sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Será o Natal das 'lembrancinhas'... nos Estados Unidos
Mas por incrível que pareça, esse recuo de 1% previsto para as vendas do Natal está sendo visto com bons olhos pelos varejistas e economistas. Afinal, se considerarmos todo o ano de 2009, as vendas do comércio devem cair algo em torno de 3% na comparação com 2008. Isso significa que a crise estaria perdendo força.
Mesmo assim, pesquisas recentes mostram que nos EUA esse deve ser mesmo o Natal das pechinchas. Pesquisa divulgada pela NRF uma semana atrás mostrou isso claramente. Cerca de 2/3 dos entrevistados admitiram que os problemas na economia vão afetar seus planos para este fim de ano e nada menos que 84% disseram que vão simplesmente gastar menos. Tem mais - 56% dos consumidores americanos disseram que liquidações, descontos e preços baixos serão fatores decisivos na escolha de onde comprar os presentes de Natal. Ou seja, coisas como variedade de produtos, qualidade, conveniência e bom atendimento vão ficar mesmo para trás nesse fim de ano dos americanos.
Mas nem todos estão pessimistas. Curiosamente, o varejo online está apostando em bons resultados. Outro estudo, feito pelo Shop.org mostrou que a facilidade que a Internet oferece para comparação de preços e caça a ofertas está fazendo com que muitos consumidores preferam concentrar suas compras no comércio eletrônico. No Brasil, guardadas as devidas proporções, as vendas pela Internet também crescem em ritmo mais forte que o do varejo convencional.
Em resumo, tudo indica que neste fim de ano os papéis vão se inverter. Os consumidores americanos vão ficar com as ‘lembrancinhas’ e nós no Brasil devemos ter um Feliz Natal e, se Deus quiser, um bem próspero Ano Novo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Mais cautelosos, varejistas americanos reduzem os estoques para evitar descontos no Natal
A palavra de ordem nos Estados Unidos é ‘frugalidade’. Isso significa sobriedade nos gastos, algo bem diferente da ostentação e da gastança desenfreada de pouco tempo atrás. Aliás, os especialistas acham que vai levar pelo menos uns 10 anos antes que os americanos voltem ao padrão de consumo de antes da crise.
Mas se enganam os que pensam que por isso mesmo o Natal desse ano terá as mesmas espantosas liquidações vistas no Natal do ano passado, quando eram comuns descontos de até 70% nas boas lojas de departamento e butiques americanas.
Este ano, ao contrario, os varejistas estão menos estocados e devem manter cerca de 60% desse estoque nos seus centros de distribuição. Em 2008, apenas 20% do estoque ficou nos centros de distribuição, todo o resto foi para as lojas. Ou seja, em 2009 os varejistas vão direcionar os produtos para as lojas onde a demanda estiver sendo maior, o que certamente vai fazer com que as pessoas nao encontrem tão facilmente produtos nas prateleiras. Com isso, porem, os comerciantes querem manter suas margens num nível pelo menos aceitável.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Recessão transforma americanos em caçadores de ofertas
Ontem eu conversei aqui em Nova Iorque com Ali Velshi, âncora da CNN (foto), sobre a economia dos Estados Unidos. Ali me explicou que, em função da crise, os investimentos dos americanos desvalorizaram, assim como o preço de suas casas. Como se nao fosse o bastasse, seus rendimentos também diminuiram. Com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, foi inevitável o surgimento de uma profunda crise de confiança do consumidor.
Para você ter uma idéia, a taxa de desocupação nos Estados Unidos bateu a marca de 9,8%. No Brasil, em agosto esse percentual era de apenas 7,7%. Te mais - hoje as mulheres representam 50% da força de trabalho americana. Isso ocorre porque as profissões dominadas pelos homens, como o trabalho na industria, foram mais afetadas pela recessão do que áreas como educação e serviços de saúde, que são mais femininas.
Ali, porém, acredita que a recessão já faz parte do passado. Os preços das casas se estabilizaram, graças às linhas de financiamento subsidiado, e o mercado de ações também se recupera a olhos vistos.
Contudo, os americanos nao saem da crise da mesma forma como entraram. Ali conta que o sentimento de ‘frugalidade’ domina os consumidores. Se antes eles queriam exibir suas marcas de prestígio, hoje tornou-se chique mostrar para os outros quanto dinheiro eles economizaram comprando na promoção. Por isso, caçar ofertas virou o esporte favorito dos consumidores americanos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Cor da casa pode indicar o grau do seu sucesso - será?
Depois de entrevistar cerca de 3 mil proprietários de residências no Reino Unido, a pesquisa concluiu que os súditos da rainha com maior rendimento anual são aqueles que vivem em casas azuis. Essas pessoas ganham em media por ano o equivalente a 107 mil reais e em geral são muito bem posionados na carreira profissional – 23% dos donos de casas azuis no Reino Unido são diretores e 31% estão no nível de gerencia em suas empresas. Os proprietários de casas azuis também seriam mais felizes no plano pessoal.
Depois dos donos de casas azuis, os mais bem sucedidos seriam os que moram, pela ordem, em casas vermelhas e brancas.
A pesquisa também mostra o outro lado, ou seja, as cores das casas das pessoas que ganham menos e possuem vida pessoal mais atribulada. Quer saber quais são? Ai vai – a pior situação é a dos donos de casas verdes, seguidos pelos que vivem em casas rosas e marrons.
Pode ser que tudo isso seja apenas coincidência. Mas a influencia das cores no consumo já foi provada por diversos especialistas. Nada impede que exista também alguma relação entre sucesso pessoal e escolha da tinta das paredes da sua casa.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Comer fora - necessidade, conveniência ou prazer?
Você almoçou fora hoje? SE a resposta for sim, isso significa que você está contribuindo para a expansão de um setor que não pára de crescer no Brasil: o da alimentação fora de casa, também chamado de food service.
Para você ter uma ideia, segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, ABIA, o número de brasileiros que comem fora de casa cresceu quase 16% em 2008 e neste ano a expansão deve ser de mais 9%. Muito disso, acontece pela mudança de hábitos da classe C, que com renda maior passou a comer fora com mais frequência e também pelas mulheres, que estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho.
O setor de food service representa 22% das vendas da indústria alimentícia do Brasil, mas ainda estamos longe dos números de países ricos, como os Estados Unidos, onde o setor responde por 40% da venda de alimentos e representa um mercado de 200 bilhões de dólares - quase dez vezes maior que o brasileiro, que em 2008 gerou pouco mais de 58 bilhões de reais.
Aqui no Brasil, além daquela escapadinha para um misto quente e cafezinho na padaria, outros locais também caíram no gosto do consumidor, como redes de fast food e lojas de conveniência em postos de gasolina, onde a venda de alimentos já responde por 20% do faturamento.
Seja por falta de tempo, conveniência ou prazer, comer fora de casa virou uma rotina para os brasileiros, especialmente nas grandes cidades.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Quer assento de "falante" ou "não falante"? ;-)
Hum... sei não. Acho que o nesse caso o ideal seria copiar a estratégia usada no tempo que o fumo era liberado nos vôos. Ou seja, na hora do check in você poderia escolher entre poltrona de falante ou não falante. Que tal?