quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Vendas de CDs caem. Downloads e ingressos de shows sobem

O jeito como consumimos música definitivamente mudou. Dados divulgados nos Estados Unidos pela Nielsen SoundScan mostram que a venda total de álbuns, somando CDs e downloads integrais de discos, caíram 14% em 2008, na comparação com 2007. Desde 2000, a queda acumulada já chega a 45%. A situação deve piorar agora em 2009, por conta da crise no varejo americano, que deve reduzir o espaço para venda de CDs em suas lojas.

Por outro lado, a compra de canções pela internet não para de subir. No ano passado foram baixadas legalmente algo em torno de 1 bilhão de músicas, 27% mais do que em 2007. Para você ter uma idéia, apenas 5 anos atrás as vendas de canções pela web não passavam de 19 milhões de faixas. Apesar desse desempenho impressionante, o aumento de vendas de músicas pela internet não é suficiente para compensar as perdas com a queda dos CDs. A saída para as gravadoras é apelar para outras fontes de receita, como ringtones, licenciamento de produtos e shows. Aliás, esse foi um setor que até conseguiu crescer nos Estados Unidos, apesar da crise. A venda de ingressos para shows em 2008 subiu 7% e a arrecadação total chegou a 4 bilhões e 200 milhões de dólares. Isso significa que os artistas continuarão colocando o pé na estrada, o que é bom para nós brasileiros, já que nosso país parece ter entrado de vez no roteiro dos astros da música pop.

5 comentários:

Edu disse...

Marinho, gostei do post. Realmente entramos no roteiro dos astros, mas deve concordar comigo que apenas uma mísera parcela da população tem acesso quando o valor mínimo cobrado por qualquer artista internacional chega a R$ 200.
A indústria fonográfica está tentando sugar ainda mais o artista agora tentando fazer acordos de participação do faturamento em shows (claro, ela ficaria com a maior parte e não o artista). Não saberia dizer o que vai acontecer, mas a derrocada das gravadoras ainda nem começou.

Luiz Alberto Marinho disse...

Verdade, Edu, os ingressos por aqui ainda excluem a maioria da população. A idéia das gravadoras é exatamente essa que você mencionou - buscar outras fontes de receita para compensar as perdas com vendas de CD. Tem mesmo muita água para rolar embaixo dessa ponte. Acompanhemos, pois.

Duda Itajahy disse...

Legal saber dados sobre a indústria de cds no mundo e ver que nosso país entrou no roteiro dos astros. Concordo com o Edu sobre o preço dos ingressos, que poderiamos dizer abusivos.

Pode ser pela conversão do dólar ou mesmo pela lei da oferta e procura, já que quem quer ver tem que pagar e muitos pagam.

Um fato curioso que registrei ultimamente foi no show da Madonna em SP: a quantidade de telefones celulares e câmeras digitias apontadas para o palco ao começar o show.

Achei que era o movimento dos isqueiros que tinha sido modernizado como já vi em alguns shows, mas não. Todo mundo estava querendo gravar o show para por na web.

Resolvi fazer quase o mesmo: fiz vários vídeos das pessoas fazendo vídeos para aí sim disponibilizar no you tube. Risos.

Epóca de pirataria particular e metalinguagem virtual!

Abraços.

Carlos Henrique Vilela disse...

Marinho, excelente post. Fiquei curioso em relação ao mercado fonográfico no Brasil. Como andam as coisas por aqui?

Abraços.

Carlos Henrique Vilela
chmkt.blogspot.com.br

Priscila disse...

Eu por exemplo, escuto música no meu ipod ou no computador. Não gravo nem cds. O jeito é investir em Shows mesmo, é até melhor, porque provavelmente os artistas irão vir mais ao Brasil. :)