segunda-feira, 30 de julho de 2007

Para você, dinheiro traz felicidade?

Afinal, dinheiro traz felicidade? Esse debate ocupa boa parte do tempo de vários especialistas, dedicados a estudar o que faz as pessoas felizes. Até agora, prevalecia um estudo que assegurava que, ultrapassado um determinado patamar de renda anual (cerca de US$ 10 mil), o incremento de riqueza material não correspondia na mesma proporção ao aumento do bem estar subjetivo.

Mas novas pesquisas, do Gallup, Ipsos e Pew jogaram novas luzes sobre essa questão. Matéria da revista The Economist divulgou alguns resultados dessas pesquisas, que mostram que nos países mais ricos as pessoas são mais felizes do que nos mais pobres. Teria dinheiro relação direta com felicidade?

Tem um detalhe a mais - no Brasil as coisas são um pouco diferentes...

Esse é o tema da minha coluna de hoje. Dá um pulo , leia e depois volte aqui para deixar a sua opinião. A gente te espera!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Não querem cozinhar, por isso levam quentinha para casa

Vocês sabiam que nos Estados Unidos a maior parte das refeições vendidas em restaurantes e lanchonetes é para viagem? Segundo pesquisa do NPD Group, apenas 40% dos pedidos são consumidos nas lojas. Os outros 60% são levados e comidos em casa, no escritório ou no carro.

Em parte o fenômeno tem a ver com a pressa da vida moderna. Pedir comida no escritório ou comer no carro, no meio do engarrafamento, são maneiras de ganhar tempo. Mas tem outro fator interessantíssimo impulsionando essa tendência.

Boa parte da comida comprada nos restaurantes na verdade substitui os alimentos preparados em casa. É isso mesmo – para não ter que cozinhar o povo de lá leva comida pronta. Para você ter uma idéia, 50 anos atrás apenas 25% dos gastos com alimentos nos Estados Unidos, incluindo compras em supermercados, eram absorvidos por restaurantes e lanchonetes. Hoje esse total chega a quase 50%.

Ou seja, para não ter que ir a um supermercado nem perder tempo na cozinha, os americanos estão deixando que os restaurantes cozinhem para eles. É verdade que lá eles não têm empregada doméstica, como as famílias de classe média e alta daqui. Mesmo assim, este é um bom sinal de como, para muitas pessoas, a busca radical pela conveniência anda falando mais alto do que o conceito de qualidade, hoje em dia.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Livros só pela web ou em megastores

Quase 10 anos atrás, foi lançado um filme bonitinho, chamado ‘Mensagem para Você’, com a Meg Ryan e o Tom Hanks, que abordava a relação de 2 pessoas que trocavam mensagens pela Internet sem saber ao certo um a identidade do outro. Acontece que os 2, apesar de apaixonados no mundo virtual, eram também adversários ferrenhos no mundo real. Ela era dona de uma pequena livraria independente, que acabou falindo por causa da concorrência da mega-loja de livros que ele abriu no bairro, roubando todos os clientes dela.

Isso é exatamente o que está acontecendo agora em vários países – a venda de livros está se concentrando em super livrarias, que oferecem também filmes, música, possuem um belo café, muita variedade e bons preços. Quem não compra nessas mega stores, acaba preferindo a comodidade e os descontos das livrarias virtuais na Internet, como a Amazon. As independentes, enquanto isso, vão definhando.

No Brasil, fenômeno parecido está acontecendo. As pequenas não estão conseguindo enfrentar as mega livrarias, que se multiplicam por todo o pais. Algumas dessas, inclusive, como a Cultura em SP e a Travessa, no Rio, aliam variedade com bom serviço, tornando-se um paraíso para os que adoram livros, como eu. Inferno, por outro lado, é o que sobrou para as independentes, que aos poucos vão desaparecendo do cenário. O que é uma pena.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Eu sou culpado pela tragédia de Congonhas

Leia a minha confissão na coluna de hoje, no Blue Bus.

Vendedores de loja - problema ou solução?

Sabe o que enlouquece de verdade os consumidores americanos? Os vendedores das lojas de lá. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Varejo concluiu que boa parte das estratégias de marketing do comércio dos Estados Unidos é arruinada pelo desinteresse do pessoal de vendas.

A queixa mais freqüente dos americanos é com o pouco caso e a falta de informação dos vendedores sobre os produtos da loja. Mas falta de educação, apatia, grosseria, preguiça e desatenção foram erros também bastante mencionados.

Se a pesquisa fosse feita no Brasil, não seria muito diferente não. Poucos anos atrás a minha empresa fez um estudo qualitativo com consumidores e vendedores de lojas em shoppings, chegando a conclusões bem semelhantes.

Os principais defeitos dos vendedores brasileiros, de acordo com essa pesquisa, são agressividade, uso de linguagem inadequada, pressa no fechamento das vendas, impessoalidade no atendimento e atitudes de desprezo ou arrogância.

No fundo, a culpa por tudo isso é mesmo de alguns donos de loja, que treinam e estimulam suas equipes para fechar vendas e não para atender bem aos clientes. Eles esquecem que um cliente bem atendido compra mais, volta mais vezes e fala bem da loja para todo mundo. Já os outros, botam a boca no trombone, mas para falar mal.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Cavalli é a nova estrela da H&M

Depois que a rede sueca de vestuário H&M descobriu o filão dos produtos baratos e chiques, não parou mais de crescer. Hoje já são mais de 1.400 lojas em todo o mundo. Infelizmente essa marca, especializada em manter-se renovada e com o nome na boca do povinho que curte moda acessível, ainda não chegou ao Brasil.

Eles atraíram estilistas como Karl Lagerfeld, Stella McCartney e a dupla holandesa Viktor & Rolf e também celebridades como a cantora Madonna. Todas essas pessoas adoraram a idéia de ampliar o alcance dos seus trabalhos. A mais nova conquista da H&M é o estilista italiano Roberto Cavalli, que vai lançar em novembro uma coleção exclusiva de roupas para homens e mulheres, além de acessórios e lingerie. Tudo por preços bem em conta.

Esse é outro segredo do marketing da H&M. Além do design e da assinatura de gente importante, eles conseguem com sua imensa escala, manter os preços lá embaixo. Obviamente, a qualidade é só razoável e os produtos não duram para sempre. O detalhe é que nesses tempos voláteis, o consumidor só quer mesmo roupas para durar uma estação.

Por aqui, essa estratégia teve a adesão de algumas lojas de departamento. Mas ainda tem espaço para marcas dispostas a adotar uma classe média numerosa, sedenta por estilo e status, mas sem dinheiro para pagar por isso. Quem se habilita?

terça-feira, 17 de julho de 2007

Jovens preferem computador mas passam mais tempo na TV

Se você pudesse ter apenas um aparelho eletrônico, o que escolheria? Uma TV ou um computador? Essa pergunta foi feita para jovens de 16 a 29 anos nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, México, Rússia, China, Japão, Índia e Brasil. Como era de se esperar, mais de 75% deles preferem o computador. Parece natural. Afinal, com ele esses jovens podem ouvir música, ver vídeos e também conversar com os amigos, coisas que a TV não faz.

Porém, curiosamente, quando os jovens possuem um tempo livre, passam mais horas na frente da TV do que diante do computador. Pelo menos é o que acontece com os jovens americanos, como garante um estudo produzido pelo governo dos Estados Unidos.

O povo de 15 a 24 anos de lá passa quase 2 horas diárias vendo televisão durante a semana, e menos de uma hora brincando no computador. Lembre que estamos falando de tempo livre. Por isso, não conta o período que eles usam para estudar ou trabalhar.

A conclusão é que o hábito de ver TV ainda é muito forte, entre todas as idades e ambos os sexos. Praticamente a metade do tempo de lazer dos americanos é gasto na frente de um aparelho de televisão. No futuro, porém, a tendência é que aumente a dependência das pessoas ao computador, a medida que ele se tornar mais versátil, portátil e acessível.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Consumidores do luxo escolhem marcas pelas lojas

As lojas físicas são o principal meio de contato entre consumidoras de moda americanas e as marcas de luxo. Foi isso o que revelou uma pesquisa concluída este ano pelo Luxury Institute. Cerca de metade das entrevistadas declararam que conheceram as marcas de luxo que usam visitando as próprias lojas. 26% delas foram apresentadas a essas marcas por amigas. Apenas depois vêm revistas, anúncios de jornal e TV.

A pesquisa confirma a importância que a experiência de compra dentro das lojas possui para ampliar a conexão emocional entre consumidores e suas marcas favoritas. Isso é mais forte ainda quando falamos de luxo e seus clientes de alto poder aquisitivo.

Quem usa mais o celular - eles ou elas?

Quem fala mais tempo ao celular - homens ou mulheres? Se você apostou nas mulheres, errou! Nós tagarelamos mais nos telefones móveis do que elas. Precisamente 5 minutos mais por mês, ou seja, quase nada.

Mas isso já foi bem diferente. Segundo pesquisa anual da AT&T sobre uso de celulares, no passado recente a diferença foi bem mais significativa. Mas progressivamente as mulheres têm aumentado o tempo das conversas nos celulares. Isso acontece porque enquanto homens usam seus telefones principalmente para tratar de negócios, elas usam para conversar com a família e os amigos. Dica do eMarketer.

Conclusão - ao mesmo tempo que o celular deixa de ser essencialmente um instrumento de trabalho e passa a substituir aos poucos o telefone fixo, o tempo de uso das mulheres tende a aumentar e ultrapassar o dos homens. É só aguardar.

Vídeo Fone será enfim realidade?

Quando estive na França, no mês passado, cansei de ver brasileiros com seus computadores ligados em áreas de conexão à Internet sem fio, usando programas como o Live Messenger. Para quem não está familiarizado com este software, ele permite transmissão de voz e imagem em tempo real. Ou seja, na prática, ele transforma o computador em um vídeofone.

Os mais velhos devem lembrar-se do filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Pois bem, em 1968 ele previa o uso do vídeofone. De lá para cá, esse aparelhinho esteve na pauta de várias empresas, mas nunca conseguiu ser viabilizado para uso geral.

Agora parece que vai. Graças à disseminação das tecnologias de transmissão de dados pela Internet , todos poderemos ter um vídeofone em casa em breve. Segundo o site eMarketer, já neste ano de 2007 cerca de 1 bilhão de dólares serão gastos pelos consumidores neste serviço.

Vai ter muito marmanjo precisando inventar outra desculpa para chegar tarde em casa. Dizer que ficou preso no trabalho não vai dar mais... ;-)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Celulares com câmeras já passam de 1 bilhão

Estudo divulgado nos Estados Unidos prevê que nada menos do que 1/3 da população mundial terá um celular com câmera digital em 2011.

Tem mais. O número de consumidores que possuem hoje um telefone que também tira fotos já passou da espantosa cifra de um bilhão.

O curioso é que agora as pessoas querem câmeras com melhor resolução acopladas aos seus celulares. Estima-se que a quantidade de aparelhos com câmera VGA, de qualidade bem ruinzinha, vai despencar. Hoje, 38% dos telefones têm câmera VGA. Em 2011 esse percentual deve cair para menos de 7%, de acordo com a mesma pesquisa.

Disso tudo dá para tirar pelo menos duas conclusões. A primeira é que os celulares já começaram a se tornar um aparelhinho com mil e uma utilidades, cada dia mais indispensável para os cidadãos desse planeta.

A outra é que os fabricantes de câmeras, que já cortaram um dobrado com a transição da fotografia química para a digital, terão que reinventar seu negócio mais uma vez, diferenciando seus produtos e se associando com as empresas que fazem telefones.

Essa é a lógica cruel desse novo mundo dos negócios. O cenário muda rapidamente, em função das novas tecnologias e dos estilos de vida dos consumidores. E durma-se com um barulho desses.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Nacionalidade das marcas - eles não sabem e nem querem saber

Eu cresci acreditando que os melhores relógios eram suíços, vinhos de qualidade eram os franceses e que café bom era brasileiro ou colombiano. Mas, provavelmente, para nossos filhos nada disso vai fazer sentido.

Deu na Ad Age - pesquisa recente mostrou que as crianças americanas não conhecem a procedência da maioria dos produtos que consomem. E mais – elas não ligam a mínima para isso.
Nesses tempos de globalização, é mesmo difícil distinguir a nacionalidade das marcas. A pesquisa confirmou que a confusão é geral – só para dar um exemplo, 54% dos entrevistados achavam que a Nokia era japonesa. Só 4% sabiam que ela é finlandesa.

Outro fator que minimiza a importância do lugar onde as coisas são produzidas é a noção de um mundo sem fronteiras, amplificada pela Internet. Esses jovens estão acostumados a passear pelo mundo sem sair do quarto. Para eles, distância é um conceito diferente.

Apesar disso tudo, alguns poucos países ainda conseguem associar sua imagem à qualidade dos seus produtos. Por exemplo, as crianças americanas acreditam que os melhores carros são fabricados pelos japoneses. Mas ao mesmo tempo elas acham que a qualidade dos celulares é mais ou menos equivalente, independentemente de onde eles venham.

Conclusão – no futuro, apoiar o marketing de um produto na sua nacionalidade pode ser tarefa para poucos.

Brinquedo? Que nada - criança agora gosta é de moda

Os tempos, definitivamente, são outros. No passado recente, tudo o que as crianças mais queriam ganhar eram brinquedos. Mas nesse novo mundo, caracterizado por pimpolhos cada vez mais precoces e onde a vaidade e o individualismo crescem rapidamente, meninos e meninas de 12 anos para baixo estão progressivamente abraçando o mundo da moda, vejam vocês.

Só nos Estados Unidos, esse mercado cresceu 15% nos últimos 2 anos, chegando à incrível marca de 28 bilhões de dólares em vendas em 2006. E não pensem que esse dinheirão todo está indo apenas para lojas de departamento ou redes que vendem roupas baratas. Marcas caras, como Dolce & Gabanna, por exemplo, já perceberam o potencial desse filão e passaram a desenvolver coleções para baixinhos de 3 a 12 anos de idade. A boa notícia é que isso abre portas para estilistas brasileiros dispostos a exportar suas criações para o mercado global da moda infantil.

Também aqui no Brasil já chegaram sinais dessa mudança no comportamento das crianças. Várias festas de aniversário de meninas oferecem agora maquiadoras e cabeleireiras no lugar dos velhos palhaços e mágicos. Tem shopping que no Dia das Crianças promove desfile de moda em lugar das tradicionais brincadeiras. Ou seja - a infância não é mais a mesma.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Aeroporto bom tem até cama para dormir

Nessas férias de inverno, muitas famílias planejam viajar, aproveitando o intervalo nas aulas da criançada. Porém, o apagão aéreo brasileiro está tirando o sono dessa gente. Aliás, tirando o sono literalmente – vários passageiros estão sendo obrigados a passar a noite em bancos e no chão da área de embarque dos nossos aeroportos.

Bem diferente do que acontece no Aeroporto de Gatwick, em Londres. Lá acabam de ser lançadas cabines de aluguel. São espaços bem pequenos, do tamanho de uma cabine de trem de luxo, mas como todo o conforto de um hotel 5 estrelas. Ou seja, um lugar perfeito para algumas boas horas de sono enquanto se espera a hora do vôo.

Segundo o Springwise, lá tem cama de solteiro ou de casal, banheiro com chuveiro, mesa de trabalho, acesso à Internet e televisão . Os passageiros podem alugar por 4 horas ou pela noite inteira. Os preços variam de 100 a 300 reais, dependendo do período e do tipo de quarto.

Quanta diferença não? Enquanto na Inglaterra os terminais e as companhias aéreas se preocupam com o conforto dos clientes, por aqui prevalece o anti-marketing, ou seja, a gente precisa aturar aeroportos sem muita estrutura e o mau atendimento das empresas de aviação.
O que todos nós queremos mesmo é que os vôos no Brasil saiam com pontualidade britânica...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Efeito iPod eleva vendas de headphones

Quando estive em janeiro deste ano em Nova Iorque, não resisti - na loja da Apple acabei comprando um headphone Bose, que custava 100 dólares. Foi só colocar o fone no ouvido que a qualidade do som me conquistou. Pois bem, pesquisa do NPD Group revela que não fui só eu. As vendas de headphones deram um salto nos últimos 2 anos, dando novo fôlego a um mercado que definhava. É mais uma consequência do efeito iPod.

A coluna de hoje no Blue Bus é sobre esse assunto. Comente aqui!

Numerologia no marketing

Você já parou para pensar que o próximo sábado é dia 7 de julho? Ou seja, para quem gosta do número sete é um prato cheio. Afinal, é o dia 7 do mês 7 do ano de 2007. Se você acha isso besteira, saiba que tem muita gente levando essa data a sério e se preparando para ganhar dinheiro com ela.

Deu no New York Times - nos Estados Unidos, o Wal-Mart está realizando um concurso que vai patrocinar o casamento de 7 casais em 7 das suas lojas em 7 estados diferentes. Mais de 400 casais se inscreveram pela Internet, de março a maio desse ano, na esperança de ganhar um dos 7 prêmios do Wal-Mart.

A rede americana de pizzarias Papa Johns também embarcou na onda. Esta semana os consumidores podem entrar no site da empresa e se cadastrar para ganhar pizzas de graça. Serão sorteadas, é claro, 777 pizzas. Além disso, os clientes podem ganhar cupons de desconto que permitirão que eles levem pizzas para casa por apenas 7 dólares e 77 centavos.

Tem mais. A Taco Bell, assim como a Wal-Mart, apostou na crença de que o número 7 dá sorte aos casais. Por isso, vai dar ao vencedor da sua promoção a chance de pedir a namorada em casamento durante o intervalo da transmissão de um jogo de baseball no sábado, em rede nacional. Mais de 2.500 pessoas já se inscreveram.

Bem, se o 7 dá sorte de verdade, isso eu não sei. Mas que ainda dá tempo de você aí inventar alguma promoção com base nessa data, ah isso dá.