Sexta-feira passada o varejo americano viveu a Black Friday, dia em que o comércio oferece promoções fantásticas para incentivar os consumidores a dar o pontapé inicial nas compras de Natal. O nome é uma brincadeira dos que acreditam que nesse dia começam a sair do vermelho.
Pois bem, a National Retail Federation divulgou ontem os primeiros resultados da Black Friday desse ano. Nada menos que 195 milhões de americanos visitaram ao menos uma loja ou site de compras na sexta-feira passada, uma multidão do tamanho da população do Brasil. Porém, o gasto médio dessas pessoas foi menor que o do ano passado. Como conseqüência, estima-se que as vendas fiquem em torno de USD 41 bilhões, bem menos que os USD 64 bilhões registrados em 2008.
Para aproveitar as melhores ofertas, um terço dos consumidores chegou nas lojas por volta das 5 da manhã, acredita? Os itens mais procurados foram, pela ordem, roupas, livros, brinquedos, artigos esportivos e produtos de beleza e cuidados pessoais.
Para nao ficar para trás, os sites de compra realizam hoje a versão online da Black Friday. É a Cyber Monday, que vai oferecer também promoções especiais aos cerca de 96 milhoes de consumidores que devem fazer compras hoje por meio de seus computadores e smartphones.
Os americanos, que sempre gostaram de uma oferta, por causa da crise que lá ainda é forte, devem mesmo fazer deste o Natal das pechinchas.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Elite econômica brasileira quer conveniência, é fiel às marcas e não se importa em pagar mais pelo que é bom
A elite econômica brasileira, apesar de pequena, ainda concentra uma enorme parte da renda disponível para o consumo no país. Para entender o que anda comprando esse grupo de endinheirados, o Ibope Inteligência fez uma pesquisa com internautas que representam os 5% com maior potencial de consumo no Brasil. Para essa gente, a internet é altamente confiável como fonte de informação. Basta dizer que nada menos que 91% dos entrevistados fazem pesquisas na web antes de fazer alguma compra. Além de informação, a internet se destaca também no quesito conveniência, na opinião de 82% desses brasileiros. Prova disso é a alta taxa de uso do internet banking, hábito de 63% dos homens e de 56% das mulheres entrevistadas.
A imensa maioria dos membros da elite econômica nacional acha que vale a pena pagar mais por produtos de qualidade e 70% deles costuma ser leal às marcas preferidas. O item mais desejado por esse grupo é o smartphone, que deve ser adquirido por 50% dos pesquisados nos próximos 12 meses. As mulheres cobiçam ainda produtos para a pele, computadores e roupas de grife. Já os homens sonham com celulares, computadores, perfumes e roupas. Vale dizer que metade dos rapazes entrevistados haviam comprado produtos para a pele para uso próprio e outros 35% adquiriram para dar de presente. O gasto anual deles nesse segmento é mais que o dobro que o das moças. Sinal dos tempos.
A imensa maioria dos membros da elite econômica nacional acha que vale a pena pagar mais por produtos de qualidade e 70% deles costuma ser leal às marcas preferidas. O item mais desejado por esse grupo é o smartphone, que deve ser adquirido por 50% dos pesquisados nos próximos 12 meses. As mulheres cobiçam ainda produtos para a pele, computadores e roupas de grife. Já os homens sonham com celulares, computadores, perfumes e roupas. Vale dizer que metade dos rapazes entrevistados haviam comprado produtos para a pele para uso próprio e outros 35% adquiriram para dar de presente. O gasto anual deles nesse segmento é mais que o dobro que o das moças. Sinal dos tempos.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
TV, web e video games podem aproximar pais e filhos
Se a TV já tinha a fama de desagregar as famílias, a chegada da Internet e dos vídeo games ligou de vez o sinal amarelo dos psicólogos que orientam os pais de hoje em dia na educação de seus filhos. Porém, uma pesquisa recente do canal Nickelodeon feita nos Estados Unidos mostrou que toda essa preocupação pode ser exagerada. O estudo mostrou, por exemplo, que 82% das famílias entrevistadas assistem TV juntos e 77% vêem algum filme ao menos uma vez por semana. Tem mais – 41% dos pais escutam musica com seus pimpolhos e 36% brincam juntos no vídeo game.
Outra conclusão surpreendente da pesquisa é que pais e filhos tem mais coisas em comum do que as pessoas imaginam. 56% dos filhos com idade entre 8 e 21 anos gostam dos mesmos filmes que seus pais e 48% escutam as mesmas musicas. O levantamento nao se limitou a investigar o consumo de mídia das famílias americanas. Ele também descobriu que 83% dos pais gastam algum tempo todas as semanas simplesmente jogando conversa fora com os filhos e 86% jantam juntos pelo menos uma vez por semana.
A conseqüência é lógica – 66% dos pais com filhos entre 2 e 21 anos se sentem hoje extremamente próximos deles. Para efeito de comparação, apenas 25% dos avós entrevistados sentiam o mesmo em relação aos filhos. Ou seja, os adultos de hoje aparentemente aprenderam com os erros de seus próprios pais e decidiram fazer diferente.
Outra conclusão surpreendente da pesquisa é que pais e filhos tem mais coisas em comum do que as pessoas imaginam. 56% dos filhos com idade entre 8 e 21 anos gostam dos mesmos filmes que seus pais e 48% escutam as mesmas musicas. O levantamento nao se limitou a investigar o consumo de mídia das famílias americanas. Ele também descobriu que 83% dos pais gastam algum tempo todas as semanas simplesmente jogando conversa fora com os filhos e 86% jantam juntos pelo menos uma vez por semana.
A conseqüência é lógica – 66% dos pais com filhos entre 2 e 21 anos se sentem hoje extremamente próximos deles. Para efeito de comparação, apenas 25% dos avós entrevistados sentiam o mesmo em relação aos filhos. Ou seja, os adultos de hoje aparentemente aprenderam com os erros de seus próprios pais e decidiram fazer diferente.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Crescem as vendas do varejo mas vestuário continua em queda livre
Saiu agora de manhã a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, que é o mais fiel termômetro do desempenho do varejo nacional. Pois bem, em setembro o volume de vendas no comércio cresceu 5% em relação ao ano passado e o consolidado do 3o trimestre ficou 5,3% maior que o de 2008. Vale lembrar que o volume de vendas do 2o trimestre já tinha sido 5,2% superior ao do ano passado e mesmo no 1o trimestre, quando o varejo sentiu um pouco mais os efeitos da crise global, a taxa ficou em 3,7%. Se considerarmos o comércio varejista ampliado, que inclui a venda de carros, o crescimento de setembro sobe para 9,1%. Diante disso, mesmo os mais conservadores estão revendo para cima as estimativas para 2009. O acumulado do ano bateu em 4,7% e ninguém mais aposta em vendas menores que 5% para este ano. Eu mesmo, se tivesse que apostar, apostaria em um numero próximo de 6%.
O desempenho dos setores tem sido bem consistente. Os super e hipermercados continuam sendo o destaque - em setembro o volume foi quase 10% maior que o de setembro de 2008 e nos primeiros 9 meses de 2009 a variação sobre o ano passado já chegou a 7,7%. Lojas de departamento, de artigos esportivos, joalherias, brinquedos, produtos de beleza e cuidados pessoais e também aquelas que vendem bens duráveis estão indo muito bem, obrigado. A exceção são as lojas de tecidos, vestuário e calçados, que amargaram mais um mês de queda nas vendas – em setembro o recuo foi de 6,6%. De janeiro a setembro as perdas já chegaram a 6,2%. O IBGE diz que o principal fator é o aumento de preços do setor em níveis bem acima da inflação. Basta dizer que segundo o IPCA os preços do grupo de vestuário subiram no ano 7,2% contra uma inflação geral de 4,3%.
Mas só isso nao explicaria um tombo desse tamanho. Tudo indica que a causa principal é que os consumidores estão direcionando seus gastos para outros lugares. Ao aproveitar os incentivos do governo para comprar geladeiras, material de construção e veículos com IPI reduzido, os brasileiros acabam sacrificando em parte aquelas comprinhas que faziam, às vezes por impulso, de uma roupa, bolsa ou sapato.
Para terminar, vale dizer que enquanto o crescimento do varejo foi de 5% em setembro na média nacional, na Bahia, por exemplo o aumento chegou a 7% e em São Paulo alcançou 6,5%. O Rio cravou os mesmos 5% da media Brasil mas Minas avançou menos, 4,4%. Paraná cresceu menos ainda, 2,7%, assim como o Rio Grande do Sul, que nao passou de 2,4% e o Distrito Federal, que ficou em 1,3%.
O desempenho dos setores tem sido bem consistente. Os super e hipermercados continuam sendo o destaque - em setembro o volume foi quase 10% maior que o de setembro de 2008 e nos primeiros 9 meses de 2009 a variação sobre o ano passado já chegou a 7,7%. Lojas de departamento, de artigos esportivos, joalherias, brinquedos, produtos de beleza e cuidados pessoais e também aquelas que vendem bens duráveis estão indo muito bem, obrigado. A exceção são as lojas de tecidos, vestuário e calçados, que amargaram mais um mês de queda nas vendas – em setembro o recuo foi de 6,6%. De janeiro a setembro as perdas já chegaram a 6,2%. O IBGE diz que o principal fator é o aumento de preços do setor em níveis bem acima da inflação. Basta dizer que segundo o IPCA os preços do grupo de vestuário subiram no ano 7,2% contra uma inflação geral de 4,3%.
Mas só isso nao explicaria um tombo desse tamanho. Tudo indica que a causa principal é que os consumidores estão direcionando seus gastos para outros lugares. Ao aproveitar os incentivos do governo para comprar geladeiras, material de construção e veículos com IPI reduzido, os brasileiros acabam sacrificando em parte aquelas comprinhas que faziam, às vezes por impulso, de uma roupa, bolsa ou sapato.
Para terminar, vale dizer que enquanto o crescimento do varejo foi de 5% em setembro na média nacional, na Bahia, por exemplo o aumento chegou a 7% e em São Paulo alcançou 6,5%. O Rio cravou os mesmos 5% da media Brasil mas Minas avançou menos, 4,4%. Paraná cresceu menos ainda, 2,7%, assim como o Rio Grande do Sul, que nao passou de 2,4% e o Distrito Federal, que ficou em 1,3%.
50% das crianças americanas possuem seu próprio telefone celular aos 10 anos de idade
Recentemente eu trouxe de viagem uma câmera fotográfica digital para Carolina, minha filha. Detalhe – ela tem apenas 3 anos e meio de idade. Pois é, antigamente câmeras fotográficas e telefones de crianças eram apenas brinquedos, de mentirinha. Hoje eles funcionam de verdade. E as crianças tiram fotos e falam nos seus telefones direitinho, como os adultos.
Pesquisa recente da Nielsen mostrou que 50% das crianças americanas possuem seu próprio telefone celular aos 10 anos de idade. Esse percentual sobe para 75% quando elas chegam aos 12 anos. Mas a relação de meninos e meninas com os celulares começa ainda mais cedo nos Estados Unidos. Aos 8 anos eles começam a usar emprestado o aparelho de alguém da família.
O que essa criançada faz com seus telefones? Basicamente eles se comunicam e se divertem. Procuram os últimos lançamentos de filmes e músicas, brincam com jogos, usam redes sociais e mandam muitos, mas muitos torpedos. Os adolescentes americanos de 13 a 17 anos, por exemplo, disparam cerca de 2 mil mensagens SMS por mês.
A pesquisa mostra ainda que aproximadamente 60% dos pais cujos filhos possuem um celular proíbem os pequerruchos de baixar jogos, vídeos e ringtones, para evitar que a conta venha muito alta. Por enquanto conseguem, porque poucos desses aparelhos nas mãos de criancas são smartphones. Eu disse, por enquanto... ;-)
Pesquisa recente da Nielsen mostrou que 50% das crianças americanas possuem seu próprio telefone celular aos 10 anos de idade. Esse percentual sobe para 75% quando elas chegam aos 12 anos. Mas a relação de meninos e meninas com os celulares começa ainda mais cedo nos Estados Unidos. Aos 8 anos eles começam a usar emprestado o aparelho de alguém da família.
O que essa criançada faz com seus telefones? Basicamente eles se comunicam e se divertem. Procuram os últimos lançamentos de filmes e músicas, brincam com jogos, usam redes sociais e mandam muitos, mas muitos torpedos. Os adolescentes americanos de 13 a 17 anos, por exemplo, disparam cerca de 2 mil mensagens SMS por mês.
A pesquisa mostra ainda que aproximadamente 60% dos pais cujos filhos possuem um celular proíbem os pequerruchos de baixar jogos, vídeos e ringtones, para evitar que a conta venha muito alta. Por enquanto conseguem, porque poucos desses aparelhos nas mãos de criancas são smartphones. Eu disse, por enquanto... ;-)
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Tendências de Cores para 2010

Como você acha que a indústria decide quais tonalidades terão as paredes das nossas casas, os eletrodomésticos, carros, e as roupas que vamos vestir? Boa parte dessas cores são definidas por pesquisas bem complexas, que levam em consideração fatores como tendências de arquitetura, design, artes, cultura, moda e até as realidades política e econômica.
Pois é, e você aí pensando que era só uma questão de bom gosto, né? Então saiba que o tom que melhor representará o estado de espírito do ano que vem, segundo o pessoal da Coral, que produz todos os anos um estudo chamado Colour Futures, será um tal de “Céu Californiano”.
O "Céu Californiano" é um bonito tom de azul claro (foto), que passa mesmo tranqüilidade e uma sensação de frescor. Segundo a Coral, essa cor simboliza horizontes infinitos, novos começos e energias renovadas. Nao é a toa que a mensagem principal da Colour Futures é recuperação. E isso não tem apenas relação com economia. Também sinaliza resgate dos amigos e da família, valorização das comunidades e apoio ao meio ambiente.
Outras tonalidades que deverão pintar em 2010, ainda de acordo com a pesquisa, são as enigmáticas cores apelidadas de Espaço Silencioso, Fantasia Fluida, Convicção Fundamental e Espírito Livre. Confira alguns desses tons aqui embaixo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Em 2008, salários cresceram no Brasil mais que a média mundial
O consumo das famílias brasileiras vem crescendo há 23 trimestres consecutivos. O crédito tem sido um valioso aliado desses consumidores, seja na compra de bens duráveis, de maior valor, ou até mesmo na hora de levar para casa roupas, calçados e acessórios.
Entretanto, o principal fator de estímulo ao consumo dos brasileiros nos últimos anos tem sido o crescimento real dos salários em nosso pais. Estudo da Organização Internacional do Trabalho, a OIT, mostrou que enquanto os salários cresciam 1,4% em âmbito global em 2008, no Brasil os contracheques (ou holerites), engordaram no ano passado 2,8%. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos essa variação foi zero e no México, ao invés de crescer, os salários encolheram 3,5%.
Boa parte desse incremento aconteceu no segmento de baixa renda. Basta dizer que em relação aos países que fazem parte do G-20, o salário mínimo brasileiro teve o sétimo maior aumento, com alta real de 6%, ficando atrás apenas da Polônia, Rússia, Croácia, Estados Unidos, Canadá e Coréia do Sul.
Agora, em 2009, os salários dos nossos trabalhadores continuam subindo. O resultado dá para ver nos supermercados, nas lojas de eletrodomésticos e nos shoppings de norte a sul do país. O consumidor recupera gradualmente o poder de compra, vai com apetite para as lojas e gira a roda da economia brasileira.
Entretanto, o principal fator de estímulo ao consumo dos brasileiros nos últimos anos tem sido o crescimento real dos salários em nosso pais. Estudo da Organização Internacional do Trabalho, a OIT, mostrou que enquanto os salários cresciam 1,4% em âmbito global em 2008, no Brasil os contracheques (ou holerites), engordaram no ano passado 2,8%. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos essa variação foi zero e no México, ao invés de crescer, os salários encolheram 3,5%.
Boa parte desse incremento aconteceu no segmento de baixa renda. Basta dizer que em relação aos países que fazem parte do G-20, o salário mínimo brasileiro teve o sétimo maior aumento, com alta real de 6%, ficando atrás apenas da Polônia, Rússia, Croácia, Estados Unidos, Canadá e Coréia do Sul.
Agora, em 2009, os salários dos nossos trabalhadores continuam subindo. O resultado dá para ver nos supermercados, nas lojas de eletrodomésticos e nos shoppings de norte a sul do país. O consumidor recupera gradualmente o poder de compra, vai com apetite para as lojas e gira a roda da economia brasileira.
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