sábado, 20 de março de 2010

Empresas começam a aprender como usar a web para gerar vendas

Para você ter uma ideia de como a vida moderna anda impactando as pessoas, basta dizer que, de acordo com levantamento da empresa de pesquisa GfK, 39% dos brasileiros preferem ter mais tempo do que mais dinheiro. Esse ritmo de vida acelerado das grandes cidades faz com que a conveniência passe a ser cada vez mais importante. E nesse contexto, o comércio eletrônico ganha espaço.

Nao é a toa que as vendas pela internet no ano passado cresceram 29% sobre 2008, como revelou essa semana a e-bit. Outro sinal de que o varejo online deve ser mesmo levado a sério no Brasil é o fato de que esse tema ganhou destaque essa semana no Web Expo Fórum 2010, evento sobre marketing na internet realizado aqui em São Paulo.

Uma das prioridades do nosso ecommerce é justamente desenvolver ferramentas para descobrir os hábitos e intenções de compras dos internautas. Outro ponto discutido no evento foi a crescente importância do email marketing para gerar tráfego nas lojas virtuais. Hoje, 8% dos visitantes de uma loja virtual chegam lá atraídos por uma ação de email marketing. Os portais respondem por outros 8,5% e as redes sociais por 5%.
O Twitter também está se tornando mais importante para empresas, que querem lançar promoções e trocar idéias com seus clientes. O contato mais próximo com os consumidores tem gerado mais vendas para as empresas na internet. E fora dela também.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Evento em SP discute marketing na internet e nas redes sociais

Acontece desde ontem, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o Web Expo Forum 2010, evento que se propõe a discutir a internet e como transformar as redes sociais em plataforma de negócio, para aproximar marcas e consumidores e gerar vendas.

Marcelo Albagli, diretor criativo da Canvas Webhouse, disse numa das melhores palestras de ontem que a presença das organizações nas redes sociais ainda é muito tímida. O maior obstáculo seria a dificuldade de medir os resultados. Mesmo assim, uma pesquisa da empresa americana ForeSee Results mostra que o Facebook é a melhor opção hoje para quem quer divulgar sua marca usando a web 2.0. Dos mais de 400 milhões de usuários ativos do Facebook, 80% são compradores assíduos do varejo online. Mas esse potencial é pouco explorado: somente 25% das maiores empresas americanas fazem ações de marketing no Facebook. As exceções são marcas como Victoria’s Secret e Starbucks, que usam o site para lançar produtos e promoções exclusivas.

Aqui no Brasil, o site de relacionamento mais forte ainda é o Orkut, que acaba sendo a melhor opção para quem quer divulgar a marca. Foi o que fez por exemplo o Comitê Olímpico Brasileiro, que em 2008, durante as Olimpíadas de Pequim, vestiu as páginas dos usuários brasileiros de verde e amarelo para aproximar a torcida dos atletas e incentivar os esportes olímpicos no Brasil.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Maioria dos carros brasileiros são populares - isso é uma surpresa para você?

Muitos consumidores continuam dispostos a investir em bens duráveis neste início de 2010. Segundo o Índice Nacional de Confiança, divulgado na semana passada pela Associação Comercial de São Paulo, o percentual dos brasileiros das classes A e B que se sentem mais à vontade para comprar um carro ou uma casa nos próximos meses chegou a 44%. Na classe B esse índice foi de 35%.

Porém, independente da classe social do comprador, provavelmente a imensa maioria dos veículos adquiridos pelos brasileiros serão populares. Para você ter uma idéia, 52% dos carros vendidos no país possuem motor 1.0. Outros 46% contam com motor entre 1.0 e 2.0. Somente 2% são mais potentes do que isso. Os dados são da Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Se o mercado de carros novos é dominado pelos modelos mais baratos, o de usados segue o mesmo caminho. De acordo com a Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo, em fevereiro agora nada menos que 81% dos negócios realizados foram com carros populares.

Os incentivos oferecidos ano passado pelo governo para os modelos 1.0 certamente influenciaram bastante estes resultados. Porém, a verdade é bem mais simples: a maior parte da renda disponível para o consumo está hoje nas mãos da Nova Classe Media Brasileira. Por isso, produtos populares tendem a ser sempre líderes de mercado.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Resultados do IBGE mostram que consumo segue aquecido

Números do IBGE indicam que consumo continua aquecido

O IBGE divulgou ontem o PIB de 2009 - a essa altura você já sabe que a nossa economia ficou mais ou menos no mesmo lugar, com a queda de 0,2% no Produto Interno Bruto. Para quem achou pouco, vale lembrar que no mesmo período, o consumo das famílias aumentou 4,1%. Se considerarmos apenas o 4o trimestre do ano passado, o consumo subiu 7,7%. O mais impressionante é a consistência desse crescimento – já são agora 25 trimestres seguidos de aumento no consumo das famílias. E se você quer saber, esse panorama não deve mudar em 2010. A Pesquisa Mensal do Comércio, que o IBGE também divulgou ontem, mostrou que em janeiro as vendas no varejo brasileiro cresceram 10,4% sobre janeiro de 2009. Você pode argumentar que a base de comparação era mais fraca, porque em janeiro de 2009 estávamos ainda sob os efeitos da crise. Porém, uma prova de que o resultado foi muito bom é que as vendas foram 2,7% maiores que as dezembro de 2009. Que por sua vez já tinha registrado vendas 9,1% superiores as de dezembro de 2008. Isso mostra que 2010 começa como terminou 2009: com o varejo aquecido em todos os seus segmentos e resultados especialmente bons para super e hipermercados, móveis e eletrodomésticos, artigos farmacêuticos e de perfumaria e um espetacular desempenho do segmento de equipamentos para escritório, informática e comunicação que subiu 32,2% em comparação a janeiro de 2009. Bom começo de um ano que promete.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A vida do varejo não vai ser fácil em 2010

Amanhã, dia 11 de março, o IBGE divulga o PIB de 2009. Se o crescomento da economia brasileira deve ter sido próximo de zero, por outro lado o item ‘consumo das famílias’ deve continuar sua trajetória de crescimento, que já dura 24 trimestres consecutivos.

Vale lembrar que o varejo brasileiro vendeu em 2009 mais 5,9% em volume, na comparação com 2008. Em estados como São Paulo e Bahia o aumento ficou na casa dos 7%. Isso mostra que a crise, que afetou o desempenho da economia como um todo, freou um pouco a velocidade mas não conseguiu deter o ímpeto consumista do brasileiro.

Também nessa 5a feira o IBGE revela o resultado do comércio brasileiro em janeiro de 2010, o que será importante para a gente medir o fôlego do consumidor depois do Natal, quando o varejo cresceu 9,1% sobre dezembro de 2008. Minha aposta é que em 2010 o consumo vai continuar em alta. Afinal, a massa salarial continua crescendo, o desemprego está menor que em janeiro do ano passado e a confiança do brasileiro está lá em cima.

Mas, se de um lado a gente nao deve ter problemas de demanda em 2010, por outro teremos mais competição do que nunca. Por isso mesmo, os maiores desafios para o comércio esse ano serão enfrentar a concorrência, cada vez mais numerosa e diversificada e qualificar a oferta.

Para você ter uma idéia, enquanto o varejo como um todo crescia 5,9% em 2009 e as vendas dos shopping centers brasileiros subiam perto de 10%, as vendas diretas cresciam 18% no nosso país. O varejo eletrônico deve aumentar vendas em 30%. Os super e hipermercados continuam aumentando a oferta de produtos nao alimentícios, elevando ainda mais a competição com lojas especializadas. Marcas internacionais estão de olho no nosso mercado. Enfim, quem achar que está com a vida ganha por conta do aquecimento da economia e do bolso cheio do consumidor pode quebrar a cara.

O consumidor quer cada vez mais produtos de qualidade por preços em conta, atendimento personalizado, mais consultoria do que malho de venda, marcas admiráveis e capazes de transferir prestígio para quem usa, enfim, ele está mais exigente do que nunca e para ganhar a preferência do brasileiro em 2010 o varejo vai ter que cortar um dobrado, viu?