O crescimento de 5,5% no volume de vendas dos supermercados brasileiros em 2009, divulgado ontem pela Associação Brasileira de Supermercados, tem relação direta com o aumento da renda, a queda no desemprego e a contenção dos preços dos produtos aqui no pais. Vamos aos números: ontem, o IBGE anunciou que a taxa de desocupação chegou a 6,8% em dezembro. Já a massa de rendimentos da população subiu 2,3% em dezembro em relação ao ano passado. Se de um lado o emprego e a renda sobem, os preços estão bem comportadinhos. De acordo com o estudo AbrasMercado, que analisa a evolução dos custos de uma cesta de 35 produtos de largo consumo, os preços subiram em media 0,4% nos supermercados brasileiros em 2009. Bem menos que o IPCA, que variou 4,3% no mesmo período.
Quem puxou os preços para cima foram produtos como açúcar, cebola, batata, sal e farinha de mandioca. Para compensar, sabonetes, farinha de trigo, arroz, tomate e feijão terminaram o ano custando menos que no começo.
Os melhores resultados do setor supermercadista foram obtidos pelos chamados hipermercados compactos, que possuem de 20 a 49 caixas, e que venderam mais 9,3% em 2009. Eles vem ganhando a preferência dos consumidores porque se localizam mais perto das residências, oferecendo conveniência com a mesma variedade de produtos e serviços.
A Abras acredita que 2010 será ainda melhor que 2009 - a previsão é de um crescimento em torno de 8 e 9%.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
IBGE | Desocupação em baixa e salário em alta no Brasil
O IBGE divulgou agora de manhã a taxa de desocupação da população das 6 principais regiões metropolitanas brasileiras em dezembro. O índice ficou em 6,8%, igual ao de dezembro de 2008 e o menor do ano passado.O menor percentual foi registrado em Porto Alegre, onde somente 4,3% dos habitantes estavam em busca de emprego em dezembro passado. Em Belo Horizonte a taxa foi de 5,1%, no Rio 5,4% e São Paulo 7,5%. Quem destoa é Salvador, onde quase 11% dos soteropolitanos estão desocupados.
A taxa média de desocupação em 2009 ficou em 8,1%. Para dar uma idéia de como esse numero é positivo, basta dizer que em 2003 o percentual era de 12,3%. Ou seja, nesses 6 anos o total da população ocupada nessas 6 cidades cresceu 14%.
Outro dado interessante divulgado hoje pelo IBGE é o que mostra que continua crescendo a quantidade de mulheres no mercado de trabalho. Hoje 45% dos nossos trabalhadores são do sexo feminino.
Além de mais gente trabalhando, outra boa notícia divulgada pelo IBGE foi sobre o tamanho dos salários. O rendimento médio do trabalho em dezembro, nas 6 regioes metropolitanas, ficou em mil trezentos e quarenta e quatro reais. Em São Paulo ele chegou a mil quinhentos e quatro reais. De 2003 a 2009 esse valor também cresceu cerca de 14%.
Com desocupação em baixa, renda em alta e confiança do povo no futuro, tudo indica que 2010 será mesmo um ano muito bom para o consumo no Brasil.
A taxa média de desocupação em 2009 ficou em 8,1%. Para dar uma idéia de como esse numero é positivo, basta dizer que em 2003 o percentual era de 12,3%. Ou seja, nesses 6 anos o total da população ocupada nessas 6 cidades cresceu 14%.
Outro dado interessante divulgado hoje pelo IBGE é o que mostra que continua crescendo a quantidade de mulheres no mercado de trabalho. Hoje 45% dos nossos trabalhadores são do sexo feminino.
Além de mais gente trabalhando, outra boa notícia divulgada pelo IBGE foi sobre o tamanho dos salários. O rendimento médio do trabalho em dezembro, nas 6 regioes metropolitanas, ficou em mil trezentos e quarenta e quatro reais. Em São Paulo ele chegou a mil quinhentos e quatro reais. De 2003 a 2009 esse valor também cresceu cerca de 14%.
Com desocupação em baixa, renda em alta e confiança do povo no futuro, tudo indica que 2010 será mesmo um ano muito bom para o consumo no Brasil.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Mercado publicitário deve crescer 3,5% em 2009 - você acha pouco?
Estimativas do Projeto Inter Meios, uma iniciativa do jornal especializado Meio e Mensagem, apontam para um crescimento de 3,5% nos investimentos publicitários dos anunciantes brasileiros em 2009.
Considerando que o varejo nacional, que é tradicionalmente o maior anunciante privado do país, deve crescer cerca de 6% no ano que acaba de terminar, isso pode parecer pouco. Se a gente comparar com 2008, quando o aumento dos gastos em publicidade no Brasil foi de 12,8% em relação a 2007, aí mesmo que pode ficar com a impressão de que a indústria da propaganda anda lamentando os resultados do ano passado.
Puro engano. Esses 3,5% acabaram sendo até comemorados. Para você ter uma idéia, de janeiro a outubro a elevação dos volume de investimentos em publicidade foi de apenas 0,7% na comparação com 2008. Culpa da crise, que assustou muita gente e fez setores importantes, como o mercado imobiliário, reduzir bastante suas campanhas.
A virada mesmo aconteceu no último trimestre, quando agências e anunciantes pisaram forte no acelerador para fechar 2009 com esse crescimento de 3,5%, que acabou sendo um desempenho bem razoável, diante das circunstâncias.
Para 2010, as previsões são bem mais otimistas. Consumo em alta, Copa do Mundo e eleições devem fazer com que o mercado publicitário volte ao patamar de 12% de crescimento.
Considerando que o varejo nacional, que é tradicionalmente o maior anunciante privado do país, deve crescer cerca de 6% no ano que acaba de terminar, isso pode parecer pouco. Se a gente comparar com 2008, quando o aumento dos gastos em publicidade no Brasil foi de 12,8% em relação a 2007, aí mesmo que pode ficar com a impressão de que a indústria da propaganda anda lamentando os resultados do ano passado.
Puro engano. Esses 3,5% acabaram sendo até comemorados. Para você ter uma idéia, de janeiro a outubro a elevação dos volume de investimentos em publicidade foi de apenas 0,7% na comparação com 2008. Culpa da crise, que assustou muita gente e fez setores importantes, como o mercado imobiliário, reduzir bastante suas campanhas.
A virada mesmo aconteceu no último trimestre, quando agências e anunciantes pisaram forte no acelerador para fechar 2009 com esse crescimento de 3,5%, que acabou sendo um desempenho bem razoável, diante das circunstâncias.
Para 2010, as previsões são bem mais otimistas. Consumo em alta, Copa do Mundo e eleições devem fazer com que o mercado publicitário volte ao patamar de 12% de crescimento.
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