duas vezes e meia o orçamento do Ministério da Saúde em 2008 ou 20% do volume de vendas do comércio brasileiro.
A composição do spread bancário para a pessoa física, ainda segundo a Fecomercio, é a seguinte:
- custos administrativos: 13%
- compulsório: 3%
- impostos: 20%
- taxa de risco: 37%
- lucro: 27%
A proposta da Fecomercio é de reduzir os custos administrativos para 7%, os impostos para 10%, a taxa de risco para 35% e o lucro para 20%. Apenas essas medidas seriam suficientes para economizar um volume de dinheiro equivalente a 5% de todo o faturamento varejista.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Pesquisa CNI sobre expectativas do consumidor mais confundem que explicam
Porém, numa demonstração de que entender o consumidor tupiniquim é mesmo tarefa complicada, a pesquisa revela que o brasileiro em geral anda preocupadíssimo com a inflação e com o desemprego. Mas, surpreendentemente, acha que sua renda pessoal não vai cair e que sua situação financeira não vai piorar. Para dar uma idéia, basta dizer que 67% dos mais de 2 mil entrevistados acham que a inflação vai subir. No que diz respeito ao desemprego, 70% acham que ele vai crescer. Em ambos os casos, os mais pessimistas são pessoas de maior instrução e renda e as mulheres.
Por outro lado, 40% desses mesmos entrevistados acham que suas rendas pessoais vão melhorar e 47% pensam que vai continuar ganhando o mesmo em 2009. Tem mais – somente 20% acham que sua situação financeira vai piorar.
Como conseqüência desse cenário, 29% dos brasileiros pretendem aumentar a compra de bens de maior valor e 47% tem a intenção de manter essas aquisições no mesmo patamar de antes. Para terminar, vale dizer que somente 28% se mostraram dispostos a reduzir o nível de endividamento. Parece incoerente. E é. Entretanto, isso tudo ajuda a entender melhor porque nem sempre os dados econômicos são bons indicadores do desempenho do comercio no Brasil.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Está mais difícil comprar a prazo no Brasil
Nos últimos anos o crédito foi um aliado importantíssimo do varejo brasileiro. A nova classe média aproveitou as possibilidades de parcelamento para comprar produtos mais caros, como televisões, computadores, materiais de construção e até automóveis.No final do ano passado, porém, bancos e financeiras colocaram o pé no freio e endureceram as condições para concessão de crédito para boa parte dos clientes. Para se ter uma idéia, uma das maiores redes de eletro-eletrônicos do país reduziu o percentual de aprovação de propostas de financiamento de 72% no último trimestre de 2007 para apenas 35% no 4o trimestre de 2008, por medo da inadimplência.
Porém, outros obstáculos separam os brasileiros do crédito. Pesquisa realizada pela McCann Erickson mostrou que 91% dos consumidores de classe C reclamam da burocracia exigida pelos bancos e financeiras e 68% deles se queixam que essas instituições “pedem muita coisa”. Nas entrelinhas, emerge a sensação de que os donos do dinheiro não tratam seus clientes potenciais com o devido respeito. Aliás, 34% dos entrevistados disseram textualmente que já se sentiram desrespeitados pelos agentes financeiros formais. A verdade é que o distanciamento entre o sistema financeiro e os brasileiros da classe média não ajuda nem um pouco o comércio nestes tempos bicudos.
