A Abeccs, Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços, divulgou ontem o balanço do setor em 2008. Os resultados mostraram uma movimentação no ano 24% maior que a de 2009, chegando a 223 bilhões de reais. Considerando apenas os cartões de crédito, este ano foram emitidos mais de 25 milhões de plásticos, o que significa 22% mais que no ano passado. Esse aumento foi impulsionado pelo crescimento econômico, que possibilitou que muitos brasileiros de menor poder aquisitivo fizessem seus cartões e também em função da forte migração dos usuários de outros meios de pagamento, como os talões de cheque, para o meio eletrônico.
Outro fator importante foi o investimento do setor para ampliar a aceitação dos cartões pelos estabelecimentos comerciais. Para você ter uma idéia, o Brasil tem hoje 1 milhão e 300 mil pontos de venda cadastrados e se depender das empresas de cartões esse número deve aumentar ainda mais em 2009. Para facilitar a adesão de novos lojistas, hoje a instalação das máquinas de leitura de cartões pode ser feita até no mesmo dia, dependendo da localização da loja.
Para 2009, a Abecs prevê um ritmo menor de crescimento, mas ainda com taxas na casa dos dois dígitos, com aumentos de 15% a 20%. Por outro lado, também se espera no ano que vem uma ampliação das taxas de inadimplência, que chegaram a 8,4% em outubro deste ano.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Brasileiro está meio desconfiado em relação a 2009
Os estudos sobre o ânimo dos brasileiros diante da crise não param de sair do forno. O mais recente foi uma pesquisa realizada pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria, que revelou que 75% dos 2000 entrevistados em 141 municípios brasileiros estão cientes de que existe uma crise global. Surpreendente foi ver que 23% nunca tinham sequer ouvido falar em crise. O medo dos efeitos da crise é maior entre as pessoas com renda familiar acima de dez salários mínimos, ou seja, a elite brasileira, e entre as pessoas com curso superior. Vale dizer que os dados foram coletados antes das últimas medidas adotadas pelo governo para estimular o consumo, tais como redução do IPI para automóveis e mudanças nas alíquotas do imposto de renda.
Outra pesquisa, realizada pela Sensus para a Confederação Nacional do Transporte, mostrou que 63% dos entrevistados acham que a crise já chegou ao Brasil e 22% dizem que ainda não chegou, mas vai chegar. Só 12% estão otimistas e acreditam que nada vai acontecer. Ainda segundo o estudo da Sensus, nos últimos três meses o percentual de brasileiros que pensam que a inflação vai aumentar no primeiro semestre de 2009 aumentou de 55 para 67%. Tem mais – subiu de 40% para 63% o índice dos que acham que o desemprego também vai crescer. Ou seja, a população anda bem desconfiada em relação ao ano que está para chegar.
Outra pesquisa, realizada pela Sensus para a Confederação Nacional do Transporte, mostrou que 63% dos entrevistados acham que a crise já chegou ao Brasil e 22% dizem que ainda não chegou, mas vai chegar. Só 12% estão otimistas e acreditam que nada vai acontecer. Ainda segundo o estudo da Sensus, nos últimos três meses o percentual de brasileiros que pensam que a inflação vai aumentar no primeiro semestre de 2009 aumentou de 55 para 67%. Tem mais – subiu de 40% para 63% o índice dos que acham que o desemprego também vai crescer. Ou seja, a população anda bem desconfiada em relação ao ano que está para chegar.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Notícias da crise - 34 mil desempregados na indústria paulista apenas em novembro
Sinal de alerta - dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de SP) divulgados hoje revelam importante aumento na taxa de desemprego em São Paulo. O número de demissões chegou a 34 mil em novembro, pior índice desde 2003.
Novembro é tradicionalmente um mês em que o volume de demissões aumenta, em função das dispensas dos temporários contratados para a produção das encomendas de Natal e também por conta da entresafra da cana de açúcar. Mas a quantidade de desempregados na indústria este mês superou as expectativas, o que está sendo atribuído à crise econômica internacional.
Vale lembrar que o consumidor brasileiro, de acordo com várias pesquisas recentes sobre o assunto, tenderá a pisar no freio do consumo mais fortemente quando sentir que os efeitos da crise se aproximam do seu círculo de relacionamentos. Isso possívelmente está acontecendo agora com as famílias e amigos destas 34 mil pessoas.
Novembro é tradicionalmente um mês em que o volume de demissões aumenta, em função das dispensas dos temporários contratados para a produção das encomendas de Natal e também por conta da entresafra da cana de açúcar. Mas a quantidade de desempregados na indústria este mês superou as expectativas, o que está sendo atribuído à crise econômica internacional.
Vale lembrar que o consumidor brasileiro, de acordo com várias pesquisas recentes sobre o assunto, tenderá a pisar no freio do consumo mais fortemente quando sentir que os efeitos da crise se aproximam do seu círculo de relacionamentos. Isso possívelmente está acontecendo agora com as famílias e amigos destas 34 mil pessoas.
Mas será que vale a pena ser global?
Enquanto as fronteiras são derrubadas e o mundo torna-se uma grande aldeia global, conectada pela rede mundial de computadores, os habitantes do planeta se agrupam em tribos, onde valores locais são cada vez mais cultuados. Nesse cenário, marcas nacionais podem ser temíveis oponentes para as globais. Essa é a tese desenvolvida por Nigel Hollis, vice-presidente da empresa multinacional de pesquisa Millward Brown, em seu livro ‘The Global Brand’, ainda inédito no Brasil.Pesquisa feita pela Millward Brown mostrou que o nível de envolvimento com os consumidores diminui em função do número de países em que a marca atua. Isso acontece, segundo Hollis, em função do fortalecimento das identidades nacionais e regionais, o que garante às marcas locais vantagens consideráveis frente as que são obrigadas a manter um posicionamento simultaneamente relevante para distintos grupos sociais.
Para Hollis, o sucesso das marcas globais dependerá da sua capacidade de se integrar às culturas locais, adaptando seus produtos e comunicação aos gostos e orçamentos dos consumidores dos países onde atuam.
The Global Brand, Nigel Hollis, Palgrave Macmillan, 254 páginas. O livro pode ser comprado em inglês em algumas livrarias brasileiras, como a Cultura, por R$ 84,33.
O que falta para nossas marcas serem globais?
Do ranking das 50 marcas mais valiosas da América Latina, elaborado pela Interbrand, 15 são brasileiras, inclusive as que encabeçam a lista – Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Todas as três poderiam fazer parte da relação das 100 melhores marcas globais em função do seu valor, mas para serem globais elas teriam que ter mais de 1/3 de sua receita realizada fora do seu país de origem, o que não acontece com as nossas principais empresas.Afinal, em tempos de globalização, por que tão poucas marcas brasileiras arriscam a estratégia da internacionalização? Na semana passada conversei com Alejandro Pinedo, diretor geral da Interbrand no Brasil, em busca de resposta a essa pergunta. Saí da conversa ainda sem compreender direito as razões pelas quais outras marcas não seguem os passos da Sadia, Havaianas, Vale, Brahma e Natura, por exemplo.
Pinedo ressalta que, na América Latina, o México tem muito mais vocação internacional do que o Brasil, em conseqüência não apenas do impulso que o comércio com seu poderoso vizinho de cima oferece, como também do desenvolvimento econômico que os mexicanos experimentaram na década de 90. Aliás, com base na experiência acumulada pela Interbrand nos 20 anos em que elabora o ranking das marcas globais mais valiosas, Pinedo não tem dúvida em afirmar que existe uma estreita relação entre os avanços econômicos de um país e a expansão internacional de suas marcas. O que não deixa de ser um alento – se isso for mesmo verdade, aumentam as chances de assistirmos a uma invasão de marcas brasileiras nos mercados globais, depois desse ciclo de crescimento que vivemos nos últimos 5 anos.
Ainda as marcas globais
· Já era possível prever o tamanho da crise financeira internacional em maio desse ano, quando saiu o ranking das 100 marcas globais mais valiosas, elaborada pela Interbrand. Uma rápida olhada na lista mostra que todas as empresas de serviços financeiros apresentaram redução no valor de suas marcas em 2008. A Merril Lynch, por exemplo, que vinha crescendo ano após ano, se desvalorizou em 21%. Morgan Stanley perdeu 16% do valor e a AIG 6%. Ou seja, só foi surpreendido pelo tsunami financeiro quem não soube interpretar os números disponíveis no mercado.
· Na relação das 50 marcas mais valiosas da América Latina não entrou nenhuma da Argentina. O principal motivo é que poucas empresas publicam seus números por lá, o que impossibilita à Interbrand conferir a receita gerada pelas marcas argentinas.
· Um dos destaques no ranking global da Interbrand são as marcas de luxo. Em 2008, a Cartier aumentou seu valor em 10%, Prada e Chanel em 9%, Hermés e Rolex em 8%. O desempenho dessas marcas charmosas e inacessíveis para a maioria dos mortais tem sido turbinado exatamente por países emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China. Para você ter uma idéia, segundo pesquisa recente da Bain & Company, o mercado de luxo no ‘BRIC’ deve crescer 25% ao ano nos próximos 5 anos, apesar da crise.
· Na relação das 50 marcas mais valiosas da América Latina não entrou nenhuma da Argentina. O principal motivo é que poucas empresas publicam seus números por lá, o que impossibilita à Interbrand conferir a receita gerada pelas marcas argentinas.
· Um dos destaques no ranking global da Interbrand são as marcas de luxo. Em 2008, a Cartier aumentou seu valor em 10%, Prada e Chanel em 9%, Hermés e Rolex em 8%. O desempenho dessas marcas charmosas e inacessíveis para a maioria dos mortais tem sido turbinado exatamente por países emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China. Para você ter uma idéia, segundo pesquisa recente da Bain & Company, o mercado de luxo no ‘BRIC’ deve crescer 25% ao ano nos próximos 5 anos, apesar da crise.
A coluna do Marinho agora também na Gazeta Mercantil
A partir de hoje vou assinar uma coluna semanal na Gazeta Mercantil. Não apenas os textos que os leitores se acostumaram a ler no Blue Bus, mas também resenhas de livros, notas e uma seção que responde às perguntas dos leitores estarão todas as 3as feiras, no novo caderno Plano Pessoal da Gazeta.Além do jornal, você pode me ouvir todos os dias na Band News FM (os boletins ficam arquivados no site da rádio, ouça aqui). Ou ler a coluna na Vida Simples ou na revista de bordo da Gol.
Vôos internacionais ainda estão cheios
Pesquisa recente, divulgada pelas consultorias Deloitte e Gouvêa de Souza, revelou que 61% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos 2 anos, sendo que 91% desses vão fazê-lo aqui mesmo em nosso país, para a felicidade de hotéis, restaurantes e comerciantes de nossas cidades turísticas.Porém, até o momento não é bem isso o que vem acontecendo. Dados divulgados na semana passada pela Anac mostraram que enquanto as viagens internacionais cresceram quase 29% entre janeiro e novembro de 2008, os deslocamentos domésticos aumentaram pouco menos de 8% no mesmo período, na comparação com 2007. Agora em novembro, por exemplo, o volume de passageiros em vôos nacionais caiu 1% enquanto o número de turistas em viagem para o exterior aumentou 18% em relação a novembro do ano passado.
Porém, tudo indica que as previsões da Deloitte e da Gouvea de Souza devem mesmo se confirmar. A queda na procura por novas viagens internacionais tem sido bem maior do que a retração na compra de passagens nacionais, segundo dados das agências de turismo brasileiras.
A elevada quantidade de gente viajando para fora do país neste fim de ano se deve ao fato de que esse tipo de viagem é programado com muita antecedência e por isso mesmo os aviões que deixam o Brasil com destino a outros países só devem começar a esvaziar no começo do ano que vem.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Chegada do verão impulsiona negócios
Para você ter uma idéia, segundo dados da Companhia Athlética, rede de academias de ginástica espalhada por vários estados brasileiros, a corrida pela boa forma já começa entre agosto e setembro, quando as novas matrículas podem aumentar em até 30%. A maioria procura aulas aeróbicas, para perder peso mais rápido e ganhar fôlego para as festas de final de ano. Já no final de dezembro, o movimento é inverso, ou seja, muita gente tranca a matrícula na academia para poder viajar e exibir o corpinho sarado nas praias brasileiras.
Aliás, essa é outra tendência desse verão – com o dólar em alta e as más notícias sobre a economia assombrando os consumidores, as viagens de férias devem ser mesmo por aqui, em nosso território. Pesquisa divulgada na semana passada pelas consultorias Deloitte e Gouvêa de Souza mostrou que 91% dos brasileiros pretendem viajar dentro do país nos próximos 2 anos, a maioria para estados diferentes daquele aonde vive.
Um bom exemplo de comunicação ajustada ao verão está reproduzido na embalagem de Nesfit atualmente nos supermercados (foto). O produto sugere uma ‘Operação Biquini’ – um programa de 14 dias para entrar em forma rapidamente (veja o site de Nesfit clicando aqui).
Como você pode perceber o verão não é só uma estação – é também tempo de bons negócios para muitas empresas.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Victoria's Secret coloca Top Models de lingerie, celebridades na platéia e milhões de espectadores na frente da TV e do computador
Na sexta feira passada 4 estonteantes modelos desfilaram por shoppings e avenidas paulistanas apenas de lingerie. Essa foi a estratégia que o canal de TV por assinatura TNT bolou para divulgar a transmissão do Victoria’s Secret Fashion Show.Victoria’s Secret é uma grife de roupas íntimas femininas, que nasceu 31 anos atrás nos Estados Unidos. A idéia de um mega desfile de lingerie nasceu em 1995, mas só 4 anos depois virou uma febre no mundo inteiro, graças à idéia de transmitir o evento ao vivo pela internet. Desde 2003 o desfile é também veiculado pela emissora de TV CBS.
Boa parte do sucesso desse evento se deve à participação de fantásticas top models internacionais. Esse ano, por exemplo, as peças da Victoria’s Secret foram apresentadas por nomes como Heidi Klum e Karolina Kurkova. As modelos brasileiras também costumam bater ponto nesse evento. O desfile desse ano contou com a presença de Izabel Goulart e Alessandra Ambrósio, além da bela Adriana Lima, que desfilou a peça mais surpreendente da noite, o ‘Black Diamond Fantasy Miracle Bra’ (foto), conjunto cravejado com pedras preciosas cujo valor foi estimado em 5 milhões de dólares. A platéia desse evento é composta na maioria, é claro, por marmanjos muito mais atentos às modelos do que aos sutiãs e calcinhas que elas apresentam. Mas para a marca, que é sinônimo de sensualidade e sofisticação, o que importa mesmo é o burburinho que o desfile provoca e a propaganda gratuita que ele gera durante o ano todo.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Inadimplência dos brasileiros volta a crescer em novembro
No mês passado escrevi sobre a preocupação que afligiu o mercado com a notícia da elevação da inadimplência do consumidor brasileiro (leia abaixo). Ontem, depois que a Serasa anunciou novo aumento nos índices de dívidas não pagas pelos consumidores tupiniquins, a aflição deve ter aumentado. Nos últimos 12 meses, a inadimplência dos consumidores subiu 8,4% e entre outubro e novembro de 2008 o crescimento foi de 1,7%. Como atualmente o endividamento dos brasileiros é bastante alto, se o calote dos consumidores se ampliar as consequências podem ser graves. Por isso mesmo, vale a pena acompanhar com atenção a evolução desse índice.
Inadimplência em alta está querendo tirar o sono do varejo (17/11)
Os dados divulgados pela Serasa no fim da semana passada acenderam a luz de alerta em várias empresas - a inadimplência da pessoa física no Brasil cresceu cerca de 5% em outubro, na comparaçao com setembro de 2008. O acumulado dos 10 primeiros meses do ano já registra um aumento de 7,5%. Vale lembrar que nos 10 primeiros meses de 2007 a alta nos calotes da pessoa física foi de apenas 0,3%.
Esses números sao bastante preocupantes, tendo em vista o papel determinante desempenhado pelo crédito no consumo das famílias em nosso país nos últimos anos. No mês passado, o Ibope estimou que 67% dos brasileiros tinham dívidas. Se a dificuldade em honrar os compromissos assumidos por toda essa gente se alastrar, as consequências podem ser graves. Hoje, ainda segundo a Serasa, os bancos suportam 43% da inadimplência nacional, seguidos pelos cartoes de crédito e financeiras, que concentram 33% dos compromissos em aberto. Os cheques devolvidos por insuficiência de fundos respondem por 21,5%. Para piorar a situaçao, os juros em alta no país, em decorrência da crise financeira internacional, dificultam a tarefa de quem estava acostumado a rolar as dívidas e também atrapalham os que desejam limpar o nome e quitar seus débitos. Só para dar um exemplo, segundo o Procon de Sao Paulo, os juros do cheque especial chegaram a 9,24%, maior taxa desde julho de 2003.
Em resumo, quem entrar no vermelho, seja porque perdeu o controle ou porque enfrentou algum imprevisto pelo caminho, encontrará mais dificuldades para regularizar a vida. Por outro lado, o estresse nao será menor para bancos, empresas de cartoes de crédito, financeiras e lojas que parcelam no pré-datado. Em outras palavras, esse fim de ano promete fortes emoçoes...
Inadimplência em alta está querendo tirar o sono do varejo (17/11)
Os dados divulgados pela Serasa no fim da semana passada acenderam a luz de alerta em várias empresas - a inadimplência da pessoa física no Brasil cresceu cerca de 5% em outubro, na comparaçao com setembro de 2008. O acumulado dos 10 primeiros meses do ano já registra um aumento de 7,5%. Vale lembrar que nos 10 primeiros meses de 2007 a alta nos calotes da pessoa física foi de apenas 0,3%.
Esses números sao bastante preocupantes, tendo em vista o papel determinante desempenhado pelo crédito no consumo das famílias em nosso país nos últimos anos. No mês passado, o Ibope estimou que 67% dos brasileiros tinham dívidas. Se a dificuldade em honrar os compromissos assumidos por toda essa gente se alastrar, as consequências podem ser graves. Hoje, ainda segundo a Serasa, os bancos suportam 43% da inadimplência nacional, seguidos pelos cartoes de crédito e financeiras, que concentram 33% dos compromissos em aberto. Os cheques devolvidos por insuficiência de fundos respondem por 21,5%. Para piorar a situaçao, os juros em alta no país, em decorrência da crise financeira internacional, dificultam a tarefa de quem estava acostumado a rolar as dívidas e também atrapalham os que desejam limpar o nome e quitar seus débitos. Só para dar um exemplo, segundo o Procon de Sao Paulo, os juros do cheque especial chegaram a 9,24%, maior taxa desde julho de 2003.
Em resumo, quem entrar no vermelho, seja porque perdeu o controle ou porque enfrentou algum imprevisto pelo caminho, encontrará mais dificuldades para regularizar a vida. Por outro lado, o estresse nao será menor para bancos, empresas de cartoes de crédito, financeiras e lojas que parcelam no pré-datado. Em outras palavras, esse fim de ano promete fortes emoçoes...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Natal - 4 em cada 10 lojistas esperam vender mais esse ano
A Serasa, empresa verificadora de crédito, divulgou ontem os resultados da sua pesquisa anual sobre as expectativas do varejo para as vendas de Natal. Você acha que a maioria dos lojistas está pessimista? Nada disso. Chega a 39% o percentual dos que acreditam que venderão em 2009 mais do que em 2008. Por outro lado, 29% se preparam para faturar menos esse ano. Para efeito de comparação, em 2007 o exército dos otimistas era bem maior e reunia 61% dos empresários entrevistados.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Abap vai lançar campanha de boas notícias para atenuar a crise
Tenho entrevistado vários publicitários para saber o que eles esperam do ano que vem. Essas entrevistas, inclusive, estão sendo transmitidas todos os dias pela Band News FM às 11:20 da manhã, com reprise às 22 horas, dentro da série especial Pensa Brasil.
Um dos pensamentos comuns entre esses publicitários é o de que existe um componente psicológico muito forte alimentando o pessimismo dos brasileiros nessa crise. E por isso mesmo, caberia à publicidade oferecer informações positivas para contrabalançar a avalanche de notícias ruins despejada sobre os brasileiros todos os dias. A tarefa de coordenar esse esforço de contra informação, digamos assim, foi entregue à Abap – Associação Brasileira das Agencias de Publicidade, que já analisa essa semana os primeiros layouts da campanha. Provavelmente ela será apresentada aos demais dirigentes da ABAP na reunião nacional que está marcada para o dia 19 de dezembro. A veiculação está prevista para janeiro de 2009.
Os publicitários que ouvimos até agora para essa série Pensa Brasil também concordam que a crise afetará de maneiras distintas os diferentes segmentos, prejudicando mais a indústria automotiva e o mercado imobiliário, por exemplo. A maioria espera um primeiro trimestre bem difícil, mas acham que a situação pode começar a melhorar a partir do segundo semestre de 2009. A série segue até o final da semana que vem, sempre às 11:20 da manhã, com reprise às 22 horas.
Um dos pensamentos comuns entre esses publicitários é o de que existe um componente psicológico muito forte alimentando o pessimismo dos brasileiros nessa crise. E por isso mesmo, caberia à publicidade oferecer informações positivas para contrabalançar a avalanche de notícias ruins despejada sobre os brasileiros todos os dias. A tarefa de coordenar esse esforço de contra informação, digamos assim, foi entregue à Abap – Associação Brasileira das Agencias de Publicidade, que já analisa essa semana os primeiros layouts da campanha. Provavelmente ela será apresentada aos demais dirigentes da ABAP na reunião nacional que está marcada para o dia 19 de dezembro. A veiculação está prevista para janeiro de 2009.
Os publicitários que ouvimos até agora para essa série Pensa Brasil também concordam que a crise afetará de maneiras distintas os diferentes segmentos, prejudicando mais a indústria automotiva e o mercado imobiliário, por exemplo. A maioria espera um primeiro trimestre bem difícil, mas acham que a situação pode começar a melhorar a partir do segundo semestre de 2009. A série segue até o final da semana que vem, sempre às 11:20 da manhã, com reprise às 22 horas.
Adeus ônibus azul - muito obrigado por tudo!
Pois é, como muitos já leram no Blue Bus, estou de saída. Depois de muitos anos como integrante da tripulação do maravilhoso ônibus azul, preciso desembarcar. Levo comigo uma imensa admiração pelos condutores deste veículo e uma profunda gratidão pelo estímulo que recebi dos leitores que me acompanharam durante todo esse tempo. Os que quiserem continuar a ler os meus textos, vão me encontrar aqui no blog, na revista Vida Simples e na revista de bordo da Gol Linhas Aéreas. Também poderão me ouvir na Band News FM, tanto ao vivo (13h36min e 17h16min) quanto no site www.bandnewsfm.com.br/colunistas.asp.
Crise será longa e o pior ainda está por vir | Pesquisa
Ontem, na ESPM aqui de São Paulo foram apresentados os resultados de mais uma pesquisa feita para avaliar os impactos da crise americana no mercado brasileiro. Esse estudo foi feito pela Advance, que entrevistou 580 executivos agora em novembro. Para 81% desses empresários a crise é grave ou muito grave. Curiosamente, empresas maiores tendem a acreditar que os problemas são mais graves do que as empresas menores.
Outra conclusão interessante desse estudo é que os reflexos dos problemas devem mesmo ser diferentes dependendo do segmento de atuação da empresa. Por exemplo, os setores de seguros, automóveis e higiene e beleza estão bem mais preocupados do que os de restaurante e fast food, saúde e bem estar e lavanderia e limpeza. A razão é simples – mesmo em tempos difíceis as pessoas precisam continuar comendo, se tratando e cuidando da casa, não é mesmo?
Quando perguntados sobre o tempo de duração da crise, 41% disseram que ela deve durar mais de 2 anos. Já para 47% dos entrevistados, ela não passa de um ano. Para a imensa maioria - 75% para ser mais específico, a pior fase será no 1º semestre de 2009. Para os empresários entrevistados nessa pesquisa, é até possível crescer em tempos difíceis. Para isso eles planejam investir em marketing, se aproximar ainda mais dos seus clientes, fazer parcerias com empresas complementares, enxugando custos, aumentando a produtividade e roubando mercado das empresas que não fizerem nada disso.
Outra conclusão interessante desse estudo é que os reflexos dos problemas devem mesmo ser diferentes dependendo do segmento de atuação da empresa. Por exemplo, os setores de seguros, automóveis e higiene e beleza estão bem mais preocupados do que os de restaurante e fast food, saúde e bem estar e lavanderia e limpeza. A razão é simples – mesmo em tempos difíceis as pessoas precisam continuar comendo, se tratando e cuidando da casa, não é mesmo?
Quando perguntados sobre o tempo de duração da crise, 41% disseram que ela deve durar mais de 2 anos. Já para 47% dos entrevistados, ela não passa de um ano. Para a imensa maioria - 75% para ser mais específico, a pior fase será no 1º semestre de 2009. Para os empresários entrevistados nessa pesquisa, é até possível crescer em tempos difíceis. Para isso eles planejam investir em marketing, se aproximar ainda mais dos seus clientes, fazer parcerias com empresas complementares, enxugando custos, aumentando a produtividade e roubando mercado das empresas que não fizerem nada disso.
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