segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pesquisa sobre as expectativas dos homens brasileiros - outros dados

Hoje, no Blue Bus, eu comento uma pesquisa feita pelo marketing da Rexona com homens brasileiros sobre suas expextativas para o futuro. Veja aqui outros dados desse estudo, não incluídos na coluna:

Tecnologia

· A maioria, 89% dos entrevistados, imagina que os equipamentos serão ainda menores e aproximadamente 85% acreditam que estes trarão recursos que facilitarão a vida das pessoas e desejam equipamentos que integrem mais funcionalidades.

· O maior destaque está no desejo da democratização da tecnologia, independentemente da classe social ou da idade do entrevistado - 87% afirmam querer que os avanços tecnológicos sejam acessíveis a todos.

· Apesar do aumento constante nas vendas de carros, 72% acreditam que mais pessoas usarão o transporte coletivo. Por outro lado, quase 50% deles imaginam que os carros serão individuais e aproximadamente 1/3 acham que será possível fazer exercícios dentro dos veículos durante o tempo de deslocamento.

· Sentir-se prontos para o futuro – a curto ou médio prazo – é uma idéia relevante para a maior parte dos entrevistados: 68% dos homens gostariam de ter hoje produtos que os deixam prontos para os desafios que virão. Além disso, 74% dizem esperar por produtos que não apenas resolvam seus problemas, mas que antecipem suas necessidades.

Trabalho

· Encontrar uma atividade que traga realização profissional e boa remuneração no futuro é a preocupação de 80% dos entrevistados quando questionados em relação ao trabalho.

· 75% dizem que aprender a lidar com as tecnologias que estão por vir nesta área será um desafio.

· 91% acreditam que as mulheres ficarão cada vez mais independentes e 57% acham que em 20 anos, serão elas que dominarão o mercado de trabalho.

· A pesquisa apontou também grande preocupação acerca das cobranças que irão sofrer: 84% dos entrevistados acreditam que serão mais cobrados em relação ao seu desempenho em áreas como trabalho e família. Esta é a opinião de quase 90% dos paulistanos.

· Além disso, 77% dos entrevistados acham que serão mais cobrados inclusive em relação à aparência. Tanto que 79% estão atentos à forma física hoje e 75% já sinalizam preocupar-se com este item para o futuro. Para 90% deles, a boa aparência e higiene pessoal são capazes de transmitir uma imagem de sucesso.

Relacionamentos

· É interessante notar que, apesar de imaginarem que serão mais cobrados como homens, e que as mulheres estarão mais independentes, são poucos os que têm sua auto-confiança abalada por tais expectativas quando o assunto é relacionamento amoroso – apenas 35% acreditam que será mais difícil conquistar as mulheres, um índice um pouco superior entre os paulistanos (42%). Os cariocas parecem mais confiantes, pois apenas 25% concordam com isso. Já entre os recifenses, este percentual é de 34%.

· As principais mudanças projetadas sobre relacionamentos amorosos tratam de liberdade. Cerca de 80% acham que as relações serão mais liberais e desimpedidas. Apesar de imaginarem o futuro com relações bastante liberais, o desejo nessa direção é bem menor, com apenas 45% em comparação ao índice dos entrevistados que gostariam que as pessoas levassem os relacionamentos mais a sério no futuro 88% .

· É grande também a porcentagem dos que acham que os meios de comunicação virtuais vão facilitar cada vez mais os relacionamentos entre as pessoas: cerca de 75%. No entanto, 82% dos entrevistados desejam que no futuro, as pessoas não percam o contato físico.

· 60% dos homens entrevistados parecem já ter encontrado o equilíbrio entre liberdade e estabilidade nos relacionamentos, uma vez que gostariam que os relacionamentos permanecessem como estão. Mas, 65% acham que os relacionamentos durarão menos no futuro.

Internet WiFi nos carros Chrysler - uma boa idéia?


A norte-americana Chrysler anunciou que sua nova linha de automóveis, modelo 2009, virá com um opcional irresistível – acesso sem fio à internet dentro do carro. A idéia é entreter as crianças em viagens longas, permitindo que elas naveguem na rede a partir de seus computadores, iPods ou vídeo games. O problema é que especialistas em segurança de tráfego resolveram bombardear a idéia, alegando que os motoristas podem também resolver dar uma olhadinha nas notícias, nos e-mails e no andamento do jogo enquanto dirigem, aumentando os riscos de acidente.

E agora, quem tem razão?

Essa é uma polêmica típica desse nosso século 21, marcado pelo conceito de mobilidade. Isso significa que telefones e computadores não ficam mais presos às paredes. Ao contrário, a comunicação agora é total. Assim como já acontece com os celulares, em breve a conexão com a web será feita em qualquer hora e lugar, numa explosão de informação, serviço e entretenimento. Por isso, a discussão sobre a internet nos carros da Chrysler pode se tornar logo irrelevante. Afinal, a web estará disponível, de um jeito ou de outro, para todo mundo em todo lugar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mulheres lêem mais que os homens no Brasil

A pedido da marca Rexona, o Ibope fez uma pesquisa com 300 homens no Brasil para avaliar como eles vêem seu papel na sociedade do futuro. Os resultados supreenderam – a imensa maioria deles, 91% para ser mais preciso, acredita que as mulheres vão ficar cada vez mais independentes. E tem mais – 57% acreditam que nos próximos 20 anos elas estarão dominando o mercado de trabalho.

Bem, se depender do índice de consumo de livros, vão mesmo. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostrou que 55% dos leitores brasileiros são mulheres e apenas 45% são homens. E as moças também lêem mais livros do que os rapazes. Na escola, ambos lêem praticamente a mesma coisa. Mas fora dela, os homens lêem em média 1 livro por ano e as mulheres lêem 2.

Para você ter uma idéia de como os brasileiros lêem pouco, nos Estados Unidos as mulheres também lêem o dobro de livros lidos pelos homens. Mas lá, de acordo com uma pesquisa da Associated Press, as moças lêem em média 9 livros por ano, enquanto os homens lêem 5.

Eu faço parte do grupo dos que lêem muito e mais – acredito firmemente que a leitura e o estudo são fatores essenciais para o desenvolvimento profissional. Por isso não me espanta a percepção já disseminada de que as mulheres, que são maioria nas universidades brasileiras e que lêem bem mais do que os homens vão dominar o mercado de trabalho no nosso país.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Para alguns patrocinadores as Olimpíadas não estão rendendo o esperado

É dura a vida de alguns patrocinadores dos jogos de Pequim, que pagaram fortunas para expor suas marcas com exclusividade e não estão tendo o retorno previsto. Matéria publicada pelo Wall Street Journal mostrou que um dos obstáculos importantes que está sendo enfrentado pelos patrocinadores oficiais da Olimpíada é a obsessão chinesa pela segurança.

Quer um exemplo? Grandes empresas, como Samsung, Adidas, Coca-Cola e McDonald’s, pagaram milhões de dólares pelo direito de montar estandes no Parque Olímpico, que é uma área enorme que fica entre os estádios das competições e que deveria funcionar como uma grande área de convivência para chineses e estrangeiros. Porém, com medo de atentados, as autoridades chinesas estão restringindo o acesso ao Parque Olímpico, fazendo com que o lugar fique bem menos cheio do que previam os patrocinadores. O resultado são shows de música com pouca gente, lanchonetes vazias e estandes desanimados.

As empresas que investiram até 150 milhões de dólares no Parque Olímpico esperavam receber cerca de 200 mil visitantes por dia. Em lugar disso, estão tendo que se contentar com algo em torno de 40 mil pessoas/dia. Como o parque é gigantesco, a sensação de festa 'micada' é inevitável, para desespero dos executivos de marketing dessas grandes empresas, que botaram muito dinheiro na Olimpíada e agora estão tendo que explicar para os seus chefes porque os resultados não são aqueles esperados.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Na Apple Store, serviço é marketing

A Apple continua mostrando porque é uma das empresas mais inovadoras do mundo. Agora, ela resolveu investir ainda mais no atendimento aos clientes nas suas lojas, chamadas de Apple Stores. Pra isso, ela aumentou o número de “concierges”, que são funcionários posicionados perto das entradas, que cumprimentam e orientam os clientes assim que eles entram na loja. Sempre com um sorriso no rosto, os concierges perguntam gentilmente o que os clientes procuram e como podem ajudá-los.

Esse é só mais um exemplo de como a Apple está redefinindo a experiência de comprar em uma loja. É possível perceber em cada detalhe da Apple Store a filosofia “serviço é marketing”. De fato, ao resolver problemas, apontar soluções e eliminar o estresse causado pelo mau funcionamento eventual de um produto, os funcionários da Apple realmente produzem um marketing de alto impacto.


A presença ostensiva dos “concierges”, além de mostrar que a ajuda na loja é acessível, lembra ainda aos consumidores que a marca possui autoridade, expertise e paixão. Detalhe - esses funcionários não são comissionados nem são pressionados para gerar vendas a partir dessa ajuda que oferecem, o que só aumenta o encantamento dos clientes. Esse diferencial se torna ainda mais poderoso quanto a gente pensa nas outras lojas, onde os empregados apenas tiram pedidos e não conhecem bem os produtos que vendem.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Máscaras anti-poluição - das olimpíadas para as passarelas da moda

O mundo todo viu pela TV a equipe de ciclismo dos Estados Unidos desembarcando na China usando máscaras pretas. Elas foram encomendadas pelo Comitê Olímpico norte americano para proteger a sua delegação dos malefícios do ar poluído de Beijing, e provocaram violenta reação dos chineses, que se sentiram ofendidos com a exposição pública de um de seus maiores problemas. Os ciclistas se desculparam, mas o estrago já estava feito.

Porém, os chineses que se preparem, porque essa exposição pode ficar ainda maior. Vários designers de moda simplesmente adoraram o visual daquelas máscaras e prometem levá-las para as passarelas da moda, em cores variadas, para contrastar a beleza de suas roupas com a dura realidade da vida moderna.
Tem mais – de acordo com a Advertising Age, o Greenpeace, sempre atento às oportunidades de colocar as questões ambientais na mídia, também planeja explorar a forte imagem dos atletas usando a máscara anti-poluição para alertar a população global das sérias conseqüências para a saúde humana do simples ato de respirar um ar de tão má qualidade.

Ou seja, design arrojado e apoio de esportistas famosos não são importantes apenas na hora de vender tênis de marca ou roupas da moda. O marketing do meio ambiente também sabe usar esses elementos muito bem para promover a conscientização dos habitantes desse nosso castigado planeta.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cobrar pelo travesseiro e por espaço para as pernas? Parece piada!


Um amigo meu, Carlos, que é um grande gozador, viajou certa vez com um colega que nunca tinha entrado em um avião. Quando a comissária de bordo se aproximou com o lanche, Carlos resolveu fazer uma brincadeira e perguntou baixinho ao companheiro se ele tinha comprado a passagem com o lanche incluído ou não. Resultado – com medo de pagar a mais pela comida, o sujeito acabou passando fome dentro do avião.

Lembrei dessa história ao ler a notícia de que agora a Jet Blue cobrará dos passageiros 7 dólares pelo travesseiro e cobertor nos Estados Unidos. Se meu amigo brincalhão me contasse isso, eu acharia que era piada. Mas é a pura verdade.


E tem mais - a Jet Blue vai cobrar também uma taxa extra de quem quiser ter um pouco mais de espaço para as pernas na classe econômica. As primeiras 5 filas serão mais espaçadas e os assentos que ficam na saída de emergência também serão mais caros. Nas viagens curtas, o adicional será de 10 dólares. Nas de média distância, o passageiro terá que pagar 15 dólares. E nas de longa distância, o custo extra será de 20 dólares por trecho voado. Vale lembrar que várias companhias americanas já cobram para despachar uma segunda mala dos passageiros.

Em outras palavras, aquilo que no passado era serviço e atenção ao cliente, hoje é fonte de receita. E ainda tem gente que acredita quando algumas empresas dizem que se preocupam com a gente.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Chute o balde sem medo – sua carreira agradece

O pessoal da Results On (http://www.resultson.com.br/) me pediu um texto sobre algum fato que tenha influenciado a minha carreira profissional. Escrevi o depoimento que você lê abaixo.
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Corria o ano de 1980. Eu tinha 20 anos e trabalhava como digitador em uma clínica particular no Rio de Janeiro, registrando os gastos dos pacientes em um terminal remoto de computador, o que era uma baita modernidade naqueles tempos. Porém, ganhava mal e ainda por cima precisava trocar o dia pela noite – fazia o curso de Publicidade na PUC das 7 as 10 e entrava no batente à meia-noite, saindo apenas às 6 da manhã.

Uma noite, dirigindo meu fusquinha branco a caminho do trabalho, parei no meio da rua por causa de uma pane seca. Em bom português, porque a grana era pouca, fiquei sem gasolina. Foi a gota d’água. Cansado, duro e com a sensação de que estava perdendo tempo, decidi pedir demissão do emprego e jurei que só voltaria a trabalhar na minha própria profissão.
Você acredita que somente uma semana depois o telefone tocou com uma proposta de estágio em uma agência de propaganda? E assim, aquela decisão meio intempestiva recolocou minha carreira nos trilhos. Repeti a dose várias vezes na vida, quase sempre com sucesso. Troquei empregos confortáveis por boas apostas e mudei de profissão 10 anos depois daquela noite quente em que o meu fusca me deixou na mão, trocando a publicidade pelo marketing. Ainda hoje, já perto dos 50 anos, continuo com fôlego para seguir chutando o balde quando necessário, sem medo do que vem pela frente.

Nesses tempos em que a falta de coragem predomina na maioria das nossas empresas, privilegiando a mesmice em detrimento de decisões arriscadas, torço para que nossos jovens executivos passem por alguma experiência marcante, capaz de mostrar que algumas vezes ficar no mesmo lugar é sinônimo de andar para trás. Comigo deu certo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dicas para vender para quem mora sozinho

Pesquisa feita em 8 capitais, revelou alguns hábitos dos brasileiros que moram sozinhos. Como era de se esperar, essas pessoas são mais sensíveis a preços e atributos como a durabilidade dos produtos que consomem. Afinal, sem ter com quem dividir as despesas da casa, as compras precisam ser criteriosas.

A pesquisa revela ainda um aspecto curioso da vida desses solitários brasileiros – eles comem mal. Sem ter quem cozinhe para eles e também sem tempo para cuidar da casa, muitos apelam para uma alimentação nada saudável. Cerca de 1/3 dos entrevistados comem constantemente em lanchonetes fast food e 66% são habituais consumidores de doces e chocolates. Eles também saem bastante - 42% dos brasileiros que moram sozinhos costumam freqüentar bares e restaurantes. Esse percentual é o dobro da média nacional. No supermercado, essa gente prefere as embalagens individuais, o que é bastante natural. Outra dica – eles gostam de otimizar o tempo, fazendo compras em lugares que vendem produtos de vários segmentos.

Segundo o IBGE, esse grupo está crescendo. Para você ter uma idéia, em 1981 apenas 6% dos domicílios brasileiros tinham somente uma pessoa morando neles. Em 2004 esse percentual já chegava a 10%. De acordo com a Market Analysis, empresa que fez a pesquisa, estima-se que, até 2016, cerca de 12 milhões de brasileiros estarão morando sozinhos. É um baita mercado.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Qual super-herói é o mais poderoso?

Em sua opinião, qual é o super-herói mais poderoso de todos os tempos? Bem, alguns podem votar no Super-Homem, outros no Batman, sem falar no Hulk, Quarteto Fantástico, Mulher Maravilha e Homem de Ferro. Porém, para Hollywood o super-herói mais poderoso é, de longe, o Homem Aranha. Levantamento feito pela revista Forbes mostrou que cada um dos 3 filmes estrelados por Tobey Maguire arrecadou em média perto de 1 bilhão de dólares em bilheteria. Impressionante, não?

Em segundo lugar vem o Super Homem do falecido ator Christopher Reeve, que encarnou o herói em 5 filmes, a partir de 1978. Na seqüência vêm o Batman de Michael Keaton, o Homem de Ferro, de Robert Downey Jr e o Batman de Val Kilmer.

Você está sentindo falta do Batman mais recente, vivido por Christian Bale? Bem, o primeiro filme dessa nova versão, de 2005, faturou 400 mil dólares no mundo todo, portanto menos da metade do que arrecadou cada Homem Aranha. Porém, a bilheteria do filme que está em cartaz agora ainda não foi computada nesse ranking. Apenas nos primeiros 10 dias de exibição nos Estados Unidos ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’ já passou dos 300 milhões de dólares em ingressos. Ou seja, a chance de Batman passar o Super Homem e assumir a segunda colocação entre os super-poderosos de Holywwod é grande. Mas desbancar o Homem Aranha da liderança parece tarefa bem mais difícil do que colocar o Coringa atrás das grades. ;-)