Diga lá – para não precisar pagar por uma ligação de celular, você toparia escutar um anuncio publicitário? Essa questão está sendo proposta a partir de amanhã para cerca de 70 mil habitantes de Londrina, no Paraná.
A iniciativa é da empresa Freaksom, que patrocina esse teste de mercado com usuários de linhas pré-pagas, ou seja, justamente os mais sensíveis ao custo dos telefonemas. Vale lembrar que nada menos que 82% dos celulares no Brasil são pré-pagos.
A coisa funciona assim – se você concordar em ouvir um anuncio de 30 segundos, ganha um minuto de conversa grátis. Parece bom negócio, nao? Se tudo der certo, a proposta será estendida a outras cidades do Sudeste no primeiro trimestre de 2010 e ao resto do pais até o fim do ano que vem.
E as chances de dar certo são grandes. Primeiro porque hoje, segundo o IBGE, mais da metade da população possui um celular. Depois, porque os anunciantes precisam complementar suas estratégias de mídia para atingir os consumidores durante os deslocamentos, cada vez mais demorados, pelas cidades.
Finalmente, essa idéia tem tudo para dar certo porque os brasileiros de baixa renda estão abertos a ela. Pesquisa feita este ano pela Gouvêa de Souza mostrou que 1/3 dos membros da Classe C e 2/3 dos que formam a classe D seriam receptivos à propaganda pelo celular. E esses são justamente os maiores clientes dos telefones pré-pagos.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Pesquisa | 86% dos jovens brasileiros têm baixa consciência ambiental
O mundo inteiro está de olho em Copenhagen, onde ocorre a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas. Parece que todos já entenderam que é importante fazer alguma coisa para salvar o planeta. Bem, todos, todos, não.
Prova disso são os resultados da pesquisa Estilos Sustentáveis de Vida, promovida pelo Instituto Akatu e pelo Ipsos, que mostrou que 86% dos jovens brasileiros, de 18 a 35 anos, possuem baixa consciência ambiental.
O estudo revelou ainda que essa garotada tem outras preocupações. Segurança pública e desigualdade econômica, por exemplo, vêm bem antes do que meio ambiente na agenda dos nossos jovens. Prova disso é que apenas 11% consideram combater a degradação ambiental e a poluição uma prioridade global.
Eles pouco fazem e o que fazem é sem querer - 64% dos jovens entrevistados usam ônibus, o que em tese é bom para o meio ambiente, mas 35% disseram que não gostam de usar transporte público. Ou seja, se tivessem recursos usariam um carro.
A pesquisa mostra também que a mudança de atitude passa pela informação - 40% dos jovens entrevistados responderam que gostariam de ter mais informação ou que acreditam que um volume maior de informação sobre estilos de vida sustentáveis faria com que eles próprios adotassem novos hábitos.
Em resumo, a sustentabilidade ainda tem um longo caminho a percorrer até chegar ao dia a dia dos brasileiros.
Prova disso são os resultados da pesquisa Estilos Sustentáveis de Vida, promovida pelo Instituto Akatu e pelo Ipsos, que mostrou que 86% dos jovens brasileiros, de 18 a 35 anos, possuem baixa consciência ambiental.
O estudo revelou ainda que essa garotada tem outras preocupações. Segurança pública e desigualdade econômica, por exemplo, vêm bem antes do que meio ambiente na agenda dos nossos jovens. Prova disso é que apenas 11% consideram combater a degradação ambiental e a poluição uma prioridade global.
Eles pouco fazem e o que fazem é sem querer - 64% dos jovens entrevistados usam ônibus, o que em tese é bom para o meio ambiente, mas 35% disseram que não gostam de usar transporte público. Ou seja, se tivessem recursos usariam um carro.
A pesquisa mostra também que a mudança de atitude passa pela informação - 40% dos jovens entrevistados responderam que gostariam de ter mais informação ou que acreditam que um volume maior de informação sobre estilos de vida sustentáveis faria com que eles próprios adotassem novos hábitos.
Em resumo, a sustentabilidade ainda tem um longo caminho a percorrer até chegar ao dia a dia dos brasileiros.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Pesquisas indicam que o varejo brasileiro terá mesmo um Feliz Natal
As previsões dos especialistas sobre as vendas do varejo neste Natal são bem otimistas. A Fecomercio SP estima que o faturamento das lojas da região metropolitana de São Paulo seja até 12% maior do que o do ano passado, com destaque para eletroeletrônicos, que teriam crescimento de 27%.
Os consumidores confirmam que a intenção é mesmo comprar mais. Estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que 14% dos brasileiros pretendem gastar mais e 52% devem ao menos manter o mesmo nível de compras do Natal de 2008. O percentual dos que querem botar o pé no freio é de 34%.
Boa parte destas compras deve ser bancada com a ajuda da 2a parcela do 13o salário. Levantamento feito pela Associação Comercial de São Paulo confirmou que 1 em cada 4 brasileiros deve usar esse dinheirinho extra nos presentes natalinos.
Com tantas boas notícias, a expectativa dos varejistas só podia ser positiva. Pesquisa divulgada esta semana pela Serasa mostra que 53% dos donos de lojas também esperam vender mais que no Natal do ano passado. Porém, as grandes redes estão mais otimistas que os pequenos e médios lojistas. Nada menos que 84% dos grandes esperam crescimento nas vendas, percentual que cai para 48% entre os menores, que tem menor acesso a crédito para formar estoques.
Ou seja, tudo indica que o varejo brasileiro terá mesmo um Feliz Natal.
Os consumidores confirmam que a intenção é mesmo comprar mais. Estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que 14% dos brasileiros pretendem gastar mais e 52% devem ao menos manter o mesmo nível de compras do Natal de 2008. O percentual dos que querem botar o pé no freio é de 34%.
Boa parte destas compras deve ser bancada com a ajuda da 2a parcela do 13o salário. Levantamento feito pela Associação Comercial de São Paulo confirmou que 1 em cada 4 brasileiros deve usar esse dinheirinho extra nos presentes natalinos.
Com tantas boas notícias, a expectativa dos varejistas só podia ser positiva. Pesquisa divulgada esta semana pela Serasa mostra que 53% dos donos de lojas também esperam vender mais que no Natal do ano passado. Porém, as grandes redes estão mais otimistas que os pequenos e médios lojistas. Nada menos que 84% dos grandes esperam crescimento nas vendas, percentual que cai para 48% entre os menores, que tem menor acesso a crédito para formar estoques.
Ou seja, tudo indica que o varejo brasileiro terá mesmo um Feliz Natal.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Investir em educacão ajuda a vender mais, você duvida?
No Brasil, um setor fundamental ainda progride de forma lenta: o da educação. Prova disso é o estudo divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro, criado pelo Ibope, e pela ONG Ação Educativa. Ele mostra que nosso país ainda possui 7% de analfabetos absolutos e 21% de alfabetizados em nível rudimentar. Ou seja, o percentual de analfabetos funcionais, que, mesmo tendo capacidade de identificar letras, números, palavras e sentenças curtas, não possui a habilidade de interpretar textos, chega a 28% da nossa população. É verdade que 2 anos atrás esse índice chegava a 34%. Mesmo assim, é muita coisa.
Para o mundo dos negócios, a quantidade elevada de analfabetos funcionais tem muitas implicações. Por exemplo, analfabetos funcionais nao conseguem empregos qualificados e por isso possuem um teto de renda razoavelmente baixo. Além disso, fica mais difícil para essas empresas contratar bons funcionários e aumentar sua produtividade num cenário de baixa escolaridade.
Também fica comprometida a compreensão de mensagens publicitárias muito elaboradas e textos complicados, seja em anúncios, cartazes no ponto de venda ou até mesmo em bulas de remédio e manuais de produtos. Ou seja, tanto para ver o país crescer como para vender mais no futuro, nossas empresas deviam apoiar mais programas de melhoria da educação dos brasileiros.
Para o mundo dos negócios, a quantidade elevada de analfabetos funcionais tem muitas implicações. Por exemplo, analfabetos funcionais nao conseguem empregos qualificados e por isso possuem um teto de renda razoavelmente baixo. Além disso, fica mais difícil para essas empresas contratar bons funcionários e aumentar sua produtividade num cenário de baixa escolaridade.
Também fica comprometida a compreensão de mensagens publicitárias muito elaboradas e textos complicados, seja em anúncios, cartazes no ponto de venda ou até mesmo em bulas de remédio e manuais de produtos. Ou seja, tanto para ver o país crescer como para vender mais no futuro, nossas empresas deviam apoiar mais programas de melhoria da educação dos brasileiros.
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