quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nas redes sociais as marcas devem se comportar como um amigo, concorda?

As redes sociais vieram para ficar. Eu estou falando de sites como o Orkut, Facebook, Twitter e You Tube, por exemplo. Os consumidores aderiram em peso, não se inibem em expor sua privacidade nestes locais e não é exagero dizer que a maioria dos usuários é viciada em redes sociais. As empresas já perceberam o fenômeno, porém poucas são as que estão sabendo aproveitar a oportunidade. Pesquisa feita pela empresa Firefly Millward Brown, apresentada ontem aqui em São Paulo, mostrou que a maioria ou está ausente ou atua nas redes sociais de maneira burocrática, quase como se estar ali fosse uma imposição do mercado.


Boa parte dessa relutância por parte das empresas vem do caráter interativo que essas redes possuem. As marcas temem perder o controle sobre o conteúdo das mensagens, receber críticas dos consumidores e não sabem muito bem como conduzir as conversas com os participantes. A pesquisa mostrou que o que os consumidores querem mesmo é manter diálogos informais, sobre temas diversos, inclusive assuntos leves e casuais. Eles desejam participar e se relacionar com as marcas como se elas fossem mais um amigo.


Isso tudo é um baita desafio à comunicação das empresas, acostumadas a oferecer aos seus clientes mensagens impositivas com clara intenção de vender. No novo mundo das redes sociais isso é considerado um erro imperdoável.

5 comentários:

Paulo Gomes disse...

Concordo plenamente, as marcas precisam se aproximar mais dos usuários de redes sociais. Muitas ainda trabalham de forma mecânica nas redes, apenas divulgando seus feitos.

As marcas se preocupam com o que será falado dela, por esse motivo deixam de atuar da maneira correta e evitam de certo modo um contato direto com esses usuários.

Venho falando há algum tempo que o papel das marcas na rede social não é gerar conteúdo, isso já está sendo feito pelos próprios usuários da rede. A nova função das marcas é gerenciar esse conteúdo gerado pelos usuários.

Parabéns, belo artigo.

Fábio Carvalho disse...

Marinho,
concordo com vc. Ontem, participei de um call com colegas do exterior e foi unânime o uso da palavra engajamento. Hoje, as marcas têm de aproveitar o que falam delas e propor um diálogo aberto com o consumidor. Escrevi em meu blog sobre a vontade verdadeira das marcas em participar dessas conversas. Se quiser ler: http://www.meemblogando.com.br/e-na-real-ou-no-hype/
Abs,
Fábio Carvalho.

Anônimo disse...

Sem dúvida o caminho é a aproximação, da forma mais informal possível. Mas a linha limite da "brodagem" é tênue. O mais legal é que estamos todos aprendendo com as redes e as marcas, inventando uma forma nova de se relacionar. Já conhecem o perfil @heinekenbr no twiiter e no fb? #ficaadica

Marcus Sanabria disse...

concordo plenamente!!!

Thiago de Assis Silva disse...

Oi Marinho,

Enxergamos Redes Sociais para Empresas em um tripé que vai além de ser só amigo.
Acreditamos que empresas deveriam ter em mente os seguintes objetivos:

- Estreitar Relacionamento com Clientes e demais Stakeholders
- Proteger e Gerar Valor em termos de Branding e, (consequentemente)
- Aumentar Vendas

Vc está certo sobre o temor das empresas em relação às redes sociais, afinal, além de não saberem gerenciar um canal altamente interativo e dinâmico, as empresas temem que a exposição exagerada da marca prejudique sua reputação.
Faz sentido e elas não estão erradas... Redes Sociais são coisa séria e devem ser tratadas como tal...

Abs
Thiago de Assis Silva
E-Consulting Corp