sexta-feira, 29 de junho de 2007

Na fila por um iPhone

O papo de hoje, como não podia deixar de ser, é sobre o iPhone, celular multiuso e lindo de morrer que a Apple começa a vender a partir dessa sexta-feira. Nos Estados Unidos, é claro. Por aqui, funcionando como telefone, a princípio só em 2009. Ou seja, para nós a fila é beeeeem longa...

Muita gente acredita que será o celular a principal plataforma de comunicação entre marcas e consumidores. Você concorda? Dê uma lida na coluna lá no Blue Bus e depois volte aqui para deixar o seu comentário!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Dica quente para dias frios

No inverno, as pessoas costumam consumir mais remédios para gripe, bebidas quentes, roupas pesadas. Basta começar o frio que um restaurante aqui no meu bairro traz de volta para o cardápio uma deliciosa sopa de queijo, servida no pão italiano. Os supermercados colocam bem à vista as misturas para fondue - acompanhadas de sugestões de vinhos, é claro.

Ou seja, para muita gente, o inverno não é só uma estação, e sim uma temporada promocional, que deve ser muito bem aproveitada. Afinal, em alguns estados os dias realmente frios são poucos - e passam rápido.

Para quem quer aproveitar ao máximo as vendas dessa época, uma boa idéia é usar o cada dia mais badalado conceito do behavioral targeting. O nome pode ser complicado, mas a idéia é bem simples. Significa colocar anúncios da sua empresa nas páginas da Internet visitadas por consumidores em busca de produtos relacionados.

Por exemplo, pessoas que estão procurando pousadas na montanha possuem maior probabilidade de comprar queijos e vinhos. Por isso, um supermercado faria bom negócio anunciando nas páginas de pousadas na Internet, neste período.

A tecnologia permite identificar os sites visitados por consumidores em suas navegações na web, graças aos rastros que deixamos em cada página que entramos. Usar essas informações para direcionar os recursos de marketing pode ser uma dica quente.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Brinquedos sob Medida

O varejo, especialmente aquele voltado para o consumidor de melhor poder aquisitivo, está mesmo apostando muitas fichas no fenômeno da customização.

Um dos pioneiros dessa estratégia foi a loja de brinquedos Build A Bear, que surgiu em 1997 com a proposta de permitir que as crianças fabricassem seu próprio bichinho de pelúcia. Lá elas escolhem o tipo de animal, a quantidade de enchimento, as roupas e até a frase que o amiguinho vai dizer quando tiver a barriga apertada.

Navegando nas mesmas águas, a também americana RideMakerz procurou se diferenciar optando pelos meninos como público-alvo prioritário. Lá não são bichinhos de pelúcias, e sim carros incrementados o que os garotos podem produzir.

Segundo o site de tendências Springwise, os meninos podem personalizar o chassis, a pintura, os decalques e até o som do motor, acredita? Por alguns dólares a mais, os clientes podem levar ainda controle remoto para o carro, luzes incrementadas e aquele som característico de pneus cantando. Tem mais – o dono do automóvel de brinquedo sai da loja com um certificado de propriedade e pode também escolher a placa do carango do jeito que quiser.

Com tanta novidade, não duvido que tenha muito pai levando para casa um brinquedo igual ao do filho.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

McDonald's convoca mães como testemunhas

Há bem pouco tempo atrás, tudo que as empresas do setor de alimentação precisavam era convencer os consumidores de que seus produtos eram gostosos e valiam o preço cobrado.
Hoje, quando a pressão por uma vida saudável e a luta contra a obesidade ganham dimensão cada dia maior, isso não é mais suficiente. Especialmente, se a empresa tem entre seus clientes uma boa parcela de crianças.

É por isso que marcas se desdobram para inventar novas maneiras de convencer seus clientes de que seus produtos são nutritivos e saudáveis. A última do McDonald’s é criar um concurso que vai selecionar algumas mães americanas para visitar fazendas de onde provêm seus ingredientes, conhecer as fábricas de seus fornecedores e inspecionar as cozinhas dos seus restaurantes. Depois, esse exército de mães vai contar tudo o que viu, de certo e de errado, dividindo isso com outras progenitoras por meio de blogs, sites na Internet e comunidades de relacionamento na web.

A idéia é especialmente boa porque as empresas já sabem que consumidores acreditam muito mais no que outras pessoas comuns dizem do que naquilo que as marcas prometem em seus anúncios e comerciais de TV. Além disso, mães são as pessoas mais preocupadas com o bem estar das crianças. Portanto, se essas mulheres aprovarem os produtos do McDonald’s, será mais fácil conquistar a confiança de outras mães do mundo inteiro.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Como (e porque) fazer propaganda no celular

Se você tivesse que optar entre uma TV e um celular o que você escolheria? Uma pesquisa com 40 mil entrevistados, revelou que metade dos jovens de 18 a 24 anos não saberiam mais viver sem um celular. Por outro lado, apenas 20% não conseguiriam suportar o mundo sem TV.

Já existem hoje no mundo cerca de 3 bilhões de celulares, número 3 vezes maior do que a quantidade de televisores, você acredita? Detalhe - levou 16 anos para que o mercado atingisse a marca de 1 bilhão de celulares. Apenas 3 anos depois já havia 2 bilhões. E precisou só de mais 2 anos para o mundo atingir a marca dos 3 bilhões de aparelhos. Ou seja, o ritmo de penetração é crescente e veloz.

A mesma pesquisa mostrou que 76% desses jovens já usam o telefone como a principal câmera digital. Tem mais - 64% acreditam que o celular se tornará a melhor opção para ouvir música, 54% acham que será nesse aparelhinho que eles vão curtir seus videogames e 48% estão certos de que a maior parte da sua navegação na Internet será por meio de seus telefones.

Diante disso tudo, não resta outra saída às agências de publicidade e às grandes empresas que não seja aprender a usar o celular como veículo para as mensagens de suas marcas. Para esses, alguns conselhos.

Enquanto na TV o discurso é narrativo e na web a palavra de ordem é interatividade, o celular, por ser um objeto de uso intensamente pessoal, exige alguns cuidados. A mensagem publicitária deve ser útil a quem a recebe e adequada à hora e ao lugar onde o usuário estiver.

Ou seja, tudo é bem mais complicado. Mas os resultados vão valer a pena.

O babado do julgamento do Lions Direct

Encontrei aqui em Cannes o meu amigo Flávio Salles, presidente da Sun MRM e jurado brasileiro do Lions Direct. Não resisti à pergunta – “e aí Flávio, o presidente do júri influenciou mesmo o resultado?”. Flavio garantiu que sim. Até o short list, foi tudo bem, segundo ele. Mas na 2ª feira a noite, já por volta das 23 horas, Rory Sutherland, vice-chairman do Ogilvy Group no Reino Unido resolveu fazer uma repescagem com os trabalhos que ele, presidente do júri, achava que mereciam melhor sorte. As peças precisavam de pelo menos 20 votos para ganhar um leão. Flávio contou que Rory forçou a barra para que os trabalhos que ele gostava alcançassem os votos necessários.

“Teve um especificamente que ele colocou em votação 3 vezes até conseguir incluir na relação dos premiados. Essa peça tinha 16 votos. Ele pediu que as pessoas reconsiderassem, porque seria afinal um trabalho legal. Conseguiu mais uma adesão. Como não era suficiente, ele voltou a colocar em votação o mesmo trabalho. Ganhou mais um voto. Aí ele começou a dizer que a gente devia premiar a peça, que era apenas um leão de bronze e não um prêmio Nobel, ou seja, não faria mal nenhum classificar aquele trabalho. Depois, pediu pela 3ª vez que as pessoas votassem, até conseguir o que queria. Detalhe – o trabalho era da Ogilvy da Malásia”, entregou.

Flávio repete com convicção e uma certa dose de revolta que Sutherland manipulou o júri e explorou o cansaço das pessoas para premiar quem ele queria. “Não é a toa que a Ogilvy foi uma das agências com mais leões, com destaque justamente para a do Reino Unido, dirigida por ele”.

Aproveitando o desabafo do Flávio, fui em frente. Mas afinal, o fraco desempenho do Brasil, que classificou 13 inscrições no short list e levou apenas 1 leão de bronze teria sido então culpa do presidente do júri? De acordo com Flávio, não. Sutherland teria beneficiado alguns, mas não prejudicou os brasileiros. O problema aí seria cultural – “a maioria dos 30 jurados eram europeus e não entendiam direito as peculiaridades do nosso mercado e as estratégias das nossas peças”, admitiu Flávio.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Fotografando os slides dos palestrantes


É impressionante o número de pessoas que fotografam as telas dos slides dos palestrantes aqui em Cannes. Basta o sujeito mudar a tela e começam a pipocar os flashes (veja a foto da platéia). Teve um palestrante que até brincou com a história, ao perguntar se todos já tinham fotografado antes de passar para o próximo slide.

É o tal negócio - hoje em dia não dá mais para controlar nada. As tecnologias ajudam as pessoas a encontrar saídas. Anotar o conteúdo da palestra? Nem pensar. A gente fotografa os slides e depois lê com calma. Diante disso, não era mais fácil a organização do festival e os palestrantes disponibilizarem logo o conteúdo em um site qualquer? Pelo menos evitaria o risco de atrapalhar a apresentação com tantos flashes ao mesmo tempo.

O que você pensa do Second Life?

Essa história do Second Life é, no mínimo, polêmica, na minha opinião. Na primeira palestra de Cannes este ano, no domingo de manhã, Norm Johnston, da Digitas, disse que boa parte do investimento das marcas no Second Life é dinheiro jogado fora. Eu tendo a concordar com ele.

Minha opinião ficou ainda mais reforçada depois da palestra que fechou os seminários de ontem, sobre esse tema. Para começar, os palestrantes entraram no palco fantasiados, com as caracterizações de seus avatares (veja a foto). Reconheço que é preciso um bocado de coragem para pagar um mico desses em Cannes, mas talvez tenha sido um pouco demais...

Além disso, os argumentos fracos do trio palestrante me deixou a sensação de que muitas marcas estão no Second Life apenas para serem moderninhas. Será?

terça-feira, 19 de junho de 2007

Quando a platéia faz o papel de joystick

Na abertura da palestra (fraquinha) do Alan Cohen, da Iniciative, sobre propaganda e entretenimento, ele fez uma demonstração fantástica de uma nova tecnologia que permite que o movimento conjunto de um grupo de pessoas controle o cursor de um jogo. Todo mundo se divertiu pra valer!

Graças a uma câmera posicionada de frente para as platéia, quando todos se inclinavam nas cadeiras para a direita, o cursor na parte de baixo da tela do auditório ia para a direita. Ao contrário, quando todos se jogavam para a esquerda, o cursor também ia atrás. Isso tudo para tentar atingir a bolinha e fazer com que ela voltasse e tocasse nos retângulos coloridos, marcando pontos.

Olhem a foto!

Sir Bobby Charlton, embaixador do Manchester

Esse senhor elegante aí da foto é Bobby Charlton. Ou melhor, Sir Bobby Charlton (ele foi concecorado pela Rainha na década de 90). Na palestra do Manchester United hoje aqui em Cannes, só deu ele. Hoje ele é contratado pelo clube para atuar como uma espécie de embaixador da marca. Funciona muito bem - a fila para fotos, entrevistas e autógrafos era enorme! Já pensou se o Palmeiras fizesse o mesmo com Ademir da Guia, o Corínthians com o Rivelino, o Flamengo com o Zico e assim por diante? Mas não dá para comparar a mentalidade do Manchester com a dos nossos clubes, dominados pelos interesses particulares de uns poucos, não é mesmo?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Um leão na mesa do jantar


Essa noite, aqui em Cannes, vários grupos saíram para jantar levando um leão a tiracolo. Não era difícil encontrar várias espécimes, douradas, prateadas ou bronzeadas, sobre as mesas dos restaurantes,símbolo vistoso do orgulho pelo trabalho bem feito.

Nessa foto aí de cima vocês vêem o pessoal da BBDO da Africa do Sul, comemorando o Promo Lion de ouro que eles levarão para casa.

Palestras boas e ruins


Pois é. A vida tem dessas coisas. O assunto era super legal, mas o desenvolvimento do tema foi raso. Além disso a moça estava bem nervosa e ainda quis fazer teatrinho. Não podia dar certo. Mas seminários são mesmo assim algumas palestras legais, outras medianas e muitas ruins.

Logo depois, a Daniela Krautsack, da MediaCom Viena, fez uma apresentação que compensou com sobras. Foi sobre ambient media - você leu no Blue Bus? Este assunto também ocupou todo o tempo do meu boletim ao vivo das 14 horas na Band News FM.

Olha só esse exemplo da Adidas (foto) que ela mostrou na palestra. O resto foi daí para melhor.

2 palestras e nada a acrescentar

Aqui ja 'e meio dia. No Brasil sao 7 da manha. Enquanto voces acordam, eu ja tentei assistir 2 palestras aqui em Cannes. Desisti das 2. Ainda bem que nao estava escalado para escrever sobre elas. Meu compromisso e com uma palestra bem bacana, as 2 da tarde (9 da manha para voces), sobre propaganda num mundo cada vez mais averso a propaganda. Bem legal, ne?

Leiam mais tarde no Blue Bus a resenha. Ou liguem na Band News FM as 9:45h - esta programada uma entrada ao vivo daqui nesse horario. Se nada mudar, a gente se encontra la.

Palestras de ontem em Cannes foram na media muito boas

Depois de uma semana de boa vida aqui na Franca, comecou a corrida. Ontem foram 7 palestras - com o agravante de que eu tinha que escrever sobre 3 delas para o Blue Bus. Isso sem falar nas 2 entradas ao vivo para a Band News FM.

Eu fiquei com a apresentacao sobre radio, bem facilzinha de fazer. A mensagem era clara - o negocio das empresas de comunicacao deve ser produzir conteudo para varias midias e nao vender acesso aos consumidores por um unico canal. Ate porque cabera aos consumidores definir por qual aparelhinho vao ler jornal, ouvir radio e ver TV e nao aos veiculos.

Alias, esse tambem foi o tema da 3a palestra, do pessoal da Go Viral. Mas eles cairam naquela armadilha manjada de decretar o fim da midia de massa. Tudo o que e radical demais fica com cara de exagero.

Mas a melhor palestra de ontem, disparada, foi a dos planejadores da DDB. Fizeram uma apresentacao simples e muito bem montada para explicar porque o mundo virtual esta se confundindo com o real.

Curiosamente, lembrei da palestra do David Laloum, no evento do Grupo de Planejamento de SP, pouco temopo atras. Ele tambem falou da questao do mundo real e virtual, mas com uma abordagem ligeiramente diferente. Ele dizia que nos cruzamos a linha entre o real e o virtual todo o tempo. O pessoal da DDB foi um pouco alem, mostrando porque em breve essa distincao nao vai mais fazer sentido. Uma interessantissima discussao.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O 1o Festival de Cannes foi em Veneza

Começa no próximo domingo o Festival Internacional de Publicidade de Cannes, o mais importante evento da propaganda mundial.

São esperados este ano um número recorde de onze mil participantes, que durante uma semana vão acompanhar palestras sobre o mundo da comunicação publicitária, ver as peças que concorrerão aos leões de ouro, prata e bronze e assistir a milhares de comerciais do mundo todo, nas belíssimas salas de cinema do Palácio dos Festivais.

Esse evento foi inspirado no Festival de Cinema, que acontece todos os anos um pouco antes do festival de publicidade. Um grupo de executivos, acreditando que a propaganda merecia reconhecimento equivalente ao do cinema, criou esse Festival Internacional do Filme Publicitário.

Curiosamente, o primeiro festival aconteceu em Veneza, em 1954. A competição recebeu naquele ano a inscrição de 187 comerciais de 14 países. Foi o leão da Praça de São Marcos, em Veneza, que deu origem ao troféu tão cobiçado pelos publicitários.

No ano seguinte o festival aconteceu em Monte Carlo e só em 1956 chegou a Cannes. De 56 a 83, Veneza e Cannes se alternaram como sede do evento, que se fixou na cidade francesa em 1984. Amanhã eu continuo falando sobre Cannes.

A caminho de Cannes

Já estou na França. Nessa semana, antes do Festival de Cannes, curto um pouco de Paris e depois dou um pulo no Loire, me preparando para o trabalho duro que será cobrir Cannes para o Blue Bus e para a Band News FM.

No Blue Bus, os textos seguirão várias vezes ao dia - vou analisar as palestras, juntamente com Patrícia, minha esposa, e Marise Araújo, outra colunista do Blue Bus. Para a rádio, serão 2 boletins ao vivo todos os dias - às 9:45h e às 14:56h.

Enquanto Cannes não chega, vou postando um pouco da história do festival, ok? Até lá!

Você pagaria mais caro por uma roupa orgânica?

Ninguém duvida de que o meio ambiente é a bola da vez. Por isso, várias marcas estão aproveitando o momento e explorando o nicho do consumidor consciente. Os alimentos orgânicos já se instalaram no mercado, a bordo dessa tendência. Agora, são as roupas feitas com algodão orgânico que tentam também ocupar seu espaço, não apenas lá fora, mas também aqiui no Brasil. Este é o tema da minha coluna de hoje no Blue Bus.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Ainda tem comerciante ignorando a Internet, acredita?

Segundo dados do Ibope NetRatings, perto de 16 milhões de brasileiros usaram a Internet em casa agora em abril de 2007. Levando em conta que apenas 14% dos nossos domicílios estão conectados à rede, esse número pode ser considerado bom, especialmente se a gente somar esse povo aos que navegam no trabalho ou em locais públicos, como lan houses.

Como esse exército de internautas não para de crescer, dá para afirmar, sem medo de errar, que também aqui, em nosso país, vai ser impossível para uma marca sobreviver no futuro se ela ignorar a Internet.

Mesmo assim, muita gente insiste em dar as costas para o universo digital. No pequeno e médio varejo, então, o que não falta é gente que não sabe como explorar as imensas possibilidades que a rede mundial de computadores oferece.

Cerca de 14% dos brasileiros maiores de 16 anos já fizeram alguma compra pela web, ainda segundo o Ibope NetRtaings. Isso sem falar no número de transações fechadas nas lojas físicas em função de consultas feitas pelas pessoas antes na Internet.

Os consumidores querem integração. Pesquisar produtos e preços antes de sair de casa, comprar ingressos pelo computador para evitar filas, paquerar um produto no shopping e comprar em casa depois de conversar com a esposa, tudo isso são facilidades que ajudariam a vender mais, se os comerciantes tratassem a Internet como parceira e com a seriedade que ela merece.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Que tal um café com Paul McCartney?

Se você é fã do Paul McCartney, mora em São Paulo e está louco para ouvir o novo CD do ex-Beatle, o álbum Memory Almost Full, minha dica para hoje é correr para uma das 4 lojas da Starbucks e curtir um bom café enquanto se delicia com o novo trabalho de Paul.

Não só as Starbucks brasileiras como também as de outros 29 países promoverão o Global Listening Event – ou seja, nessa terça-feira o disco vai tocar o dia todo ao mesmo tempo nos quatro cantos do planeta.

Além disso, os clientes da Starbucks também poderão comprar o CD na loja. Isso acontece porque Paul McCartney lançou esse novo álbum pelo selo Hear Music, uma investida da Starbucks pelo mundo da música.

Esse é um dos diferenciais dessa rede, que reinventou a experiência de tomar café nos Estados Unidos e faz enorme sucesso no mundo todo, inclusive por aqui. A Starbucks está no negócio de café mas investe ao mesmo tempo em música, porque sabe que a força da sua marca está na experiência agradável que proporciona em suas lojas e na identificação que estabelece com o estilo de vida de seus clientes.

Ou seja, muita gente prefere tomar café na Starbucks, pagando inclusive um pouco mais por isso, não apenas pela qualidade da bebida mas principalmente porque se sente em casa. O status da marca também conta muito.

A lição é clara – no lado mais sofisticado do consumo, qualidade é importante. Mas prestígio e prazer são muito mais.
(PS: É importante dizer que além de eu ser fã da Starbucks, minha empresa também presta serviços para a marca. Os elogios, entretanto, são sinceros e gratuitos - isso eu posso garantir.)

sábado, 2 de junho de 2007

O que o povo achou do aluguel de cães


A coluna da 6a feira passada, no Blue Bus, sobre a Sociedade Descartável gerou alguns e-mails na minha caixa postal.

O Arnaldo ficou impressionado e mandou essa: "chega a dar medo só de pensar no rumo que as coisas estão tomando". O Cláudio, bem informado, avisou: "no Japão já existe este serviço a um bom tempo". A Adriana, boa dona de cães que deve ser, ficou indignada: "onde fica todo o discurso social de proteger a natureza e cuidar do bem-estar dos animais, tão em voga ultimamente? Será que a necessidade de auto-satisfação vai falar mais alto do que a tão cobrada postura politicamente correta?".

A mensagem mais curiosa, entretanto, quem mandou foi o Gustavo Fortes, da Espalhe, agência de marketing de guerrilha. Ele disse: "antes da Flexpetz, nós já alugamos cachorros no Rio de Janeiro para pessoas que moram em apartamentos". E mandou a foto aí de cima. Quem digitar o site "alugueumcachorro.com.br" vai ver mais uma das idéias da Espalhe. Para vender o condompinio Jardins de Monet eles inventaram uma empresa de aluguel de cães, no melhor estilo 'Organizações Tabajara'. Muito divertido!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Hoje em dia nada dura muito mesmo

A primeira vez que ouvi falar no fenômeno da posse transitória foi no começo do ano, em uma palestra em Nova Iorque. O conceito fez todo o sentido para mim que estava justamente comprando uma nova câmera digital e um outro iPod apenas para contar com modelos mais novos. Os velhos dei de presente para minha mãe e para minha irmã. Cheguei a escrever uma coluna no Blue Bus sobre isso (leia aqui).

Agora, 2 novos textos, um do Wall Street Journal e outro do Springwise me trazem de novo ao tema. Eles falam sobre a tendência de alugar roupas caras e até cães - mais posse transitória.

Se a gente pensar bem, a posse transitória é bem coerente com esses tempos, onde nada dura muito, sejam coisas, carreiras ou relações. Um dos livros que estou lendo (sim, leio vários ao mesmo tempo) é o 'Vida Líquida', do sociólogo Zygmunt Bauman. O tema é mais ou menos o mesmo - as relações de consumo e pessoais na "sociedade líquido-moderna". Eu prefiro um nome mais simples para definir o mundo em que vivemos hoje - a Sociedade Descartável.

Esse em resumo é o tema da minha coluna de hoje lá no Blue Bus. Depois de ler, volte aqui e deixe seu comentário!