quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Endividamento das famílias paulistanas aumenta em agosto

O cartão de crédito foi responsável por 65% das dívidas assumidas pelas famílias paulistanas este mês. No geral, o índice de endividamento em SP passou de 46% em julho para 49% em agosto, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Fecomercio. A inadimplência também teve ligeiro aumento - o total de famílias com contas em atraso chegou a 19%, mais que os 17% apurados em julho. O número contraria a trajetória declinante observada nos meses anteriores (21% em maio, 20% em junho e 17% em julho). A quantidade de famílias que acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas contas nos próximos meses também subiu de 5% em julho para 8% em agosto.

De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados estão com até 30% da renda familiar mensal comprometida com dívidas agora em agosto. Em julho o percentual era de 59%. Já em relação ao tempo de atraso no pagamento de contas, a pesquisa mostra que 45% das famílias paulistanas estão com dívidas atrasadas há mais de 90 dias. Outros 37% dos inadimplentes têm contas com pagamentos atrasados em até 60 dias.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela Fecomercio desde fevereiro de 2004. Os dados são coletados junto a cerca de 1.360 consumidores no município de São Paulo.

A crise continua viva nos vizinhos do Brasil

Essa semana estive em Bogotá, na Colômbia, para fazer uma palestra para executivos de shoppings de lá. Para me preparar melhor, dei uma olhada nos números do varejo colombiano e não gostei nem um pouco do que vi. Lembra daquele ditado, que fala que a grama do vizinho é sempre mais verde? Pois é, pelo menos no que diz respeito aos efeitos da crise econômica, dá para ver que a grama dos nossos vizinhos sul americanos anda bem mais castigada do que a nossa.

Para começo de conversa, vale dizer que a Colômbia, assim como nós, também está em recessão técnica. O PIB de lá recuou 1% no 4o trimestre de 2008 e mais 0,6% no primeiro trimestre de 2009. Mas, ao contrário do Brasil, que retomou o ritmo de crescimento, por lá a economia ainda patina. A produção industrial colombiana continua em marcha a ré e em junho caiu 6,5%. A taxa de desemprego está em 13,5%. No Brasil o desemprego anda na casa dos 8%. E o comércio, que em maio tinha vendido menos 3,5%, em junho conseguiu vender menos ainda e caiu 4,5%. Com isso, as vendas no comércio fecharam o primeiro semestre na Colômbia 5,2% menores do que em 2008. Para efeito de comparação, no Brasil o varejo cresceu 4,4% nesse mesmo período, segundo o IBGE.

Como conseqüência disso tudo, os consumidores colombianos estão trocando de marcas, escolhendo produtos mais baratos e procurando mais ofertas. Para dar uma idéia, todos os 30 principais produtos vendidos nos supermercados de lá custam menos que um dólar. Aliás, uma pesquisa da Fenalco, Federação Nacional do Comercio da Colômbia, mostrou que em 2007 81% dos consumidores de classe média freqüentavam supermercados. Hoje esse percentual baixou para 74%.

Curiosamente, em junho os segmentos que se salvaram foram os de informática e de calçados e artigos de couro. Aliás, embora as vendas gerais tenham caído 4,5%, os sapatos venderam mais 12,6%. O que prova que mesmo na crise as mulheres nao abandonam suas grandes paixões.;-)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tablóides incentivam a infidelidade do consumidor popular | Pesquisa

Pesquisa feita pelo instituto Data Popular com consumidores paulistanos de todas as classes sociais mostrou que é o povão quem mais gosta de receber os tablóides de ofertas dos supermercados e também quem mais se aproveita das pechinchas anunciadas nesses impressos.

Para você ter uma idéia, 48% dos consumidores das classes D e E e 40% dos entrevistados da Classe C possuem o hábito de fazer compras em vários supermercados para aproveitar as melhores ofertas de cada um. Nas classes A e B esse percentual cai para 32%.

Curiosamente, os super e hipermercados usam esses tablóides, que na prática são um tremendo veículo de comunicação com os consumidores e possuem tiragens maiores do que muitos jornais de prestígio, apenas para veicular ofertas. E isso, como a pesquisa mostrou, acaba favorecendo a infidelidade do consumidor. Afinal, estimula boa parte deles a comprar com base apenas no menor preço.

O Data Popular levantou ainda que 58% dos consumidores da base da pirâmide social brasileira preferem fazer compras em super e hipermercados, enquanto nas classes mais altas esse índice é de 70%. Já quando a gente fala dos mercadinhos de vizinhança esses números praticamente se invertem. Prova de que a conveniência, os preços competitivos e principalmente o relacionamento que os pequenos varejistas desenvolvem com o consumidor local contam muito.

Em resumo, a baixa renda aproveita as ofertas dos supermercados, especialmente aquelas incluídas nos tablóides, mas gosta mesmo é da vendinha da esquina. Já o consumidor de melhor poder aquisitivo, que prefere os supermercados, este liga menos para as ofertas dos tablóides.

Empregar vendedores idosos melhora o atendimento?

No Brasil, a mão de obra no varejo é basicamente jovem e frequentemente lojas são o primeiro emprego de muitos garotos em busca de oportunidade no mercado de trabalho. Mas será que a juventude dos vendedores ajuda a piorar o atendimento das nossas lojas?

Uma experiência protagonizada na Inglaterra pelo McDonald`s, curiosamente um grande empregador de jovens no Brasil, sugere que sim: o atendimento seria melhor e o lucro da loja seria maior se gente madura tivesse mais chance no varejo. Uma pesquisa da escola de administração da Universidade de Lancaster em 400 restaurantes ingleses do McDonald`s mostrou que o nível de satisfação dos consumidores era maior em até 20 pontos percentuais nas lojas que empregavam na cozinha ou na equipe de gerentes pessoas com mais de 60 anos.

No Reino Unido, cerca de 60% dos empregados do McDonald`s tem até 21 anos e dos 71 mil funcionários, apenas 1.000 estão acima dos 60. Porém, isso pode mudar. Afinal, a pesquisa mostrou que o convívio dos jovens com os mais experientes traz ganhos para todos: trabalhadores, consumidores e para a própria empresa.

Aqui no Brasil, porém, o McDonald`s não tem planos de empregar gente mais velha. Aliás, nem o Mcdonalds nem a maioria dos lojistas. É uma pena. Por preconceito ou desinformação, podem estar perdendo uma chance de ouro de melhorar o atendimento e os ganhos das suas lojas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Internet no Brasil cresceu 10% em julho

Agora em julho, 36,4 milhões de pessoas usaram a internet no trabalho ou em residências no Brasil, o que significa um crescimento de 10% sobre os 33,2 milhões registrados no mês de junho. O tempo médio de uso continuou crescendo e atingiu as marcas de 71 horas e 30 minutos de tempo total, incluindo aplicativos, e de 48 horas e 26 minutos, considerando somente navegação em páginas. O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões. Quem garante é o IBOPE Nielsen Online.

Entre os internautas residenciais, o número de usuários ativos chegou a 27,5 milhões de pessoas, um crescimento de 7,4% em relação aos 25,6 milhões do mês anterior e de 8% sobre os 23,7 milhões de julho de 2008. O tempo de navegação em residências em julho cresceu 9% sobre junho e 21% sobre julho de 2008, e atingiu a marca inédita de 30 horas e 13 minutos por pessoa. O número de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

IBGE: varejo cresceu 5,6% em junho, mas vestuário e calçados segue em queda

O IBGE divulgou hoje os resultados da Pesquisa Mensal do Comércio relativos a junho. Os números mostram que o varejo brasileiro continua avançando, sem dar a menor pelota para a crise. O volume de vendas subiu 5,6% na comparação com junho de 2008 e o fechamento do primeiro semestre mostrou aumento de 4,4%.

Quem continua puxando forte esse crescimento são os super e hipermercados, que apresentaram vendas 8,2% maiores do que em junho do ano passado. Além do aumento da massa salarial, na faixa dos 3% nos últimos 12 meses, pesou também para esse bom desempenho a baixa dos preços. Para dar uma idéia, basta dizer que os alimentos encareceram cerca de 3% nos últimos 12 meses, bem menos que a inflação medida pelo IPCA, que ficou perto dos 5%.

Também fizeram bonito as lojas de departamentos, óticas, joalherias, lojas de artigos esportivos, brinquedos, artigos farmacêuticos e de perfumaria. Merece ainda destaque o comércio de materiais de informática e comunicação, segmento que se beneficiou da redução nos preços de computadores e celulares nos últimos meses.

Quem não consegue reagir é o setor de vestuário e calçados. Em junho, o segmento vendeu menos 1% em relação a 2008, consolidando um recuo de 7% nas vendas no primeiro semestre do ano. Também andou de lado o varejo de eletrodomésticos e móveis, que fechou o semestre com vendas 2% menores que as de 2008.

No Brasil a TV paga tem que conquistar não só a Classe C, mas a AB também

Publiquei ontem no Blue Bus uma nota sobre investimentos publicitários na TV paga (leia aqui). Entre outras coisas, disse que um dos desafios das operadoras e programadores seria conquistar a classe C. Um leitor, o Márcio Oliver, escreveu mandando dados interessantes e mostrando que o desafio é bem maior. Leia abaixo o e-mail dele:

Olá Marinho,

Realmente, a tv paga tem baixa penetração no Brasil, apenas 11% dos domicílios brasileiros possui a tecnologia. Mas, antes de conquistar a classe C (que tem renda média familiar de apenas R$ 1300,00/R$ 1500,00) a tv paga tem que conquistar as classes AB.

Quando avaliamos a penetração do meio (em 7 dias) nas classes AB das principais regiões metropitanas do Brasil, temos : 57% na Grande São Paulo ; 53% na Grande Porto Alegre, 53% no Grande Rio de Janeiro; 52% na grande Belo Horizonte; 47% na grande Fortaleza; 47% no Distrito Federal; 38% na grande Curitiba; 38% na grande Salvador e 32% no grande Recife .

Como podemos observar, a televisão paga tem um longo caminho se quise aumentar sua participação no bolo publicitário

grande abraço,

Marcio

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Filhos pesquisam presentes tecnológicos para seus pais e encontram preços com até 182% de diferença

Pesquisa realizada pelo site de comparação de preços Buscapé (www.buscape.com.br), entre os dias 20 de julho e 05 de agosto, mostrou que o presente mais procurado pelos filhos neste Dia dos Pais são eletrônicos.

Segundo o levantamento, entre as opções mais procuradas estão celulares, notebooks, aparelhos GPS, câmeras digitais, barbeadores elétricos e relógios de pulso. O item mais buscado foi o iPhone de 8 GB GSM, seguido pelo notebook LG R410 Intel Core Duo. Na terceira posição do ranking está o tênis Adidas Star Unissex.

A pesquisa mostrou ainda que os preços podem ser bem diferentes para os mesmos produtos, dependendo da loja. Por exemplo, o barbeador elétrico Philips HQ-6920 foi encontrado por preços que foram de (182%), com o menor valor de R$ 149,00 até R$ 419,90 - uma variação de 182%. Já o relógio de pulso masculino Nike Torque Digital apresentou uma diferença de 108% entre o menor e o maior preço pesquisado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Produtos de beleza e higiene caíram em 2008, mas vendas diretas e farmácias cresceram


Estudo divulgado hoje pela Nielsen Brasil mostrou que depois de alguns anos de crescimento elevado, os produtos de higiene e beleza venderam menos 2% em volume no ano passado, em relação a 2007. A queda foi fortemente influenciada, veja só, por produtos relacionados ao banho, tais como xampu, condicionador, sabonete e desodorante.

Ainda segundo a Nielsen, isso teria acontecido em função do aumento do preço do sabão, do crescimento dos tratamentos capilares especiais, como escovas progressivas, que exigem menos lavagens e por causa do verão menos quente que tivemos em 2008, que teria resultado em menos banhos por parte dos brasileiros.

Porém, apesar das vendas totais de produtos de higiene e beleza terem decrescido em 2008, dois canais se destacaram. O primeiro foi o porta a porta, tradicionalmente muito forte nestas categorias de produto. Para dar uma idéia, no ano passado 3,4 milhões de novos consumidores compraram produtos diretamente de consultoras e revendedoras.

O outro canal que registrou um bom desempenho foi o das farmácias, que tiveram crescimento de 1,3% no volume de vendas. Quem puxou esse índice para cima foram as classes de melhor poder aquisitivo e também lares formados por casais separados, casais sem filhos ou adultos morando sozinhos, gente que adora a conveniência que a farmácia da esquina proporciona.